sábado, 31 de julho de 2010

Dia do Orgasmo: que “difícil missão”…

 
Hoje se comemora (não por todos) o Dia do Orgasmo, rsrs… A data do prazer sexual, em que se discute, principalmente, a dificuldade das mulheres em se sentirem satisfeitas. Data que veio da Inglaterra, concebida há oito anos por redes de sex-shops, com a finalidade de esquentar, também, as vendas nesse tipo de estabelecimento. Estas redes realizaram pesquisas que revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações. Alguns homens, nessa hora, diriam: “Ah, e daí? Eu tenho o meu…”. Aí que está toda a fonte do problema, pois versam muitos teóricos [ e praticantes! :p ], como eu, que as mulheres não “chegam lá”, devido a falta de conversa, e de uma boa preliminar.

Você pode achar estranha a proposição, afinal, estamos falando de sexo e orgasmo (este que, geralmente, ocorre ao final), mas sempre acreditei no poder das palavras, e da rotura inicial! O fato é que muitos homens ainda não têm abertura para expor suas fantasias para as próprias mulheres, e muitas mulheres de dizer o que gostam, o que esperam na cama. Pairando o medo. Quando o importante é que a mulher busque se conhecer. “Assim, ela pode comunicar para o parceiro sobre suas preferências. Mas a indicação é que ela respeite seu próprio ritmo. Não dá para exigir algo que não condiz com a fase de sua vida”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, uma das fundadoras do Projeto Sexualidade, no Brasil.
 
Me impressiona, ademais, saber que muitas mulheres não gozam e outras fingem. Por que fingir? Diga claramente que não gozou porque foi muito rápido ou muito devagar ou muito forte ou, ou, ou. Mas diga.

Seu parceiro precisa saber o que você quer e espera. Revele seus desejos, fantasias e sonhos sem medo de pensar no que ele vai achar de você. Não, ele não vai te achar puta. Não, você não precisa ter medo que ela te ache um depravado.
 

 




Links Recomendados:

Terra > Mulher > Sexo e Namoro - Especial orgasmo: conquiste o seu! » http://bit.ly/a1yVpQ (Parte I) e http://bit.ly/dqCvZn (Parte II).

Reset

 

KY - Reset 

Sabe, o mês está quase terminando. Toda vez que isso acontece, é como se eu apertasse “reset”, começando uma nova partida. Isto é bom, muito bom: dá-me ânimo! Uma sensação de que não preciso esperar um ano, até dezembro, para fazer minhas promessas.

Estive, há muito tempo, assim, esperando… Sentia-me sozinho, acomodado, sem planos. Como se, na frente, houvesse uma folha em branco; e não me vinham palavras pra expressar a alegria, que, de côngruo, era desconhecida. Posto que a tristeza, essa sim, era presente, merecida; Devido a minha anestesia, que não me impedia de chorar, representando apenas a inércia que tinha em meu olhar. Como explicar essa inércia, nada quieta? Que agia por demais, levando-me a lacrimejar? Ela era parte do sistema lacrimal daquela época.

Mas tudo que acende, apaga. Tudo que nasce, morre e abisma. Nada é inacabável. E o que esteve longe, está mais perto hoje. Veio trazer razão, emoção, para eu ser diferente, ledo. Desabituou-me da falta de movimento, de quando lerdo. E fez eu segurar suas mãos, e desabotoar o indumento dela, de uma vez. De amor completar o meu mundo; das feridas, esquecer-me. E alvejar o papel com versos brancos… Que ninguém nunca manifestou, igualmente.

 

 

 

Low. Recife, 31 de julho de 2010.

domingo, 25 de julho de 2010

O Talento que Tenho

 

“São longas as madrugadas sem te ver
Delonga o tempo para passar
Daí o talento que tenho é escrever
Para pôr no papel o meu soluçar”
 
(Thúlio Jardim, 17/03/2009)

 

KY - Papel e Lágrimas de um Escritor



Começo com estes versos simples, quase tristes, de autoria do meu amigo Thúlio Jardim. É um trecho de um de seus tocantes poemas, sendo que o título dado por mim não é o mesmo da obra original – essa sim bastante triste. Para quem por acaso não sabe, o meu amigo é um verdadeiro escritor e hoje é o dia dele! Dia Nacional do Escritor. Se bem que eu pense em citá-lo outras vezes, sobretudo no Dia do Poeta, por ser mais emblemático, mais peculiar ao seu talento de versejador.

Tal data de hoje, 25 de julho, foi definida como Dia Nacional do Escritor através de um decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores - UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado.

Quanto ao ato da escrita em si, é razoável perceber influências diversas, por se tratar de uma prática que remonta tempos antigos. Nas conversas de internet e nas mensagens do Orkut, observa-se, já há um bom período, para título de exemplo, o surgimento do Internetês, que nada mais é que uma forma específica de se comunicar, cuja característica principal é a simplificação de palavras. No entanto, há quem discorra, erradamente, que esta simplificação é uma característica do andamento atual, oriunda da modernidade e da indisponibilidade dos humanos – aprisionados à pressa do agora.

Na verdade, na verdade verdadeira [não tem aquele ditado que diz “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”? Pois então, não me corrija! Lembre-se, ao invés disso, de ler também o link recomendado por mim, ao final desta postagem], isto já era visível desde os primeiros séculos da história do Brasil, em abreviaturas de documentos, e dentre os fatores que contribuíam para esta ocorrência estavam: a falta de recursos em adquirir materiais, como tintas, papéis e plumas, em razão da distância entre Portugal e a colônia, e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa.

Escrever, apesar desses empecilhos, e de nos tomar muitas das horas, nunca deixou de ser útil. Podendo ser não somente uma das formas de sustento familiar, isto é, um ofício, como, ao mesmo tempo ou não, um passatempo, uma forma de desabafo, uma manifestação artística e do pensamento. Enfim, uma infinidade de coisas! Que se derivam do enlace entre papel e escritor. Desde as mais agradáveis - um poema, uma canção… -, até as mais enfadonhas, como a digitação de relatórios burocráticos.

Não obstante isso, mesmo assim, escrever nem sempre foi - nem é! - muito fácil para mim. Teve uma época em que eu tava realmente mal, sem paciência para formular uma única frase. Sério! A minha ansiedade suplantava qualquer pensamento inteligente com o qual eu pudesse me deparar. Eu nem sequer conseguia ler. E tal ainda ocorre, de vez em quando, e não é só comigo. Thúlio, meu amigo, também já passou por isso. Fase muito difícil, quando eu o conheci. Ele estava acamado, chorava pelos cantos, dizia-se o homem mais infortunado do mundo. Eu sentia na pele o sentimento de pesar dele, e que nele havia alguma coisa triste de mim, sem sobrepujar. Por isso, quis tanto ajudá-lo naqueles dias ruins [que estranho, isto soou como coisa de mulher com TPM e tal… hehehe…].

Além desses problemas inerentes a nós dois, jovens adultos, outros seres senescentes já enfrentaram – ou enfrentam – os seus dilemas. E os mais velhos que o digam! Não bastasse a fragilidade das suas ossaturas, outrora eles passaram por muita censura. Era um perigo tremendo, arriscado demais, se expressar em momentos passados, quando da ditadura. De alguns anos para cá, apenas então, é que o Direito à Liberdade de Opinião e Expressão começou a sair do papel, para se tornar algo tangível, real. E, apesar disso, para muitos os traumas permanecem. Sempre havendo alguns resquícios do medo, algum tipo de receio maior nas pessoas, mesmo que latente lá dentro do peito.

Afora o exposto, as dificuldades dos escritores prosseguem, e têm permanecido grandes, principalmente no que diz respeito à publicação de suas obras. O fato é que, despreocupados com a qualidade dos textos, mas com a quantidade de vendas dos produtos, muitos editores lançam somente os volumes que garantem retorno econômico à empresa. Além disso, muitas vezes, os meios de comunicação virtual publicam na íntegra - e gratuitamente - obras de vários autores, sem considerar os respectivos direitos autorais, causando prejuízos aos mesmos.

Eu, que escrevo a eito, fico preocupado. Desse jeito, aonde vamos chegar!? Mas reluto no discurso, e a despeito disso tudo, continuo: Quem é o maluco de interromper a escrita???


 

 


Low. Recife, 25 de julho de 2010.


 




Links recomendados:

IPLA - Instituto da Psicanálise Lacaniana | Da verdade recalcada à verdade mentirosa [pdf]
Revista Monet | Dia do Escritor: veja 14 filmes com os melhores autores do cinema 
Portal do São Francisco | Dia do Escritor

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Algemado

 

Por acaso hoje, quando estava prestes a fazer login no Orkut, notei uma imagem referente ao Festival de Vijandi – uma pequena cidade da Estônia. De início, pensei que fosse outra coisa e, devido a minha grande curiosidade, quer dizer, devido a minha SEDE DE CONHECIMENTO, eu fui fuçar pelo Google para ver do que se tratava… Descobri, no entanto, que bastava um simples clique naquela imagem, da home daquela rede social que é a mais popular entre os brasileiros, para sermos direcionados ao assunto da festa. Isto foi só depois de constatar, mesmo, que hoje é o Dia do Cantor Lírico. Seria uma coincidência? Acho que não…

No fim, o que me atraiu realmente a fazer esta postagem de agora, foi esta segunda, ou melhor, primeira constatação. De que hoje se comemora o Dia do Cantor Lírico. Diz-se que este tipo de canto se refere mais a música erudita. Mas tenho lá minhas dúvidas. Pois, de acordo com a etimologia, o étimo da palavra lírica está relacionado com lyra, instrumento musical de corda, que os gregos usavam para acompanhar os versos poéticos. O que está um pouco distante - não é verdade? - daquele capricho que vemos dos sopranos, tenores e afins, que quase sempre é acompanhado pelo som requintado de um piano.

A partir do século IV a.C., o termo lírica passou a substituir a antiga palavra mélica (de melos, “canto”, “melodia”) para indicar poemas pequenos por meio dos quais os poetas exprimiam seus sentimentos. Sabia-se que antigamente Aristóteles - filósofo grego nascido na cidade de Estágira, em 384 a.C. - distinguia a poesia mélica ou lírica, que era a palavra “cantada”, da poesia épica ou narrativa, que era a palavra “recitada”, enquanto que a poesia dramática era, para ele, a palavra “representada”.

O termo “melos” lembrou-me, particularmente, dois estilos de música que eu curto bastante: o Power Metal Melódico e o Hardcore Melódico. Não esquecendo, ainda, que este primeiro tem seu estilo influenciado pela música clássica, assunto já rapidamente tratado neste artigo. Contudo, não vamos ficar enrolando. O que vou expor aqui não é a importância deste dia, nem o que é o quê simplesmente - o meu blog não tem o esclarecimento como seu único objetivo. O que eu quero é poder demonstrar, também, os meus dotes musicais. Minha criatividade. Não, eu não canto! Nem no chuveiro ¬¬. Entretanto, eu componho! Quase o dia inteiro… São tantas criações, inícios de criações, que muitas vezes me escapam da memória, e composições outras tantas que eu até perco por completo.

Tenho esta abaixo, intitulada “Algemado”, a qual criei em 11 de agosto de 2007. Fiz duas versões dela, inicialmente. As duas nessa mesma data. Porém, como sempre falta alguns retoques, uma coisa aqui, outra coisa ali… acabei criando 5 versões aproximadamente. Vou expor apenas as duas primeiras. Quem sabe numa próxima chance eu mostre as demais, não é? Se vocês quiserem, claro. Não gosto de músico chato! Digo, com-po-si-tor chato… E o texto já tá longo! Vamos terminar, então. Até mais!

 

 KY - Coração Algemado

 

ALGEMADO
Thúlio Jardim, 11/08/2010.



Há quanto tempo eu não vejo o teu olhar?
Por um momento parei para pensar
O par perfeito que seria eu-e-você
Mas você nem me percebe, ou só finge que não vê…

Que eu estou afim de você
Que eu busco sempre por você
Que você é o meu paraíso
É tudo aquilo que eu preciso

Agora, garota, venha beijar minha boca
Me diga por que está longe, menina
Chega mais perto, adoça minha vida
Fico esperto só com você, minha linda

Coisa louca é o que eu sinto ao seu lado
Minha dona, por você fui algemado
Mesmo preso a você me sinto livre
Pra fazer testar todos os seus limites… 


[Refrão] (sugestão: 2x)
Escravo ao teu coração
Algemo-me por opção
A chave não guardei comigo
Ficar prefiro sempre contigo


Nã nãnã nã nana
Nãnãnãnã nã nana
Nãnã-nãnã
Nãnã…

Nã nãnã nã nana
Nãnãnãnã nã nana
Nãnã-nãnã
Nãnããã…

 

 

ALGEMADO (2ª Versão)
Thúlio Jardim, 11/08/2010.

 

Há quanto tempo eu não vejo o teu olhar?
Sobre as nuvens estava a te observar
Mas veio o vento, vento forte em um só golpe
Pegou me arremessou, derrubou-me de lá

Agora neste horizonte estou a vagar
Meus olhos perdidos procuram te encontrar
Água de deserto nem sempre está por perto
Mas só você mata a sede deste meu coração

Sou louco por tu, se você não sabe
Quando está longe, me bate uma saudade
Par perfeito seria eu junto a você
Vou tentar de novo ver os olhos seus…

Viver pensando em você
Viver fazendo me enlouquecer
Viver algemado, pensamento em você
Viver algemado todo tempo a você

Oh garota, venha cá beijar minha boca
Me diga por que está tão longe, menina
Chega perto, adoça minha vida
Fico esperto só com você, minha linda

Coisa louca é o que eu sinto ao seu lado
Minha dona, por você fui algemado
Mesmo preso a você me sinto livre
Pra fazer testar todos os seus limites…

Escravo ao teu coração
Algemo-me por opção
A chave não guardei comigo
Ficar prefiro sempre contigo

Às vezes, acho até que não sou o melhor pra você
Por vezes, também pensei em tentar te esquecer
Mas sem você não sei o que de mim posso fazer
Enfim, algemado estou sempre preso a você!

KY - Preso a Você!

 

 


ATENÇÃO:

© Ao copiar alguma das minhas poesias ou músicas, não esquecer de especificar a fonte (titularidade); não seja covarde, respeite os direiros autorais! Até porque todas elas são registradas pela BN, e a utilização indevida das obras implica em crime de contrafação - pro caso de uso impróprio ou alterações sem consentimento do autor...

Desde já, eu agradeço!

 

PS – Conforme citado na descrição do vídeo “Se Algum Dia Eu Não Acordar”, eu autorizo as bandas Fresno e Aditive a gravar uma música baseada nesta que compus. Inclusive, poderiam ser as duas juntas! Ficaria um negócio psicodélico!!! Rs... RESSALVO, entretanto, que só autorizo desde que se mantenha o nome do autor (Thúlio Jardim) e se divulgue o local de acesso da letra (o nome deste blog)!!! ;)

As.: THÚLIO JARDIM

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Amizade Dignifica O Homem e A Mulher

KY - Um ''intruso'' no quarto
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos.” (Vinicius de Moraes)

Por coincidência (ou não…), hoje além de ser o

Dia do Amigo,

também é o dia em que eu recebo o meu vencimento, no órgão público em que trabalho. Então, existiria melhor amigo que esse!? Maior e mais dignificante amizade do que a que se tem com o dinheiro!? Pois não, claro que há: Os cachorrosos animais, de uma forma geral, são amigos muito fiéis aos humanos. Sim! Amizade sincera, fidedigna; Pura, que dura, perdura sem interesse algum, que não seja o simples afeto do seu dono. Que jamais é decídua, mais é decidida em permanecer além dos obstáculos. Além da morte! É boa relação que nunca quedará depois de qualquer golpe, bordoada de raiva ou decepção nem muito forte entre as partes envolvidas. E como são envolvidas! O animal pula de contentamento quando nos vê. Ah, quanto sentimento…! Tinha, inclusive, uma queda em retribuir aquela lambida que o meu cachorro Lyon (pronuncia-se “láiom”, derivação da palavra inglesa Lion) me dava quando eu era pequeno. Pena ele ter falecido, :'( . Minha mãe, na época, derramou lágrimas copiosas. Olha só, logo ela, que não era tão apegada quanto os meus irmãos e eu – eu pensava…

Nesta data, 20 de julho, em que se celebra o Dia Internacional do Amigo e da Amizade, vim aqui falar somente (sem nenhum tom pejorativo) de uma fera que late? Não, meu caro amigo internauta, não. Eu vou falar de você também, pois amizade é algo que se estende para mais do que se vê pessoalmente; e chega ao mundo virtual, por que não? Transpassando isso, toca o irreal, traz a fantasia – assunto já muito abordado em “Amigos Imaginários”. Ademais, faz-se necessário explicar como se originou a data referida e o que é esse sentimento que une não só pessoas, como diversos outros animais. Mas tentarei ser breve.

Primeiramente, o Dia do Amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79. Quem diria, justo por um dos nossos maiores rivais futebolísticos, senão o maior! Depois disso, gradativamente, a data passou a ser reverenciada em outras partes do continente latino-americano, difundindo-se tanto que chegou ao mundo como um todo. Criada foi pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro, que se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Destarte, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".

Convém falar, entretanto, que a origem do Dia Internacional da Amizade é bastante controversa. Tenham em mente que aqui, no Brasil, o Dia Internacional do Amigo em relação ao Dia Internacional da Amizade dá na mesma! “As datas caem” no mesmo dia, e nem faria sentido se fosse diferente. Todavia, é comum haver dias Nacionais e dias Internacionais, notem isto. Assim como se observa dificuldades em se estabelecer uma data somente para ser a oficial quando o assunto é muito importante, subjetivo ou depende de particularidades de uma região – como acontece com o Dia dos Namorados, por exemplo. Em alguns países europeus e nos Estados Unidos no dia 14 de fevereiro, se comemora o dia dos Namorados e da amizade, juntamente com o dia de São Valentim.

Exposto tudo isso, eu ainda me pergunto: Quem dignifica quem? A amizade dignifica o homem e a mulher, ou seriam eles que engrandecem a amizade? Pergunta feita, especialmente, quando pensamos no caso dos sexos aludidos, quando a amizade muitas vezes é o proêmio de algo maior e até melhor: o benquisto amor. Apesar disso, permaneço com a idéia dada ao título, de que a amizade dignifica o homem e a mulher. Talvez fosse mais adequado assinalar ambas as alternativas, porém não quero. Embora a outra esteja correta, eu creio que a escolhida por mim tem mais peso. Inclusive porque nem sempre nós damos à amizade o seu devido valor.

E falando de valor e de dignidade, lembrei novamente do meu salário (na verdade, “vencimento”, pois sou servidor público e é este o termo usado). Que eu não disse que com grande freqüência em vez de ser uma recompensa, um prêmio conquistado com muito empenho e suor, um atenuador de alguns de nossos problemas, aquilo que deveria vir para nos dar prazer e tirar a dor… acaba se tornando o contrário, sendo um contratempo, fonte de aborrecimentos, desgraças e desgaste. Não estou extrapolando. Quantos de nós já não perdemos amizades por conta dele? Quantos já foram mortos por sua causa? Quantos ganharam amigos somente por interesse, dizendo-se como “verdadeiros”!?

Inclusive, ligações que se esperavam ser fortes e duradouras - como as de pai e filho - são despedaças em dois tempos. A verdade é que, hoje, o salário mínimo não cita contentamento, nem conforto. É apenas considerado um preceito fundamental, porque está disposto na Constituição Federal. E em virtude disso, dessa baixa remuneração dos brasileiros, desse esquecimento de providências por parte dos governantes, da incapacidade que eles alegam de majorar o insignificante, o que é medíocre… aumenta-se substancialmente ataques a bens do próximo. Por outro lado (bastante idealizado!), se todas as necessidades do trabalhador fossem alcançadas através de um salário mínimo capaz de atender às finalidades que se propõe, o trabalhador teria um convívio menos agressivo na sociedade, porque tudo o que necessitasse para sobreviver de forma digna poderia ser obtido com o seu próprio trabalho.

De acordo com os preceitos éticos elencados no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988, verifica-se que a dignidade da pessoa é conseqüência imediata e lógica de uma boa remuneração. Na Constituição Federal, este princípio está previsto no inciso III do artigo 1º, que dispõe que a dignidade da pessoa humana é fundamento do Estado Democrático de Direito da República do Brasil. A relação entre a dignidade da pessoa humana e o salário mínimo está no fato de que, na medida em que o salário mínimo supre as necessidades dispostas no inciso IV do art. 7º, resguarda uma vida digna ao trabalhador e à sua família.

O salário mínimo, em tese garantidor da dignidade da pessoa humana pelas finalidades às quais se destina, é a contraprestação ideal para se promover a correlação entre o trabalho e a remuneração, tendo em vista que é o salário mínimo que assegura saúde e bem-estar social ao trabalhador, bem como os demais atributos necessários para a sua subsistência. E, no entanto, em nossa sociedade, onde este não consegue atender sequer à alimentação do trabalhador e de sua família, a dignidade da pessoa humana não se encontra resguardada.
 
Atualmente no Brasil, os trabalhadores que têm como fonte de renda o salário mínimo em geral vivem em um estado de pobreza.
 
Nessas horas, a quem iremos recorrer? Aos chefes de Estado, que vivem nadando em dinheiro, e o mais “engraçado“, fazendo isso as nossas custas enquanto contemplam notas com estampas de animais aquáticos? Aos artistas da tevê, muitos dos quais não vêem sequer os pedintes das calçadas e das ruas? Ou a outros tantos endinheirados, que na maior cara-de-pau nos dizem que não estamos satisfeitos com a medida do ter? Nos incluindo nessa quando versam que “sempre queremos mais”! Logo a esses, que se contradizem sucessivamente, quando repetem o ridículo de que não são “nem um pouco” apegados a coisas materiais??? Francamente, eu bem queria que fosse aleivosia minha ou apenas zanga, ou recalque de um pobre diabo. Mas com certeza que não é! Assim como não podemos contar com estes reverenciados pela mídia, em sua maioria.

Nós buscaremos, então, o quê ou quem? - Aquele abraço de um colega! Aquela palavra de conforto, frente a frente, que seria o melhor, ou via e-mail de amigos virtuais – a partir de computadores de terceiros, lembrando de nossa condição precária demais. Se for o caso, um ombro amigo, para chorar nossas mágoas, porque psicólogo para nós seria um luxo, coisa rara. Talvez, uma lambedela do nosso animal de estimação! Um simples carinho de um cidadão, mesmo não conhecido, que servisse de ajuda também. E, realmente, acho que faltou trazer à baila isso, em nossa Constituição Federal, algo que pra mim é o fundamental: A AMIZADE. É esta que nos levaria, enfim, à felicidade; é esta que arregaça as mangas e nos levanta do chão após um grande tropeço; é esta, sim, o maior bem que eu prezo e o pré-requisito inequívoco para nós conquistarmos a tão sonhada dignidade.







Thúlio Jardim. Recife, 20 de julho de 2010.



P.S. - Por fim, umas últimas palavras acerca da inconstitucionalidade do salário mínimo: A doutrina entende que o simples descumprimento de um preceito fundamental disposto na Constituição caracteriza-se como uma forma de inconstitucionalidade, porque ofende a parte que se refere aos direitos fundamentais. E a forma de inconstitucionalidade que aqui se denota é denominada omissão, que se caracteriza tanto pela inércia do Poder Público, quanto pelo silêncio legislativo.




Link de referência:

DireitoNet | Salário Mínimo: Reflexões Éticas e Inconstitucionalidade


Leituras recomendadas:

Melhor Amiga | O trabalho dignifica o homem?
Agência AngolaPress | Comemora-se hoje Dia Internacional da Amizade 


VÍDEOS:

Eesoterikha.com | 36 Vídeos sobre amizade para comemorar o Dia do Amigo, muito carinho em lindos filmes audiovisuais



Você acha que não tem amigos? Olhe bem em volta, você os encontrará! Se ainda assim parecer difícil, que tal buscar na internet? Acesse o site “Velhos Amigos”, e mande sua mensagem para o…

CORREIO DA AMIZ@DE.

Tome coragem, dê o primeiro passo! Que o começo de uma amizade virtual pode gerar ansiedade, mas pode, ao mesmo tempo, ser a sua chance de ter uma amizade concreta e permanente. Pense nisso!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Férias e Outras Conversas…

 

KY - O Robô e O Pensador

Ontem, meu amigo Low escreveu, sobre as minhas férias, um texto um tanto ácido. Eu tive de refletir, matutar, esperar… Eu realmente me debrucei sobre aquilo. Atentei-me tanto, que resolvi pensar feito um condenado se eu (ou ele) não havia condenado demais a chefe de trabalho. Em voz alta, indaguei-me: “Você, Thúlio, é bom quando você quer dizer a que veio? Isto é, você é capaz de expressar sua personalidade, sua ousadia, assim como fez ele, o Low, sem nem um chuvisco de medo?”. É… realmente difícil conseguir o mesmo resultado dele. Por isso gosto muito desse cara, como se fosse uma extensão de mim.

Low tomou de forma tão pessoal o que se sucedeu comigo, detonando assim uma fúria e a sua visão do caso em si, que, embora baseado inteiramente no meu relato, deixou transparecer claramente a sua posição; Apesar de estar do meu lado. Razão pela qual achei mais ajustado eu expor a minha sensação, quando escrevi aquele requerimento ao Recursos Humanos (RH), e aonde queria chegar com isso. Restando, para mim, divulgar mais alguns oportunos esclarecimentos:

 

O comportamento do Low

O comportamento de Low levou em conta, em primeiro lugar, o meu bem-estar. É fato! Também levou em consideração os leitores deste espaço. E, com obviedade, a preocupação que ele tinha em deixá-los a par “de um absurdo”. Em uma situação assim, a gente não canaliza muito bem a nossa energia, acaba sendo agressivo mais do que se deveria. Descarregando sentimentos pesados, frases amargas! Que acabam estrangando o que se iria dizer.

Além do mais, a narrativa dele teve como supedâneo apenas o meu relato; que, por sua vez, teve seu fundamento todo feito a partir de um outro relato: o do meu irmão mais velho. Disso nota-se, claramente, que a força da narrativa poderia ter seu valor como “pouco pronunciado” ou débil. No entanto, concordo que jamais considerada como falsa, ou sem fulcro algum, poderia ser!

 

Um cara profissional

Em virtude do exposto, decidi conversar um pouco mais do assunto com ele. Exortá-lo a estar do meu lado, mas completamente. Pois não sou tão enérgico, quase hostil. Demonstro ser um cara profissional, pelo menos acredito piamente nisso. As sensações e sentimentos que exporei nesse blog serão tantos, e inda assim vocês verão de mim apenas uma nesga. Dessa forma, não tirem conclusões precipitadas das minhas falas. Eu, ditando Eliane Brum, cheguei a questionar o Low  - e a mim mesmo em pensamento: "(...) Como você pode ter certeza de que aquele que aponta o mal no outro não é o demônio que há em você?". Então precisamos ter cuidado no que dizemos, é isto que versa a mensagem escondida na pergunta referida? Acho que sim, realmente. Por via das dúvidas, é melhor ir com um pé de cada vez…

 

Cuidado com o orgulho (topete)…

Para não deflagrar uma empáfia, seria bom “maneirar as coisas”, eu disse. Só não sei se daria nem para eu seguir o meu conselho. Já que também sou orgulhoso, e não deixo que me cutuquem, me critiquem. Pois continuava dardejante em mim a lembrança da conversa que tive com a minha chefe, na última sexta-feira, dia 9. Durante aquela “acareação”, tentei envidar a minha opinião para ela. Não deu muito certo, agiu feito uma zote. Num tom de quem diz “esse rapazinho é topetudo”, ela mostrou todo seu descontentamento: “Não esperava isso jamais vindo de você, Thúlio!”, esbravejou. Eu apenas emendei: “Também não esperava ouvir o que o meu irmão me relatou…”. E o debate continuou. Dessa vez, a superior dela – que estava na minha frente – tentou amenizar o embaraço “causado por mim”, e explicar que a colega em momento algum “lavou as mãos”, tento se empenhado bastante. Inclusive, pondo mais lenha na fogueira – e em minhas mãos ¬¬ –, a minha chefe quis deixar o ônus da prova todo comigo, vejam só: “Você tem como provar que eu ‘lavei as mãos’!?”. Nem hesitei, prossegui com um discurso que mais parecia decoreba: ─ O meu irmão jamais mentiria para mim, a expressão foi dele e ele que persistiu na idéia de deixá-la no papel, preto no branco. Eu confio na índole do Thiago… Nessa hora, mais uma interveniência da chefia superior a ela. E os escarcéus de emoções se abrandaram.

 

Direito de defesa

KY - Honestidade de Político A chefe da minha chefe aceitou que eu, deveras, merecia as férias que não logrei em 2008. No entanto, deixou claro que iria colocar no despacho que a colega dela jamais se evadiu de suas responsabilidades. Eu não discordei da idéia, naquele instante, porque até a minha chefe tem todo o direito de se defender. Eu, ao contrário de muitos, respeito o princípio de que “todos são inocentes, até que se prove o contrário”. Até os políticos corruptos são, não é!? Haha… E o ônus da prova só é da gente nos casos das multas que o Detran nos aplica – muito cômodo, muito conveniente, no meu ver de cidadão habilidado :p.

 

Hierarquia ≠ “Hierodoulia”

KY - Thúlio - O PalhaçoDado isso, só não poderia dar uma de tolo para minha colega! E aceitar tudo calado. Não estou na Antiga Grécia, para ser um hierodulo (do grego, hieródoulos. “hieros” = sagrado; “doulos” = servo) . Tampouco deixo de respeitar o que é a hierarquia (do françês, hierarchie. “hieros” = sagrado; “arché” = comando, autoridade) - E não é isso! Eu sei bem…

Inevitavelmente, a atitude despicienda da minha chefe causou estranheza não só a mim, mas a todos que porventura ficaram a par do ocorrido. Eu fiquei me sentindo um verdadeiro palhaço [veja a foto ao lado, tirada numa das greves do Detran, de 2009], e muito constrangido. Depois de tanto tempo trabalhando feito um maluco, seguindo ordens nem sempre agradáveis, fui apunhalado. E o sangue respingou nela, que, sagazmente, “lavou as mãos”.

 

Entregue ao Deus-dará

Se não fosse o problema que me aconteceu em 2008, durante a minha Licença Médica, eu estava entregue “ao Deus-dará”. Tava, literalmente, FERRADO! Haja vista que eu levaria mais de 14 dias úteis de faltas [considerando a minha ciência como sendo no dia 17/06/2010], em virtude de ter me antecipado, no mês de Junho, quando achei estar de férias. Não que eu seja carente, ou que fosse passar por grandes privações; o que doeria em mim seria de natureza psicológica, no tocante a minh’alma. Poderia, inclusive, ter sofrido um processo disciplinar por abandono de cargo, ser demitido! Aí sim, seria imensa a frustração. Posto que eu dificilmente conseguiria convencer, sem o aval da chefe imediata, o RH a trocar o meu mês de férias, assim de supetão, alegando tão-somente que errei na hora de escrever. Troquei as letras! Como ficaria eu, daí em diante? Jogado às baratas??? Não sei como que eu ainda brinquei com isso tudo, é verdade!

 

Apontando “culpados”…

Cheguei a colocar a culpa do evento todo em cima de minha namorada [rsrs…]. Como se eu tivesse feito tudo que fiz por uma “loucura de amor”, semelhante ao que se via no SBT, antigamente. Corri o risco de ficar desempregado, POR ELA! Que “lindo”, não!? Junto a isso, pensei com meus botões: nada melhor do que o clima de copa, aquela ansiedade, aquela euforia, aquele amor, para aliviar um pouco a dor que se originou em meu coração, por aquele momento.

 

KY - Sentimento do Robô 02

 

Eu não sou de aço, e se fosse o super-homem preferiria enfrentar até a Kryptonita. Seria mamão com açúcar… ;)

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 15 de julho de 2010.

 

 


Link Recomendado:

Estresse no trabalho e seus transtornos [em inglês]

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Liberdade: As “minhas” conjeturadas Férias

 

KY - Evolução Robótica

No livro “BLOG – Entenda a Revolução que Vai Mudar seu Mundo”, escrito por Hugh Hewitt, mais precisamente em seu sub-capítulo “O Blog do Empregado”, fala-se que, na nossa época - tão generosa com as falhas alheias -, nós superestimamos os riscos de escrever certos textos oriundos, muitas vezes, unicamente do nosso livre pensamento. Para ele havia muito receio, inclusive de ordem jurídico-criminal, quando se desejava redigir algum assunto que podia ser ofensivo para alguém ou alguma classe social. Qualquer que fosse o público ao qual se dirigiria determinada palavra, sempre pairava alguma dúvida de como seria a receptividade, e, um pouco mais a frente, ele declarava que sempre “há muito tempo para começar”, quando o assunto é a vontade de entrar na blogosfera.

Eu, particularmente, acho que comecei muito tarde! Mas não levem em conta a minha desatenção, por favor. Nem o meu caso. Se você é jovem ainda, não se iniba, você pode começar agora, diferentemente de mim, e tratar de assuntos iguais ou tão mais polêmicos e reais quanto os que a gente traz aqui – até com mais carinho!

¿Por qué no le gustaría?!

E por que não se armar da escrita e de boas leituras, então? Debata, reflita, critique, analise, e discorde (ou não) da minha criatura. Nessa data, 14 de julho, mundialmente conhecida como DIA DA LIBERDADE DE PENSAMENTO, precisamos encetar sérias reflexões sobre o significado da Liberdade, sobretudo, dessa daí. Embora o ápice da liberdade se materialize com a manifestação de expressão, seja na escrita, na pintura, na escultura, na dança, no teatro, na música, enfim, em qualquer que seja a manifestação, a grande verdade histórica que emerge em tudo, é que - quase sempre - nos é negado o Direito a liberdade de expressão, decorrente da liberdade de pensamento.

O cerceamento mais notório nos dias atuais - e mesmo no contexto histórico - sempre foi contra a escrita, embora artistas plásticos e escultores também tenham sido alvos da fúria inquisitória. O curioso é que - com todos os avanços no campo da liberdade de manifestação, no bojo dos avanços atinentes às liberdades individuais, o cerceamento à liberdade de escrita continua gerando manifestações de toda ordem. De forma simples e válida, a meu ver, voltando aos ensinamentos de Hugh Hewitt, em seu livro sobre Blogs, o “texto que é livre de ódio e obscenidade dificilmente pode ferir". Ele vai além: “(…) em uma época que compreende a informação, há uma imunidade quase que instantânea se o alvo estiver sendo atacado com texto e não com áudio ou vídeo”. Até acho um exagero, nesta parte. Mas ainda é impecável a escrita desse colega.

Compreende-se, entretanto, boa parcela dessa repressão na medida em que invocado, o Poder Judiciário precisa posicionar-se no sentido de restituir supostos direitos lesados pela escrita. Acaba - assim - sempre havendo intervenção do Estado nas relações que deveriam ser livres e reguladas pelos próprios órgãos de imprensa. O que todos os produtores da escrita insistem é que não se trata de pugnar pela exclusão do poder judiciário na restauração de danos e no reestabelecimento do contraditório. Ninguém é tolo a ponto de propor um disparate dessa natureza. Mas se trata - sim - de minimizar essa intervenção estatal que acaba se constituindo num grande entrave à liberdade de imprensa, de expressão e até de opinião. O indivíduo se anula pela coerção estatal e como grassa a mediocridade, poucos têm coragem de fazer o enfrentamento com esses e essas que se acham intocáveis e arrogam-se na condição de ditar normas de condutas sociais, interferindo até no entendimento do conceito de liberdade, arbitrando entendimentos que não são consensuais em parte nenhuma do mundo, exceto nas ditaduras de esquerda e de direita.

Vim saber somente há pouco, por um terceiro, e via twitter (que eu nem tenho), que hoje era o “Dia da Liberdade de Pensamento”. Fiquei contente. Pois achei que isto suscitaria a oportunidade de escrever um texto do meu amigo Thúlio Jardim, o qual estava bastante relutante em fazê-lo. Dizia-me: “Deixa a poeira baixar. Tá muito recente…”. Não podia eu imaginar que logo hoje teria a grande chance de convencê-lo, e revelar o texto. Eu argumentei com o conteúdo do artigo XIX, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, após ter lido minuciosamente o tópico “A Liberdade de Expressão e Comunicação na Internet”, este escrito por Hugo Cesar Hoeschl. O referido artigo de lei dizia o seguinte:

Artigo XIX:

"Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras." (destacado do original)

 

E como “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, eis que eu estou aqui me identificando claramente como autor dos dizeres supramencionados, excetuados apenas a lei e o texto do meu amigo Thúlio, este que reescrevo quase sem alterações, logo mais abaixo. Foi texto dirigido, formalmente, ao Gerente de Recursos Humanos do Órgão ao qual ele serve. Fiquei decepcionado fortemente com o que ocorreu com ele, durante as suas MERECIDAS FÉRIAS. Bateu no íntimo, meu! Poxa… Pensei mais, e depois, quando ele me falou ter conversado com a pessoa que lhe “negara providências” durante o procedimento solicitado anteriormente, por intermédio do seu irmão mais velho, que meu amigo tinha toda a razão desde o princípio. E que a pessoa com quem ele trabalha e que “ignorou os anos de convívio e profissionalismo” - demonstrados sempre! - deva ter entendido ao pé da letra a expressão “lavou as mãos” [leia o texto adiante]! Tamanha é a falta de asseio dela :p.

Omitirei, a pedido do meu amigo, alguns dos nomes e dados pessoais. Mas não saltarei nenhuma das falas dele, por mais que algumas possam parecer trazer consigo pensamentos nocivos e venenosos, que, se assim o fosse de fato, certamente implicaria em resultados catastróficos. Só lendo mesmo, para que vocês possam entender melhor o drama:

 

 

Senhor Gerente de Recursos Humanos:



O meu nome é Thúlio Carvalho Bedôr Jardim. Sou assistente de trânsito do DETRAN-PE, lotado no Serviço de Protocolo Geral. XXXX-X [ocultado] é o meu número de matrícula.

Por descuido e não por negligência, anotei errado o mês no qual me ausentaria durante as férias. Pensei que as mesmas seriam gozadas agora, no mês de Junho. Com essa convicção em mente, viajei para a casa dos meus pais em Floresta, no sertão do Estado. Para minha surpresa, no dia 17 de Junho recebi um telefonema do meu irmão Thiago, que também trabalha conosco aqui no DETRAN. Ele avisou-me que Dona Noêmia, que comigo trabalha no setor de protocolo, o havia chamado para conversar sobre o meu descuido. Ela orientou o meu irmão a ir falar com o senhor a respeito da possibilidade de se efetuar a troca do meu mês de férias de Julho para Junho, a fim de que eu não fosse prejudicado com o respectivo desconto no meu salário dos dias em que faltei ao serviço. Atendendo ao pedido de Dona Noêmia, Thiago se dirigiu até o seu gabinete na quinta-feira dia 17.

Disse-me o meu irmão que o senhor foi muito gentil e demonstrou-se propenso a ajudar-me, efetuando a troca do meu mês de férias. Obviamente porque era fácil perceber que tudo não passou de um lapso meu, posto inclusive que, oralmente, havia frisado aos meus companheiros de trabalho sobre a referida ausência no mês de Junho. Porém, de acordo com o relato de Thiago, o senhor solicitou que ele pedisse a minha chefe imediata, a senhora Ângela Maria [o nome é fictício, e você já vai entender por quê], que entrasse em contato contigo, por telefone ou pessoalmente, dando-lhe o aval para a realização da mudança por mim almejada. Thiago então procurou a senhora Ângela Maria e pediu-lhe que entrasse em contato com o senhor. Infelizmente, a nossa colega Ângela Maria, por razões que desconheço, “lavou as mãos”, negando-se a me ajudar.

Causou-me espanto essa postura de minha chefe. Afinal, no setor em que trabalho há somente quatro funcionários, e um deles tirará férias em Julho. Fica evidente, assim, que alguém mais errou, e não só eu no momento da solicitação das minhas férias. Haja vista que, conforme aprendi com minha própria chefe, sendo lei ou não, não me era permitido tirar férias simultaneamente a de outro colega, fazendo-se necessário pelo menos 2/3 (dois terços) dos servidores trabalhando em cada setor. No caso, se eu e minha colega (é mulher) fôssemos entrar de férias no mesmo período, restariam apenas 2/4 (dois quartos) de funcionários, o que já é inferior ao estipulado. Penso ainda, como outro colega do DETRAN muito amigo meu diz, que “não é preciso desenhar para entender certas coisas”. No entanto, algumas pessoas transformam até os desenhos mais simples em verdadeiros geóglifos.

Ressalte-se, afora isso, que somente no dia 17 fui avisado de meu equívoco. Por que tamanha demora? Viajei no dia 7 para Floresta. Se tivesse sido advertido de imediato, teria prontamente retornado ao serviço. Entretanto, como foi longo o intervalo de tempo transcorrido até a minha efetiva ciência do que se passava, levei um elevado número de faltas, o que tornou delicada a minha situação. Para piorar, encontrava-me viajando, a aproximadamente 440 quilômetros de distância do Recife.

É por isso que escrevo-lhe, Senhor Álvaro: para que o senhor me ajude a contornar esse problema, procedendo a permuta do meu mês de férias de Julho para Junho. Repito: tal mudança será muito bem-vinda para o meu setor, considerando-se que em Julho outra colega estará de férias.

Errar é humano, todos sabemos. Só quem nunca errou na vida foi a senhora Ângela Maria. Essa é a conclusão a que chego após o tratamento a mim dispensado por ela. Prova disso, de que todo mundo erra, foi o equívoco dos meus nobres pares dos Recursos Humanos, acontecido no ano de 2008. Naquele ano, fui acometido por um grave problema de saúde, tendo ficado afastado de minhas funções entre os meses de Janeiro e Outubro. Mesmo estando de licença médica, o DETRAN deu minhas férias como tiradas normalmente, conforme a escala já acordada no ano anterior. Ninguém, nem minha chefe Ângela Maria, nem meus estimados colegas dos Recursos Humanos, cancelou o prévio agendamento de minhas férias que havia sido feito. O correto seria isso: suspender as minhas férias e aguardar o meu restabelecimento, para que eu então optasse por um novo mês para usufruí-las. Mas a verdade é que até hoje nunca gozei aquelas férias, estando o DETRAN em dívida para comigo.

Gostaria que o senhor, em atenção a mais esse argumento, procedesse a permuta do meu mês de férias. Assim procedendo, ficaria um erro pelo outro. Do contrário, caso o DETRAN prefira descontar do meu salário os dias que faltei agora em Junho, mantendo as minhas férias para Julho, gostaria de saber como ficará o débito que o DETRAN tem comigo relativo àquelas férias de 2008. Há duas opções: ou o DETRAN me paga em dinheiro, ou me concede um novo mês para gozar as férias de 2008. De antemão, aviso que em sendo esta última a opção do DETRAN, desejo tirar estas férias no mês de Dezembro próximo. Li detidamente o Estatuto do Servidor do Estado - LEI Nº 6.123, DE 20 DE JULHO DE 1968 -, notadamente o capítulo V, que trata das férias, e o capítulo VI, que trata das licenças. Em artigo algum consta ser lícito me tirar o direito as férias em virtude da concessão de licença médica. Logo, não é lícito ao DETRAN alegar que perdi o direito as férias em virtude de minha licença para tratamento de saúde.

 

Respeitosamente, peço deferimento.

 

 

 

[assinatura]


THÚLIO CARVALHO BEDÔR JARDIM
MATRÍCULA XXXX-X

P.S.:

          Para evitar mais descontos no meu salário, em caso de indeferimento do pleito que agora faço, retornarei ao trabalho hoje (28/06/10), já que não sei quanto tempo levará para a decisão deste requerimento.

          Estarei acompanhando atentamente o processo. Se necessário for, entrem em contato comigo pelo ramal XXXX [ocultado].


__ X __

 

 KY - Ser ou Não Ser... Robô

O texto terminou assim, com esse P.S. A verdade é que Thúlio não trabalhou no dia 28, tamanha foi a celeridade que o Gerente de RH dispensou ao assunto. Pouco menos de uma hora depois da entrega do documento, ele já recebera um telefonema. E, naquele mesmo dia, tudo já se encontrava completamente resolvido. Ao final, além dele ter garantido as férias de junho, - pasmem! – ele “ganhou” outras a serem gozadas posteriormente, neste mesmo ano de 2010.

Ficou extremamente agradecido ao Gerente de RH e aos demais colegas daquele setor, em especial a “Dôra”. Contou-me ele o quanto achou que a chefe teve a chance de ajudar e demonstrar liderança, e não o fez. Além disso, eu mesmo lhes pergunto, amigos internautas: Liderança é só pras horas boas?! Funcionários são máquinas que nunca erram?

Disse-me, ainda, que a expressão “lavou as mãos” foi posta a pedido insistente do seu próprio irmão, já que, na época, Thúlio estava muito distante do órgão, e o seu consangüíneo fora, assim, a pessoa a quem ele “delegou” plenos poderes de tentar resolver aquela questão-problema. Para ser franco, não era para ter sido nenhum problema. O caso era simples demais de resolver, bastando uma troca de “letras”. Junho e Julho são meses de grafia extremamente semelhante, sem mencionar o fato de serem contíguos [Thúlio disse que não citou isto no documento porque achou o argumento “fraco”. No meu ver, não é. É apenas um argumento “evidente”, por isso para que citá-lo?!].

Abertamente, não era necessário o titubear da chefe. Esta se preocupou mais em evidenciar os erros do meu amigo, como os de “não assinar a ata das férias” e “não notar o 1/3 (um terço) a mais que entra no salário normal em razão das mesmas”. Podia ter tentado, ao invés disso, mexer as pernas, levantar do assento, sair do pedestal; ou, pelo menos, fazer uma ligação para o Gerente. Nada difícil! Até porque a única “mullher” que eu aceito em cima de um pedestal… é a Estátua da Liberdade.

 

 

 

Low. Recife, 14 de julho de 2010.

 

P.S. (este é meu, ora pois) - Depois de terem lido isto tudo e até aqui (o que já me impressiona!), vocês certamente devem ter pensado ou dito o seguinte: leia aqui… :-#

Quase todos falam palavrão; quando não falam, pensam”, afirma Souto Maior, não sem razão. E você, colega camarada, fez um dos dois - ou os dois! Apenas falta saber se foi antes ou depois de ter visto o link leia aqui.

 


Link de referência:

Blog do Júlio Prates | 14 DE JULHO. Dia Mundial da Liberdade de Pensamento.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Dia Mundial do Rock: com minha idade.

 KY - Guitarra-e-Coração

Trilha sonora incontestável dos jovens do século 20, o rock também encanta adultos! Apesar de ser um estilo musical caracterizado pela “rebeldia” e pelo “apelo” ao barulho, ele não deixa de nos contagiar, nos fascina… dos pés à cabeça. Pois trata-se de uma rebeldia CONSCIENTE, principalmente quando se alia o divertimento todo, ou as motivações artísticas, às causas sociais mais importantes: a exemplo, um sujeito chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, promoveu em 1985 [data do meu nascimento!] um concerto beneficente, o “Live AID”, que arrecadou fundos para as vítimas da fome na Etiópia - continente Africano. O Live AID começou agitando Londres, na Inglaterra, e a Filadélfia, nos Estados Unidos, simultaneamente. Era 13 de julho. De lá para cá, a data ficou consagrada em todo o mundo.

Entre as atrações do primeiro festival estavam: BB King, Phil Collins, Dire Straits, Queen, David Bowie, Black Sabbath e U2.

Além dos fundos arrecadados, o concerto também produziu a música "Do They Know It's Christmas Time at All", que reunia cantores do pop inglês dos anos 80, como Sting, Boy George e Simon LeBon (do Duran Duran).

Em 2005, o festival recebeu o nome de “Live 8” e aconteceu nos países integrantes do G-8 – principais economias do planeta – e na África do Sul. . Reivindicava-se que os países credores perdoassem a dívida dos africanos afetados pela fome. Marcaram presença REM, Paul McCartney, Pink Floyd, Coldplay, Elton John e Bon Jovi.

No entanto, essa é mais uma daquelas histórias que não pode ser resumida em poucas datas, ou em três acordes. Muito menos deve ser uma celebração de um dia somente. Inclusive, atribui-se ainda à data presente, o cabeço de Dia do Cantor. Aquele que usa a voz como instrumento de trabalho, o vocalista que nas bandas de rock é geralmente a figura mais atuante e evidente, quando não acompanhado do cantor de apoio (ou, o grupo coral) que canta a voz de apoio (ou, a parte do canto coral) de uma música.

A Lei Nº 3.857, de 22/12/1960, dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de músico e para tal foi criada a Ordem dos Músicos do Brasil. É ela que exerce, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico, mantidas as atribuições específicas do respectivo sindicato.

Mas vamos ir ao que interessa mesmo: ouvir um som maneiro! Nada melhor do que fazer isso para exaltar, solenizar o dia que chegou. Para tanto, visitem a Rádio UOL, pois ela preparou canais especiais com o melhor do rock and roll. Estejam certos disso, têm muitos sonsaços a um simples clique do mouse.

Então, som na caixa! Que eu vou indo; e é isso aí!

(Y)

 

Thúlio Jardim. Recife, terça-feira, 13 de julho de 2010.

 

 


Links Recomendado:

Abril.com | Especial - Dia Mundial do Rock

domingo, 11 de julho de 2010

Dunga Disse Adeus à Copa

  KY - Adeus Dunga!

Como todo depressivo – que se mata por qualquer besteira [brincadeira, rsrs...] – eu quase que faço o mesmo quando o Brasil perdeu, na sexta-feira, 2 de julho, no Estádio Nelson Mandela, em Porto Elizabete, na África do Sul, a esperança de continuar lutando, nesta Copa, para conquistar o tão esperado hexa-campeonato do futebol mundial. Fiquei tão mal, que entrei em quadro de depressão profunda…


“Quase que eu desisto de escrever nessa m#$%@!!! “


KY - Orgulho de Ser BrasileiroPor isso o da demora minha. A depressão era pior do que a gerada com a vinda do luto de um ente querido, semelhante a que vem de se haver tirado das garras do mundo a vida do filho – neste caso, a taça de campeão! Não é exagero não. Eu senti mesmo nas minhas entranhas esta vibração ruim. Seria a sensação comum do patriotismo? Não sei. Sei que esta foto ao lado é muito representativa, e eu a intitulo de ‘Orgulho de Ser Brasileiro’, mas bem poderia ser dado outro nome a ela: ‘Tão-somente 1 Patriota’…

Passada a afobação inicial, aquele desgosto perverso da nossa saída, convenhamos: mais cedo ou mais tarde isto iria acontecer. Depois da Melhor Campanha Antidrogas feita por Dunga, e depois deu já ter elaborado até os epitáfios das lápides dos jogadores “mais destacados”, para quando do apito final da Copa do Mundo, minhas expectativas não eram, assim, digamos… as melhores. Era óbvio!

O fato é que eu já tinha impresso – literalmente, neste blog ­– o que estaria por vir. E, não sei se indo contra o refrão [sim, falo de coro, de  música!] gritado por todo brasileiro, “QUE NÃO DESISTE NUNCA” - além deu praticamente ter exposto que nós iríamos perder (ou seja, tendo eu desistido de ter esperanças…) -, eu, neste exato momento, também acabo DESISTIR. Não falo da próxima Copa do Mundo, em 2014. Afinal, ELA VAI SER AQUI! Isto é motivo para comemorar \o/. Então, do que seria? Da minha vida…? - Não chegaria a tanto.

KY - Seleção Canarinha Senão eu invalidaria o entusiasmo demonstrado por mim, até há pouco, diante do trabalho que confio para estes quatro anos vindouros. O Brasil sediará um evento extraordinário! Estimulará a abertura de empregos (espera-se que dois milhões de novos postos de trabalho sejam abertos até 2014) e a entrada de capital para a região (dever-se-á adentrar quase R$ 9 bilhões em receitas internacionais, cerca de 55% a mais do que em 2009), com a chegada dos “forasteiros”… o incentivo ao turismo (o fluxo de turistas estrangeiros deve atingir oito milhões ao ano em 2014, e 10 milhões em 2016, quando serão realizadas as Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro – ou seja, praticamente o dobro dos 5 milhões que desembarcam atualmente). Sabe, vou treinar until o meu inglês, eu tô precisando! :p Tristemente, o que eu sei é só o que eu aprendo fuçando a internet. Não é o bastante! É quase inútil… :(

A bem da verdade, o aparato Brasileiro não é dos melhores; mas quando o assunto é Copa do Mundo… calma lá, as coisas mudam! E quando eu falava de desistir, era de outra forma. Simplesmente, eu DESISTI DE DESISTIR de escrever neste blog. Aprendi o que é superação desde muito cedo. Passei por sérios problemas de saúde, beirei a morte, e hoje escrevo dela sem nenhum medo. Tenho, inclusive, como parceiro neste blog, ela mesmo. Não entendeu? Falo da senhora esquelética ‘Morte’. Aquela que, há poucos anos atrás, espreitava-me pela alcova. Aquela que mais costuma aparecer quando estamos na lama. Aquela “dama” torcedora que torce com afinco para nos ver na pior. Nunca por nós, pro nosso bem.

Ela é trágica! Quer-nos com ânsia. Cuida para que nós cometamos erros, em constância [as duas coisas: ela “trabalha” muito, sem parar; e, por isso, nós cometemos mais vacilos!]. Arruma sempre um jeito de gerar terrenos uliginosos em nosso caminho. Tentou pôr a mão em mim algumas vezes; só que parece que eu sou um tanto oleaginoso por fora. E com isto eu aprendi a domesticar esse guaração…

Num “belo dia”, quando eu estava em internação na ala de um dos melhores hospitais daqui ­– mas não na melhor das alas! Pois se tratava de uma UTI – eu tive uma visão: descobri como enfrentá-la. A interação foi grande entre nós. Parecia que eu estava num outro mundo, em uma espécie de intercâmbio. Low diria pra mim que “isso é Lowcura!”, não era plausível. Infelizmente, não é algo que se conta em palavras ou se aceite facilmente – nem que se almeje. Ninguém quer ter um papo, nem ralo, com essa figura brancacenta. E o que sei não é algo que eu possa ensinar, mas a quem possa: só o cara-a-cara com aquela criatura enfadonha é que lhe instruirá! E todos, sem exceção, estarão um dia na mira dela. Independentemente da situação em que se viva, todos terão a sua vez de ter uma ‘aula particular’.

Quanto ao que desencadeará a morte, é mais difícil prever. Muitos, apesar disso, pensam como será, quando será, onde será…? O fato é que não dá para saber sem dúvidas; a não ser que você seja um potencial suicida, e que já tenha planeado tudo direitinho. Concebido o seu “grand finale”! Como numa peça teatral, tudo estando previsto, por escrito.

E foi estando envolvido por certa frustração, pelo ódio de presenciar a nossa Seleção deixando a partida virar, no jogo contra a Holanda, que eu resolvi criar um novo plano de fundo para esta página. Muito embora eu tenha citado que desejava permanecer com o background cunhado enquanto estava no clima da Copa; agora não mais é assim.

KY - Dunga Burro Não podia mais continuar em mim tal sentimento, o de festejo, ou o do soi-disant triunfo. Dunga foi o tempo inteiro pretensioso, e eu não vou ser desse jeito (tão burro!) e aplaudir o trabalho de quatro anos inteiros… perdidos - aqui cabe claramente o plural, apesar do Brasil ter DURADO até as quartas de final. Porque o Dunga não deu duro, não quis nem sequer seguir os palpites de nós, telespectadores. Convocou quem deu na telha, e o telhado caiu em sua cabeça! Resultado: o REGRESSO. Por isso eu sou flexível, diferentemente dele. Apesar de ter manifestado a minha grande vontade (não prometi nada…) em deixar o background da página “intocado”, eu mudei de idéia. Pois não.

O efeito é esse que vocês presenciam neste momento. Um plano de fundo dramático, mas que está dentro completamente do contexto. O Dunga foi-se embora, e não foi nada cedo. Do oratório, na África, para o dia seguinte, no Brasil, pareceu uma eternidade. Ele perdurou mais do que eu imaginava. Não por persistência ou perseverança; mas por teimosia e tenacidade (“esperteza”). Com isso dito, encerro o meu discurso. Não quero uma oratória para falar de futebol, tampouco uma retórica para dizer apenas que alterei o aspecto, de novo, desta página.

Aproveito para dar os meus parabéns ao jogo emocionante da final da Copa 2010. A Espanha mereceu vencer! E a voz do POLVO foi a voz de Deus. haha…

Enfim, até 2014! E até que enfim… Dunga disse adeus!

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, domingo, 11 de julho de 2010.

 

 

 

PS – Recomendo a leitura da última página da MEN’S HEALTH de JUNHO 2010. Em ‘Na ponta do lápis’, fala-se sobre a “nossa” teimosia:

“Birrento ou persistente? Digno de aplausos ou de vaias? Conheça o Dunga… quer dizer, o teimoso que existe em você”.

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