sábado, 24 de abril de 2010

Vida Vazia

 

Ontem foi Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor. Convém lembrar que as poesias expostas neste blog, inclusive a deste post, estão todas registradas pela Fundação Biblioteca Nacional. Por isso, ao copiar alguma delas, não esquecer de espeficificar a fonte (titularidade). Não seja covarde, respeite os direiros autorais! 

Deve-se mencionar, ainda, que a utilização indevida destas obras implica em crime de contrafação (plágio)! Para o caso do uso impróprio ou de alterações sem consentimento do autor…

 KY - Refletido num Espelho

 

VIDA VAZIA
Thúlio Jardim, 22/04/2009.



Refletido num espelho
Um semblante abatido
É para você que eu olho
Quando a casa esta vazia

A lucubração com que observo
Aquela épura carrancuda e fria
Tem sabor amargo de curaçau
E impõe ao meu coração torturas e agonias

Descubro nela que sempre fui o servo
De um amor doentio
Razão que cubro o meu rosto lerdo
Para não ver o meu martírio

Até cobro para me distrair
Contudo, sem ele por perto não posso
Não sei como fazer isso aí
Nada extrai a minha dor, nem ouso

Uso até uma bússola no meu pulso
Porque busco o tridente azul-esverdeado
Quando chego e o vejo logo pulo
Curso nadando, de uma ponta a outra, e cruzo
um renque insulado

Feito em um jogo de bilhar
Queria encontrar a minha amada
Num repique entre os seus olhos e os meus cor de hortelã
Fazer brilhar o amor, quão se ressuscitadas as estrelas
no céu da manhã

Seria, então, recitada pra ela a canção poética
Mas se, quando eu acordo, não a vejo
Elejo a tristeza como minha parceira
E da solidão não me alijo

Adejo com asas que se aleijam pelo vento e farfalham como as da libélula
E se fosse uma oliveira eu sofria de um arejo nas folhas antes belas
Como se o meu coração anêmico tivesse se tornado
Alvejado por tiros de metralhadora

Tudo porque meu erro maior, talvez
Foi falar em demasia sobre aquele amor
Dizer, de uma vez, que seria melhor sem ele
E viver uma vida vazia e uma atroz dor

Isso devido ao fato d’eu o meu amor ter jogado fora
Usufruindo dele por horas e depois indo embora
Como se ela fosse o Titanic, agora rasgado pelo gelo,
E que antes do tempo se emborcara num nigérrimo oceano.




PS - Embora meus poemas estejam REGISTRADOS, eles ainda não foram publicados e quem demonstrar interesse na PUBLICAÇÃO é só entrar em contato, através do email: thuliojardim@live.com

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