domingo, 11 de julho de 2010

Dunga Disse Adeus à Copa

  KY - Adeus Dunga!

Como todo depressivo – que se mata por qualquer besteira [brincadeira, rsrs...] – eu quase que faço o mesmo quando o Brasil perdeu, na sexta-feira, 2 de julho, no Estádio Nelson Mandela, em Porto Elizabete, na África do Sul, a esperança de continuar lutando, nesta Copa, para conquistar o tão esperado hexa-campeonato do futebol mundial. Fiquei tão mal, que entrei em quadro de depressão profunda…


“Quase que eu desisto de escrever nessa m#$%@!!! “


KY - Orgulho de Ser BrasileiroPor isso o da demora minha. A depressão era pior do que a gerada com a vinda do luto de um ente querido, semelhante a que vem de se haver tirado das garras do mundo a vida do filho – neste caso, a taça de campeão! Não é exagero não. Eu senti mesmo nas minhas entranhas esta vibração ruim. Seria a sensação comum do patriotismo? Não sei. Sei que esta foto ao lado é muito representativa, e eu a intitulo de ‘Orgulho de Ser Brasileiro’, mas bem poderia ser dado outro nome a ela: ‘Tão-somente 1 Patriota’…

Passada a afobação inicial, aquele desgosto perverso da nossa saída, convenhamos: mais cedo ou mais tarde isto iria acontecer. Depois da Melhor Campanha Antidrogas feita por Dunga, e depois deu já ter elaborado até os epitáfios das lápides dos jogadores “mais destacados”, para quando do apito final da Copa do Mundo, minhas expectativas não eram, assim, digamos… as melhores. Era óbvio!

O fato é que eu já tinha impresso – literalmente, neste blog ­– o que estaria por vir. E, não sei se indo contra o refrão [sim, falo de coro, de  música!] gritado por todo brasileiro, “QUE NÃO DESISTE NUNCA” - além deu praticamente ter exposto que nós iríamos perder (ou seja, tendo eu desistido de ter esperanças…) -, eu, neste exato momento, também acabo DESISTIR. Não falo da próxima Copa do Mundo, em 2014. Afinal, ELA VAI SER AQUI! Isto é motivo para comemorar \o/. Então, do que seria? Da minha vida…? - Não chegaria a tanto.

KY - Seleção Canarinha Senão eu invalidaria o entusiasmo demonstrado por mim, até há pouco, diante do trabalho que confio para estes quatro anos vindouros. O Brasil sediará um evento extraordinário! Estimulará a abertura de empregos (espera-se que dois milhões de novos postos de trabalho sejam abertos até 2014) e a entrada de capital para a região (dever-se-á adentrar quase R$ 9 bilhões em receitas internacionais, cerca de 55% a mais do que em 2009), com a chegada dos “forasteiros”… o incentivo ao turismo (o fluxo de turistas estrangeiros deve atingir oito milhões ao ano em 2014, e 10 milhões em 2016, quando serão realizadas as Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro – ou seja, praticamente o dobro dos 5 milhões que desembarcam atualmente). Sabe, vou treinar until o meu inglês, eu tô precisando! :p Tristemente, o que eu sei é só o que eu aprendo fuçando a internet. Não é o bastante! É quase inútil… :(

A bem da verdade, o aparato Brasileiro não é dos melhores; mas quando o assunto é Copa do Mundo… calma lá, as coisas mudam! E quando eu falava de desistir, era de outra forma. Simplesmente, eu DESISTI DE DESISTIR de escrever neste blog. Aprendi o que é superação desde muito cedo. Passei por sérios problemas de saúde, beirei a morte, e hoje escrevo dela sem nenhum medo. Tenho, inclusive, como parceiro neste blog, ela mesmo. Não entendeu? Falo da senhora esquelética ‘Morte’. Aquela que, há poucos anos atrás, espreitava-me pela alcova. Aquela que mais costuma aparecer quando estamos na lama. Aquela “dama” torcedora que torce com afinco para nos ver na pior. Nunca por nós, pro nosso bem.

Ela é trágica! Quer-nos com ânsia. Cuida para que nós cometamos erros, em constância [as duas coisas: ela “trabalha” muito, sem parar; e, por isso, nós cometemos mais vacilos!]. Arruma sempre um jeito de gerar terrenos uliginosos em nosso caminho. Tentou pôr a mão em mim algumas vezes; só que parece que eu sou um tanto oleaginoso por fora. E com isto eu aprendi a domesticar esse guaração…

Num “belo dia”, quando eu estava em internação na ala de um dos melhores hospitais daqui ­– mas não na melhor das alas! Pois se tratava de uma UTI – eu tive uma visão: descobri como enfrentá-la. A interação foi grande entre nós. Parecia que eu estava num outro mundo, em uma espécie de intercâmbio. Low diria pra mim que “isso é Lowcura!”, não era plausível. Infelizmente, não é algo que se conta em palavras ou se aceite facilmente – nem que se almeje. Ninguém quer ter um papo, nem ralo, com essa figura brancacenta. E o que sei não é algo que eu possa ensinar, mas a quem possa: só o cara-a-cara com aquela criatura enfadonha é que lhe instruirá! E todos, sem exceção, estarão um dia na mira dela. Independentemente da situação em que se viva, todos terão a sua vez de ter uma ‘aula particular’.

Quanto ao que desencadeará a morte, é mais difícil prever. Muitos, apesar disso, pensam como será, quando será, onde será…? O fato é que não dá para saber sem dúvidas; a não ser que você seja um potencial suicida, e que já tenha planeado tudo direitinho. Concebido o seu “grand finale”! Como numa peça teatral, tudo estando previsto, por escrito.

E foi estando envolvido por certa frustração, pelo ódio de presenciar a nossa Seleção deixando a partida virar, no jogo contra a Holanda, que eu resolvi criar um novo plano de fundo para esta página. Muito embora eu tenha citado que desejava permanecer com o background cunhado enquanto estava no clima da Copa; agora não mais é assim.

KY - Dunga Burro Não podia mais continuar em mim tal sentimento, o de festejo, ou o do soi-disant triunfo. Dunga foi o tempo inteiro pretensioso, e eu não vou ser desse jeito (tão burro!) e aplaudir o trabalho de quatro anos inteiros… perdidos - aqui cabe claramente o plural, apesar do Brasil ter DURADO até as quartas de final. Porque o Dunga não deu duro, não quis nem sequer seguir os palpites de nós, telespectadores. Convocou quem deu na telha, e o telhado caiu em sua cabeça! Resultado: o REGRESSO. Por isso eu sou flexível, diferentemente dele. Apesar de ter manifestado a minha grande vontade (não prometi nada…) em deixar o background da página “intocado”, eu mudei de idéia. Pois não.

O efeito é esse que vocês presenciam neste momento. Um plano de fundo dramático, mas que está dentro completamente do contexto. O Dunga foi-se embora, e não foi nada cedo. Do oratório, na África, para o dia seguinte, no Brasil, pareceu uma eternidade. Ele perdurou mais do que eu imaginava. Não por persistência ou perseverança; mas por teimosia e tenacidade (“esperteza”). Com isso dito, encerro o meu discurso. Não quero uma oratória para falar de futebol, tampouco uma retórica para dizer apenas que alterei o aspecto, de novo, desta página.

Aproveito para dar os meus parabéns ao jogo emocionante da final da Copa 2010. A Espanha mereceu vencer! E a voz do POLVO foi a voz de Deus. haha…

Enfim, até 2014! E até que enfim… Dunga disse adeus!

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, domingo, 11 de julho de 2010.

 

 

 

PS – Recomendo a leitura da última página da MEN’S HEALTH de JUNHO 2010. Em ‘Na ponta do lápis’, fala-se sobre a “nossa” teimosia:

“Birrento ou persistente? Digno de aplausos ou de vaias? Conheça o Dunga… quer dizer, o teimoso que existe em você”.

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