sábado, 5 de junho de 2010

Dia da Consciência Ambiental

 

Em excelente matéria publicada hoje, o Jornal do Commercio fala sobre o

Dia Mundial do Meio Ambiente.

Ressalte-se, ainda, que de 7 a 11 de junho se dará a Semana do Meio Ambiente.

Tive o disparate de copiar o conteúdo, muito embora ele esteja restrito a assinantes. Creio que é por uma causa muito nobre, e, diante disso, a gente se arrisca sem receios. Também acredito que o Jornal, de grande circulação como é em meu Estado, não se sentirá ofendido nem um pouco pelo uso da notícia – tão impecável! Meu amigo Thúlio assina (na verdade, o pai dele e seu irmão mais velho). Gosta tanto e sabe certamente da expertise positiva que teríamos, caso aquele periódico soubesse da divulgação deste artigo que está ao corrente do que há de novo, que acenou em sinal de concordância. Razão porque eu, sinceramente, dou os meus parabéns pela excelente “obra” do JC e os créditos direciono todos à equipe daquele editorial, incluso na coluna Opinião.


Vejamos quais são os integrandes responsáveis:

  • Diretor de redação – Ivanildo Sampaio
  • Diretor-adjunto – Laurindo Ferreira
  • Editora-executiva – Maria Luiza Borges



Vamos ao material: 


KY - Dia do Meio Ambiente

   
Dia da consciência ambiental
Publicado em 05.06.2010 - JC.

Para reclamar dos governantes providências e ações concretas, para cobrar das corporações a responsabilidade proporcional ao seu peso econômico, para levar o vizinho mais distante a uma reflexão conjunta – e para fazer a si mesmo semelhante convocação, hoje é dia de abrir os olhos do indivíduo para a situação em que se encontra o nosso meio ambiente.

A relação entre o ser humano e o mundo em que vivemos não pode ser dissociada do estado geral do planeta. O Ano Internacional da Biodiversidade, que atravessamos, é uma tentativa de chamar a atenção de todos para a importância da variedade de espécies para a humanidade, no gigantesco habitat que é a Terra. Neste contexto, o significado de mobilizações e campanhas em prol da preservação do meio natural, da conservação de ecossistemas e da busca de modos de vida sustentáveis ganha relevo, em mais uma passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, que se comemora hoje.

A amplitude de temas abordados nas manifestações de cunho ecológico sinaliza para a variedade de interesses envolvida. De um vazamento de óleo que não para de sangrar no Golfo do México à degradação da caatinga e o risco de desertificação do Semiárido brasileiro, até a poluição de rios, lagos, canais e praias nas áreas urbanas, cada vez mais pressionadas pela densidade populacional, sobretudo nos chamados países emergentes, como o Brasil, a China e a Índia.

A explosão de uma plataforma da British Petroleum no Golfo do México, nos Estados Unidos, em 20 de abril, provocou um desastre cuja gravidade tem preocupado os cientistas. Estima-se que até 160 milhões de litros de óleo por dia estejam vazando. De baleias a plânctons, é extensa a lista de espécies atingidas – sem previsão de solução em curto prazo, depois de várias tentativas de contenção. Infelizmente não se trata de caso isolado. Acidentes com navios petroleiros têm lançado ao oceano uma enorme quantidade de óleo todos os anos. A contaminação da água e a ameaça à vida marinha deve ser a tônica de muitas das manifestações alusivas ao meio ambiente no dia de hoje, tendo por alvo a maré negra nos EUA.

No Brasil, o ano eleitoral propicia a inclusão da pauta ambiental nos debates, tanto no âmbito nacional quanto nos Estados. O maior desafio continua sendo a observação de princípios de sustentabilidade para orientar o desenvolvimento econômico. A aliança predatória entre madeireiros, fazendeiros, empresários e políticos na Amazônia e no Mato Grosso não cessa de dar trabalho à Polícia Federal. O assunto está na ordem do dia no Congresso, em projeto que altera o Código Florestal, permitindo maior exploração econômica em detrimento da proteção das matas. E por falar nelas, a Mata Atlântica está em risco. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, entre 2008 e 2010, foram consumidos 20.887 hectares. O cerrado e a caatinga são ecossistemas que também sofreram perdas na sua constituição nas últimas décadas, como já tivemos oportunidade de frisar neste espaço.

Em Pernambuco, deverá ainda repercutir nos eventos de hoje a autorização, dada pela Assembleia Legislativa, por solicitação do governo do Estado, para o desmatamento de 508 hectares de mangue, 17 hectares de mata atlântica e 166 de restinga em Suape. Enquanto os protestos falam em preservação do verde, há quem busque recompor o que já foi perdido. Um milhão de árvores novas plantadas, por exemplo, faria grande diferença. A meta foi estipulada em dois lugares, por entidades diferentes. Aqui, três organizações não governamentais pretendem estimular o plantio dessa quantidade no Estado. E em Maceió, a ideia é fazer com que os próprios cidadãos cheguem ao mesmo número, que corresponderia a uma árvore por habitante, através do Disque Árvore.

Contra o desmatamento ilegal das florestas, ou pelo direito ao verde e ao transporte limpo, não importa. Seja qual for o mote, a consciência ambiental provocada deve continuar ecoando, em benefício da Terra e do cidadão planetário.

 

Fonte: JC ONLINE | Editorial – Notícias – Dia da Consciência Ambiental. Todos os direitos reservados ao ‘Jornal do Commercio’ de Pernambuco.

 

PS – Também achei bacana a customização apresentada na versão impressa do Diário de Pernambuco, desta data. “O Diário ficou verde”, dizia Julia Kacowicz em seu blog - que igualmente se apresentava com o cabeçalho esverdeado. Fica aqui a admiração que tenho por ambos os jornais!

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