segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Querer Demais

 

Eu sempre quis ter um espelho de teto. Acho até que vocês já notaram certa fixação minha por este singular objeto. Afinal, já postei em algumas vezes referências a este “vidro” ou ao meio no qual surge a primeira impressão que geralmente as pessoas se importam em ter, quando vêem alguém. Sinceramente, não nego que tenho lá também o meu jeito narciso. Contudo nunca, em hipótese alguma, coloco a beleza num balde, como cimento primário para o baldrame de uma amizade ou, quem sabe, de um incipiente amor. Entretanto e embalde, muitos são os tipos que fazem da aparência o recipiente único a ser preenchido.

Mas voltemos ao assunto do espelho de teto. Já pensou, amigo?! Hum… Imaginou-se a chegar a sua casa depois de um dia cansativo no trabalho, depois daquela atividade física exaustiva para perda de peso ou, talvez, de um simples pedalar de bicicleta ao lado de quem se ama… e, mal tirando a meia, deita-se na cama e num cruzar de pernas derrama todo o seu ardor na companheira? Faz cócegas e carícias no calcanhar, pede pra garota não tirar de ti o olhar, enquanto vê o cintilar do sorriso dela em sua morada? Então, chama a coitada de cadela, em vez de namorada, ao passo em que segura suas ancas e coxas e, pelo ventre, se resvala? Naquele clima ardente, juntando-se à saliva misturada, une as duas bocas e, de repente, ela não mais fica apavorada? Que coisa louca e séria! Seria aquela agonia tão boa e sincera… aquela perda da força, um deleite! E da roupa, a perda sem usar-se a força − bastaria um par de gestos. Jesus! Faria até sinal da cruz, se não fosse dito pecado a junção carnal sem compromisso.

Tudo isso porque selecionar-nos-íamos na ânsia da primeira vista, estando ligados por uma espécie de química que nos pregou - nurzinhos – a notória surpresa. E assim TÃO LIGÉIRO ESCOLHERÍAMOS, entre quatro paredes e um espelho, nos unirmos apesar do que eu disse anteriormente. Rolaria ali e assim mesmo! Sem tempo para elegermos a dedo o nosso primeiro caso de amor, que poderia ter sido bem melhor, igual à idealização que as mulheres dão ao seu primeiro, comumente. Só que nesta cidade campesina, onde há poucos lugares e sorte tão pequena, onde a minha garota é divina, de mente acatada e em alto grau apreensiva… seria querer demais. ;-p

 

KY - Espelho de Teto

sábado, 14 de agosto de 2010

Ela que é muito bela

 

 

KY - Jacy Souza e Thúlio Jardim

Jacy e Eu, desenho artístico de Márcio Santana. Levemente editado por mim, usando o Photoshop.


“Passei o dia com teu céu. Lá fora choveu. Em mim fez sol. E você, minha flor, não era terrestre. Era o arco celestial.”


Justo hoje, no Dia do Cardiologista, eu a conheci. Ela que operou um milagre em meu coração. Fê-lo palpitante, como se eu estivesse numa das danças mais contagiantes, análoga a do frevo. E quem diria: exatamente agora, aqui no Recife, também é o dia de tal celebração! Sim, meus caros, apesar de a força do Carnaval se concentrar somente em fevereiro, mês do meu aniversário, a data presente serve igualmente de homenagem para esse ritmo musical, com marcha, maxixe e elementos da capoeira, com o frenético movimento das pernas que se dobram e estiram, e com os instrumentos típicos da orquestra – requinta, clarinetas, saxofones, pistões, trombones, hornos, tubos, taróis e o surdo. Porque o Recife tem seu próprio Dia do Frevo, escolhido com preito. A “Veneza Brasileira”, “Cidade Maurícia”, “Capital do Nordeste”, minha cidade natal e, claro, a progenitora do frevo, assim como a cidade de Olinda, são fecundas em cultura e tradição, levando no peito o emblema dessa colossal paixão, que completa mais de cem anos e traz alegria pra qualquer ser humano.

Só não é mais sobressalente que o amor que eu tenho por aquela que desvendou a alegria do meu olhar aparvalhado, como se esse passasse a existir apenas daquele momento em diante. Antes dela, era o crepúsculo total de um cego! E havia uma eterna abertura em minha alma, um sedenho que me impedia de ser a metade doce da laranja de uma possível companheira que nunca tive. Até o dia em que conheci a Jacy

Já estava na hora de uma amante aparecer para esse pobre diabo! Eu que não acreditava em anjos, eu que nunca tinha avistado um único brilhante, como crer naquilo que se punha diante de mim, afinal? Seria um delírio!? Não supunha ter tamanha sorte, jamais! Porquanto, naquela ocasião, na minha frente, havia um diamante reluzente, uma figura angelical. E fora ela quem me tirou das estatísticas de que, a cada ano, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo morrem de morte súbita de causas cardíacas. Haja vista que, doravante, eu não mais experimentaria dores de amor. Aquela mulher a qual eu quis o gosto, no dia 14 de agosto – em que a conheci -, e que, bem antes de um beijo obsecrado, as minhas preocupações delira - com um simples sorriso! -, foi a responsável por exterminar a minha tristeza em ser sozinho. Meu coração se aquietou, nesse sentido, quando ganhou um beijo depois de um significativo olhar. Provavelmente, nesse olhar, cheio de picardia e malícia, tudo já havia começado.

Tinha sido a primeira vez que em meu interior reinavam, harmoniosamente, a bradicardia de uma serenata e a taquicardia do enleio amoroso, num só tempo! Como explicar??? Somente por meio de metáforas, pois. Eram ali o rei e rainha de mãos dadas, os opostos se complementando, ventrículos esquerdo e direito compartilhando o mesmo lugar no espaço. Apenas lamento por ela ter demorado tanto para surgir! E é realmente uma pena ela estar em outra cidade, tão distante de mim, nesta data especial. Sinto muitas saudades, mas sei que este período que passamos um do outro apartados, por terras longínquas, ainda trará muitos dividendos e felicidade para ambos. Tenho certeza que, de minha parte, saberei suportar a dor desta separação passageira, pois tenho confiança nela, pois tenho confiança no meu amor, no amor dela, no nosso amor! Sei que esse sentimento é maior e mais forte do que estas centenas de quilômetros que nos separam, e sei que, quando eu regressar, saberei compensar este período de ausência.

A certeza é tanta, se não fosse eu nem tinha firmado um compromisso, escrito alguns poemas pensando nela, entregue carta, anel e outros mimos, se eu não gostasse tanto de sua pessoa, eu não teria dividido com ela minhas angústias, pedido a mão e toda a sua atenção, com muita manha. Na manhã seguinte a do dia em que cheguei a Floresta-PE, neste ano, durante minhas conjeturadas férias de junho, logo fui preparando a surpresa. Na verdade, a primeira de uma série, que serviria pra encobrir algo maior que estaria por vir no Dia dos Namorados. Lembro, inclusive, que neste dia 12 de junho de 2010 eu escrevi um artigo neste blog, praticamente sem dizer quase nada, a fim de aumentar a curiosidade dos colegas. Havia prometido revelar do que se tratava, mas somente após o meu regresso ao Recife. Como já faz bastante tempo que estou aqui, já tá no momento de fazer a revelação.


KY - Para Toda A Vida
Primeiro, em um papel envelhecido, um poema escrito para ela, intitulado “Para Toda A Vida”. Que lhe dei poucos dias depois deu ter chegado lá, em Floresta do Navio, aproximadamente por volta do dia 8 ou 9 de junho. Caso esteja interessado(a) em lê-lo, clique na figura acima e use a lupa. Junto a esse papel, ofereci uns presentinhos, queria eu aparentar que não havia planejado nada pro Dia dos Namorados – deixando a cargo dela essa tarefa – quanta mentira! O que era mais sério estava reservado para esse dia. Uma cartinha junto a um par de anéis, entregues em Itaparica-PE. Na cartinha, um poema escrito a mão, cuidadosamente, em letras douradas. Que dizia:

KY - Anel

“A cor da aliança
É de ouro em prata reluzente
E eu te dou como compromisso
Junto aos meus melhores sentimentos
Que afloram feito a chama
Num sorriso: o mais luzente e permanente.

Isto tudo é meu acordo, não uma trama
Para te levar para uma cama.
É meu eterno acerto, sem divórcio,
O enternecedor concerto eviterno!
E antecedente de uma data magnânima
- Aquela grata, comovente… santa! -
Do nosso futuro: o casamento.”

 

Sendo assim, nem precisava eu acrescentar pra ela que encontrei nela toda a ventura e aventura que alguém possa sonhar. Mas, ainda assim, falei. E, com muita convicção, frisei que ela encontrou alguém que não vai medir esforços, nunca, para fazê-la a mais realizada mulher, em todos os sentidos. Eu me sinto tão orgulhoso e feliz por tê-la comigo, por ela aceitar-me como seu namorado! Ela que é muito bela e é sempre muito agradável olhar para ela. Principalmente porque ela convive com esta qualidade inata de forma serena, sem deixar-se dominar pela vaidade ou por arroubos frívolos e, por outro lado, jamais se coloca de forma pouco elegante, esteja no ambiente em que estiver, no colégio ou no lazer. É leal e muito séria, porém não perde o bom humor, é sabido por mim, é sabido por todos ao seu redor. Quantas vezes já me beliscou e fez piadas!? Ah! Ela é minha querida e me “judia”. E falar que estou com saudades dela, até de seus beliscões, não lhe faria muita surpresa, pois ela sabe que eu sempre estou com saudades, verdadeiramente. Sei que, hoje, ela está longe de mim e que essa distância que nos separa é fruto de uma circunstância alheia à nossa vontade, por isso precisamos ter paciência…

Aguarde-me, valiosa Jacy, e fique despreocupada! Ainda esse ano eu te vejo, eu te puxo, eu te beijo, e eu te darei toda a minha exação.

De coração,
Thúlio Jardim.

domingo, 8 de agosto de 2010

Pai, Santo Sem Prece.

 

No Brasil, comemorar o Dia dos Pais partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejado pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais. Agora, como surgiu o primeiro Dia dos Pais do mundo, e como virou mais uma data comercial em algumas regiões, não importa! Porque sabemos principalmente do quanto precisamos lembrar mais dele, ter respeito, carinho e atenção cotidianamente, e também porque, independentemente do seu lado comercial, esta é uma data para ser muito exaltada, nem que seja para dizermos um simples “obrigado” àquela figura protetora. Com presentes ou não, os pais agradecem!

Fiz outra homenagem, em poesia, no intento de agradar a todos os pais; estendendo assim o carinho sem ditar a quem, sem dirigir somente ao meu paizão, como fiz na postagem anterior. Queria, dessa vez, compartilhar com todos vocês! Os versos foram escritos em 05 de agosto de 2009, com a devoção de quem os faz como para um Santo. Tenham, meus amigos, um ótimo Dia dos Pais, e boa leitura:

 

KY - Pai, Santo Anjo!

 

Do Filho para O Pai
Thúlio Jardim, 05/08/2009


Essa é uma homenagem que faço
A todos os pais de todos os filhos
Que tragam assim consigo…
Um carinho que em mim é imenso…
De bom grado demonstrado por ele
E deve ser desse jeito só nosso, recíproco!
Pra sempre o meu dever é para com ele
Que eu, enfim, de amor então o perle
E revele a paixão e enfie naquele seu grande cerne
Até que ele se atrele sem pressa ou me peça pra ficar junto

Há tanto tempo ele se tornara santo sem prece… há quanto?!…
Daí que esbanjo as minhas singelas, mas precisas, palavras!
E conto pra todos e com todos conto sem prantos
Pra cantar toda esta paixão sincera, esperanto!
Todo esse amor para ele exaltado sem espantos!
Esse amor que está aqui falado…
Amor que é o cheiro dele amado…
E o nosso por ele logo fairado.
Por isso o quero comigo bem próximo…
Trazê-lo no corpo como tatto gigante, quarado!

Vou ainda mais longe e peço pro povo
Fazê-lo feito anjo no altar bem exposto
Para que possamos exaltar este ser agora mesmo.
Pois ele eu manjo e você também deve… Por que não?
Nós faremos ele feliz na alma, pele e em todo coração
Haja vista que pai é quem cria e nos traz pro mundo, tô certo?
Jamais nos trai, eu o conheço e sei que zelo!
A vista dele para mim é um charme que me chama
É demais! E sei que ele é mais, muito mais…
Do que eu penso saber quando estou perto
Ele é a pessoa doce para a qual eu de bandeja entrego
O manjar dos deuses e este mar de estima em letras adoçado!

 


 

E aí? Você gosta de seu pai, biológico ou não? Valoriza-o tanto quanto a sua mãe? E se realmente lembrou-se devidamente dele neste domingo – Dia dos Pais – deu-lhe algum presente, certo? Sei: um abraço ou um telefonema, isso também conta, vai lá… Eu mesmo tive de ligar pro meu, neste instante, pois ele mora distante. Mas eu não só falo o quanto ele é importante neste dia não. E você? Prende-se a isso, só por etiqueta?!

Para mim, não é preciso ser Dia dos Pais, e não faz sentido tal cerimônia se a gente esquece dele nos demais. Contínuo, pois, deveria ser o nosso agradecimento, ou o empenho em tirar dele um sorriso qualquer. Contínuo como é o sentimento de orgulho que eu tenho e trago por ele, que eu não guardo, digo, que eu exponho! Guardar eu o faço, no sentido de conservar. Deixo aqui, então, para terminar o meu singelo recado, um grande abraço - só dele!!!

Dias dos Pais em Vídeo e Verso, Prosa e Email

 

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai." (Sigmund Freud)

 

Esta poderia ser uma história real. Mas é um post de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

Era uma vez… o meu pai.

Calma aí, que ele não morreu! Essa é apenas a abertura pra essa prosa. Depois eu chego ao verso, que diz algo dele e sentimentos meus, imaginando estes como se estivessem sendo recebidos por escrito, por ele, em sua caixa de e-mail – a qual meu pai não tem!

Digamos que nesta semana, na véspera do Dia dos Pais, ele tivesse feito, resolvido obter, e checado o seu email imaginário. Em todos estes anos, sem nunca ter lido sequer uma carta dos Correios em tom especial, estava ele, agora contente, abrindo o seu notebook – este sim… menos real ainda! ;-p Quem o conhece, sabe o quanto ele fica exultante de felicidade, quando encontra o que quer ler, inda mais sendo escrito por seu “filho preferido”. Novamente, devo alvitrar que as palavras deste artigo não devem ser levadas ao pé da letra, daí as aspas.

Espargindo suas lágrimas, foi ele rolando o documento, enquanto o teclado molhado ficava. E o meu pai fincava o pensamento em mim, apesar da imensurável distância. Às vezes até fazia um sinal de negação, tanto pela estrada de terra que nos separava, como se, também, a retorquir alguns dos palavreados meus. Na verdade, parecia ser mais esse segundo caso. Ele discordava deu dizer que era um filho ausente e que, por muitas vezes, não retribuía o carinho qu’ele me doava tão seriamente, e serenamente. Afirmava, ainda, que eu nunca me demonstrei uma pessoa alheia, nem menos tinha alguma inópia na forma minha de externar a afeição. Esburgava assim, da minha pele e alma, qualquer mancha ou marca fantasiosa que viesse a me preocupar.


KY - Email de Dia dos Pais

Quando ele respondeu o correio eletrônico, deu pra sentir no meu ombro um velicar – sinal do quanto ele achava uma inépcia eu falar sobre minha “impossível” inércia. Coisa que ele frisava depois, em uma réplica, por eu insistir em denegrecer minhas atitudes, digo, falta de atitudes! “Você é um filho excepcional. Sim, que fala pouco, mas isso nunca denotou como algo ruim”, me confortando. “Mas… Mas… Mas nada! Já te disse o quanto gosto de ti, filho amado!”. Sentia daí um forte beliscão, de novo. Eu, de imediato, lembrei do Lula com a “sua” lei contra as palmadas. Afinal, dependendo da forma, isso dói mais que a palmada e seria, portanto, errado. De todo jeito, por atavismo, eu faria o mesmo com o meu filho, se eu tivesse algum. E, quer saber? Palmada na lei!

Mandamento pra ser seguido, mesmo, é o de HONRAR PAI E MÃE. Essa ordem realmente não está condicionada a nada, é uma ordem de Deus, do quarto mandamento. E ponto. Quem cumpre é mais feliz independentemente de ser  correspondido em igual proporção ou não, é mandamento acompanhado de promessa, vida longa e prosperidade e também de realização interior (eu amei a pessoa mais importante da minha vida) e é claro não estou esquecendo da Mãe,  mas nesse caso falo daquela voz grave, da mão mais pesada, dos abraços que até machucavam um pouco, dos passos mais largos, da ponta da mesa, dos ensinamentos  “de homem pra homem”, e da frase celebre “VEM CÁ…”, antes de alguma bronca. Isso marcou ou não!? Pois claro. Mostrando-nos maturidade, ensinando limites e nos fazendo respeitar os direitos dos demais.

A maturidade que nos permite “olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade e querer com mais doçura”, já dia Lya Luft. E doçura meu pai tinha de sobra, toda vez que colocava aquela frase na minha frente, de que eu morava juntinho do seu coração. [Rsrs…] Poucos têm tal sorte, são muitos de nós que não trazem boas memórias dos pais. Alguns pais são sinônimo de violência, abuso e rispidez. Outros se apresentam mais como desconhecidos, ou quase isso, do que como pais válidos. Eu não sei você com o seu, se é tão formal, mas não tem preço o modo como o meu me olha sem frescura e me socorre sempre quando tô triste. Como é que pode em alguém existir inconcebível força e contemplar tão penetrante? Ah! Como persiste a lembrança do olhar e daquele silêncio trazendo alívio! Sem precisar de mais nada, dava-me um sorriso e me acalmava.

Claro que nem tudo isso é ficção, mas o contexto virtual da estória é – o email não passa de um exercício da imaginação. Como eu disse, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Quanto ao anexo da mensagem que enviei “por email” ao meu pai, a tal poesia, mostro-lhes abaixo, sem a conversa. Posteriormente, derivando dessa poesia, fiz um vídeo, intitulado “Pai, Pura Paixão!”. Aproveitem para dar uma olhada e comentar, acho que vocês irão gostar. Por fim, é isso! Encerro minhas palavras, por este instante.

 

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 08 de agosto de 2010.

 

 

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ANEXO

Pai, Minha Paixão!

Poderia até falar mais, falar bonito
Mas, cara, sei que posso falar livremente contigo
Aquilo que preciso te dizer
Não preciso dizer bonito
Cara, realmente posso falar livremente contigo

Pai, você é a minha paixão!
Nos seus ombros é onde sempre me apoio
Você sempre me levanta do chão
Nunca tira de cima de mim os teus olhos
Sempre está prestando muita atenção

Preocupação vai embora sempre que você vem
Vejo que posso confiar em você
E você confia em mim mais do que ninguém
Pode e pede sempre para que eu não descole
Perto posso ver que também quero ficar de você

Pai, te amo pra carái! Preciso te dizer…
Que não preciso dizer nada quanto estou perto de você
Lanço um sorriso grande e manso você sempre é
Nunca pensou em levantar a voz comigo
Mas sempre me levanta do chão quando eu preciso

Por isso tudo, que te quero
Sempre perto, sempre junto
Mudo posso até ficar…
Mas não mudo o meu jeito de ser
Pois meu silêncio já diz muito
Quando estou com você

Peço que nunca chegue a hora
De você ir embora
Pouco sempre é o tempo
Quando estou do seu lado
Ausculte este meu coração, então…
Vai ver que por você sou apaixonado

Ingrato é o mundo
Quando me afasta de você
Tudo parece escuro
Quero sempre te ver
Brigo com o mundo se for preciso
Pra ficar junto de você

Até parece que não quero parar de falar
Prezo o silêncio, digo, às vezes, que tanto
Mas sempre me pego não querendo parar de falar que eu te amo
Mas, também, posso dizer que calar com você… calar já diz tanto
Por isso, nem preciso dizer… o quanto eu te amo

Oh, pai
Você é o meu escudo
Olha praí, que lindo!
Com você me protejo do mundo.

 

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VÍDEO:

 

 

 



Link de referência:

Blog da Equipe Vocacional Canção Nova | Feliz Dia dos Pais!!!

domingo, 1 de agosto de 2010

Sofrimento Nada Espúrio

 

Hoje é aniversário da minha mãe, queria aproveitar e mandar um beijão para ela! Devo dizer que já falei bastante dela, no sentido do “muito”, não no sentido de que falei o suficiente! Ela merece mais demonstrações do meu afeto, é verdade, mas como o Dia dos Pais já está chegando… prefiro externar este sentimento que tenho por ela em outra oportunidade. Sendo assim, peço que releiam as declarações de carinho que fiz em outras postagens, como em “Mães escrevem certo por linhas tortas” e “Quem disse que o Dia das Mães já passou?”.

Nesta ocasião, vou reservar espaço para escrever um tipo de texto que se aplica melhor ao contexto daqui: a poesia de tristeza e superação. Sabendo-se que o que me embalou para isso foi os comentários snobes de alguns colegas meus, pseudointelectuais, ao dizer que eu estava, com muuuita frequência, fugindo do temaobjeto desse blog. Para ser franco, eu não fiz isso! Haja vista que em momento algum me dispus a mostrar apenas o lado ruim da (minha) vida. Temas tristes, claro, haverá e muitos! Mas até pra quem é leigo, é possível entender que ninguém no mundo é 24 horas triste.

Os psicólogos e outros “doutores da mente”, inclusive, não dizem nunca, nem há essa brecha na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, aqui no Brasil nomeada atualmente como CID-10 (é a décima edição), em seus códigos F00 a F99 que tratam dos “Transtornos mentais e comportamentais”, especificamente em F30-F39 [provavelmente, o ponto cardeal desse blog!], que lida com os “Transtornos do humor [afetivos]”, algo que pudesse ser traduzido como “foi sempre triste”, “é sempre triste” e/ou “será sempre triste”. Por isso a razão de se utilizar tanto palavras que não venham a ser contraditórias, a exemplo de “episódios”, “recorrentes”, “persistentes”, “bipolar” etc. Algumas até mesmo vagas.

Ah! E deixo manifesto também que a última postagem do amigo Low, intitulada “Reset”, serviu de estremeção para que eu me mexesse e trouxesse algo original para cá. Sobretudo a parte em que ele faz referência a uma “folha em branco”. Vocês perceberão melhor do que falo, adiante, na 7ª estrofe. Observem atentamente, pois eu termino assim:

 

SOFRIMENTO NADA ESPÚRIO
Thúlio Jardim, 29/11/2008.



Eu, somente eu, com a minha dor enorme
Na luta p’ra domar o leão do amor
Coração desolado, ah, como sofre!

Por que bates assim, coração?
Que aperto é este? Que ansiedade…
De onde vem tanta inquietação?

Sim, eu sou homem e choro
Não sigo nenhum tipo de estereótipo
Acho que não sou desta era…

Quem vive neste mundo cão
Sofre bastante com a desilusão
Que sente vontade de também ser fera…

E eu sou fera ferida, que sangra
Como um trovão, a tristeza ribomba
Eu sou aquele que ficou sozinho…

Do coração que geme, batidas fortes
Começa a contagem regressiva p’rá morte
A vida que se abrevia sem carinho…

KY - Folha em BrancoPergunto: onde estão as palavras?
Olho a folha em branco…
A inspiração não vem.

P’ra chorar, queria mais lágrimas
Prantos sobre prantos…
Que os guardava tão bem.

Vou lhe dizer que não sei o que fazer
O que será de nós nesta distância?
Sinto uma dor aguda no peito
Coração que não sai da garganta!

Pude sentir a brisa fria da morte
Não tenho mais nenhuma volição
Punhal fincado nas costas
Será tarde para aprender uma lição?!

Num coma profundo, coração dorme
Nem toda minha existência foi sofrida
Este poeta que belas palavras anotava
Hoje se encontra sem rimas, sem guarida…

Em leito de dor, no hospital, me vejo paciente
Nos meus delírios, era por ti que estava doente
Teu nome chamei, tu estavas ausente
E a minha vida se indo, impiedosamente

São lembranças tristes que trago
De um sofrimento nada espúrio
Hoje me sinto forte, recuperado
Desprendo-me de todo meu passado
Deixando cada vez mais inadequado
Este anseio louco de abandonar tudo.



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