domingo, 4 de abril de 2010

Especial podia ser todo dia

 

KY - Significado da Páscoa

 

Se, para as crianças, o feriadão significa chocolate, para católicos, protestantes e judeus, o Domingo de Páscoa é um momento de reflexão. Nas Igrejas católica e protestante o dia marca a ressurreição de Jesus. Os judeus, que não acreditam em Cristo como o Messias, usam a data para recordar a libertação do povo hebreu após anos de escravidão no Egito. Esse episódio também é lembrado pelos protestantes. Hoje é, para todas essas religiões, um momento de reavaliação espiritual e celebração em família. Por isso, muitas famílias estão reunidas em torno de uma mesa farta para um dos principais ensinamentos do cristianismo: dividir o pão e cultivar a família.

Então, não foi à toa que Jesus juntou os apóstolos na Santa Ceia para compartilhar a última refeição antes de sua morte e ressurreição. A força da liturgia que se deu naquela noite atravessou séculos e permanece como símbolo supremo de fé, confiança e união. Se a Páscoa serve para lembrar da importância de aliar alimentação e encontro, sabores e afeto, esse é um hábito que não deve se restringir a épocas especiais do ano. Especial pode ser todo dia em que parentes se sentam à mesa para comer e, principalmente, trocar. Carinho, amor, segurança.

Diante de agendas superlotadas, a falta de tempo para fazer refeições em família revela a falta de muito mais: de convivência e, arriscaria dizer, de humanidade. Congregar pessoas queridas na hora do café, almoço ou jantar é “absolutamente estruturador”, mostra a reportagem de capa da edição de hoje da Revista JC(*), assinada por bruna Cabral. Psicólogos dizem até que a ausência de rituais domésticos tão importantes contribuem para distúrbios alimentares cada vez mais comuns em crianças e adolescentes. Sem falar em outros graves problemas de saúde pública, como o avanço das drogas e até de males como a depressão e a síndrome do pânico.

“Para refazer laços partidos ou fortalecer os que se mantêm, nada melhor que um Domingo de Páscoa”, diz Mona Lisa Dourado – editora-assistente daquela suplemento do Jornal do Commercio. “É absolutamente estruturador para as pessoas que se amam sentarem juntas (…) para se olhar nos olhos, conversar. Até pelo simbolismo religioso, a mesa facilita esses encontros, estreita os laços”, acrescenta o terapeuta de crianças e adolescentes, Carlos Brito.

Vale lembrar que, para a Cultura Judaica, o Domingo de Ramos abre a Semana Santa e é o dia mais importante. Quando, após o culto, as famílias lêem o livro que relata a história da fuga do Egito.

Mas… especial mesmo, para mim, é todo e qualquer dia.

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 04 de abril de 2010.

 

 

 

 

 

(*) JC – Jornal do commercio. Considerado, atualmente, o maior jornal do Norte e Nordeste. Contabilizador de conquistas como os prêmios nacionais e internacionais e certificações que ratificam o profissionalismo e a qualidade do produto que chega até os leitores. A Revista JC é um dos seus Suplementos, e está entre os mais visados pelo público.

Mais informações, visite JC ON-LINE.

 

 

 



Vídeo e Música:

Ele Ressuscitou – Letra cantada pelo ex-vocalista da banda Oficina G3, Pedro Geraldo Mazza. Também conhecido como PG.



Leituras Recomendadas:

O Ressuscitado (por Dom Dadeus Grings) – Jornal do Comercio do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Catedral Diocesana de Campina Grande/PB: Ele Ressuscitou! (Dom Genival Saraiva) (*) – Dom Genival Saraiva é Bispo de Palmares, Pernambuco. Contudo, o texto deste link, de acordo com publicação feita no JC, é de autoria do arcebispo de Olinda e Recife – Dom Fernando Saburido.

 

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(*) NOTA DE ESCLARECIMENTO, 11 DE ABRIL DE 2010: O texto acima foi publicado outra vez, pelo Jornal do Commercio, no Domingo seguinte (hoje, dia 11) ao da primeira publicação (em 04 de abril). Desta vez, os créditos do texto acima estão no nome do Bispo de Palmares, Dom Genival Saraiva. Mas não houve qualquer referência ao erro cometido.

Um trecho do texto, de Dom Genival Saiva:

“[…] Vida, paixão e morte são elementos constitutivos da condição humana que, no entanto, podem ter níveis de menor ou maior qualidade, segundo a atenção que a família e a sociedade dispensam às pessoas, de acordo com o contexto histórico e a realidade local. Nesse sentido, o passado e o presente do ser humano têm muito a ver com o seu futuro. Hoje, a pesquisa na área das ciências da saúde alcança resultados extremamente promissores, na perspectiva de uma melhor qualidade de vida das pessoas. A medicina moderna realiza intervenções com alto nível de êxito, em casos muito complexos. A cura de doenças graves é um verdadeiro prodígio da ciência humana. Tudo isso faz parte das conquistas do conhecimento humano, acumulado ao longo da história da ciência médica, e do avanço das políticas públicas no campo da saúde coletiva. A eliminação das causas de doenças corriqueiras e graves, muito comuns no passado, tem como efeito uma maior longevidade da população. Todavia, as conquistas da ciência e tecnologia médicas e o poder do dinheiro esbarram ante a inevitabilidade da morte. Por melhor que a qualidade de vida e por mais que seja prolongada sobre a terra, dá-se a morte da pessoa humana, num determinado momento. [….]”

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