sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Triste Lida

Tenham em mãos um dicionário. O texto abaixo é curto, mas rebuscado. A razão, o sentido dele, explicarei em artigo vindouro.

 

KY - Tembé

Baixinho e mirrado,

quando ainda longe do incólume, de ser ouvido e respeitado, lançou a voz a ralhar a rata. O céu ventígeno, em gravura gris, cuspindo pingos e rajadas, balançando ráfias rapinava folhas de décadas atrás…

Volto, fulminíferos, os olhos àquela casa, tão flagelada por divisões e vendilhões, mas que nunca me vendam ou me raptam as indagações. Inculcar inculpado “inconspícuo”: meu objetivo. Incutir culpados “incontáveis” e incontentáveis, eu incontido. Venho contando tontos! Tendo dificuldades de conciliar o sono e exorcizar tantos fantasmas sem-cerimônias.

Mas separar aos poucos o joio do trigo tenho aprendido, como tédio. Até uso o ventilabro. Sendo tido valedio e venusto o meu venial.

“Continua pecando pecadinhos veniais, já que os pecados mortais já não têm ocasião nem energia” (Raquel de Queiroz, 100 crônicas escolhidas, p. 111)

Quanto aos dúbios com os quais convive na lida, estes sempre vêm com valedor astuto, recurso desumano. Dissonante lei própria: valhacouto que me desconsola, por ser por mim desconhecida; de mim, desconexa; Assim, em suma, uma descomponenda.

E, eu, vivo na tenda da contenda de um tembé. Tenso, sem estar às tenças ou às vistas de algum ser filantropo. Enquanto ausculto o coração aos saltos e sopros, aos gritos de tenalgia, saindo pela boca e voando… em direção ao aucúpio avassalante.

Triste lida, perante lira delirante.
De mim, Senhor Teantropo, tende piedade!!!

KY - Tende Piedade

Thúlio Jardim.
Floresta-PE, 1° de janeiro de 2011. Sábado.

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