sexta-feira, 16 de abril de 2010

Comunicar-se bem é se fazer entendido

 

Para celebrar o Dia Internacional da Voz, comemorado hoje,  e o Dia Internacional de Combate ao Ruído, no dia 28 de abril, resolvi expor artigo encontrado no Jornal do Commercio aqui de Pernambuco. Por coincidência, havia dois deles bastante interessantes naquela Revista de Domingo, 04 de abril, sendo o último melhor para o segundo dia (internacional). Afinal, o título deste era “Um pouco de silêncio, por favor”. Falava mais do twitter e de uma autocrítica que a jornalista Flávia de Gusmão tinha em excesso e que a fazia indagar sobre quantos pensamentos realmente auspiciosos ela conseguia se lembrar ao longo do dia. A triste conclusão: poucos, verdadeiramente muito poucos. Daí a importância de um controle e de se ter autoridade sobre aquilo de que se deseja falar, antes de sair papagueando demais ou exortando os demais de todas as suas opiniões – como ocorre com muitos pseudo-intelectuais daquele microblog.

 

 KY - Voz

COMUNICAR-SE BEM É SE FAZER ENTENDIDO
Carmen Peixoto (*)


Já se deu comigo e acredito que com vocês também. Alguém explica um assunto, termina, sai e a gente fica sem entender. Nem sempre o que dizemos é o que as outras pessoas ouvem. A eficácia da nossa comunicação vai depender da clareza do que expressamos.

Lembro-me de uma história sobre um garoto que vivia com o pé esquerdo sujo. Quando na escola lhe perguntaram por que um pé estava sempre limpo e outro não, ele prontamente respondeu: “É que toda vez que vou tomar banho minha mãe diz: ‘Meu filho, lave o é direito…’”

A faixa etária, cultura e estilo de vida influem na percepção das pessoas. Portanto, é observar a forma de nos comunicarmos:
» As palavras que utilizamos
» A maneira como nos expressamos
» A forma como os outros percebem

Segundo pesquisas, ao nos comunicarmos com alguém, somos impactados 55% pela forma como nos vêem, 7% apenas naquilo que dizemos e 38% no modo como nos expressamos. Deduzimos então que o impacto visual traduzido no modo de cumprimentar, abordar, gesticular podem nos conduzir a um relacionamento positivo ou não.

 

POSTURA

A linguagem corporal, é claro, também se insere na comunicação como um todo. Por que não abrir-se ao diálogo se isso vai lhe aproximar do seu interlocutor? As pessoas fecham-se em si mesmas quando diante de alguém ficam com os braços cruzados ou postos para trás como as mãos entrelaçadas. Há também aqueles que buscam segurança pondo as mãos dentro do bolso.

Há mensagens corporais que por si só são extremamente negativas e desestimulam qualquer diálogo como corpo relaxado demais, mãos nos quadris, olhar distante, gestos exagerados, tiques nervosos…

 

A VOZ

A experiência demonstra que quando erguemos a voz, numa situação de irritação, as pessoas nos ouvem menos. Contrariamente, se baixarmos a voz, os outros vão nos ouvir mais. O emocional pode distorcer o som da fala. Imagine que as pessoas tendem a atribuir a cada um de nós determinadas características dependendo do som de sua voz. Se o primeiro contato for por telefone então, quem está do outro lado da linha fará logo uma imagem mental sua. O som agradável, nem tão baixo e nem tão alto, ouvido claramente, deixa ótima impressão. Para corrigir defeitos de voz, além de um bom fonoaudiólogo, recomendo ler textos e gravar, para depois ouvir. As primeiras vezes você vai achar estranho o som da sua voz, mas tenha em mente que é assim que os outros lhe ouvem.

 

 

(*) Carmen Peixoto é jornalista e escreve na coluna “Boas Maneiras”, pela Revista JC, em Pernambuco.

 

 

 


 

E, claro, devo manifestar aqui também uma pequena homenagem a todos aqueles que fazem da voz seu instrumento de trabalho e encantamento. Pois admiro a expressão artística de atores e cantores (veja vídeo abaixo), além do fato de saber que cerca de 70% da população economicamente ativa utiliza a voz como instrumento de trabalho, em especial professores, radialistas, atendentes de telemarketing, recepcionistas, jornalistas, políticos, entre tantos outros.

Por isso, recomendo muita prevenção, a fim de se evitar a perda da voz, em razão de uma rouquidão ou mesmo de uma doença mais grave, como o câncer de laringe. É preciso ler dicas de cuidados com a voz e usá-la de maneira sempre adequada!

 

 


Link Recomendado:

http://www.diamundialdavoz.com/ — Site educativo sobre o Dia Mundial da Voz (2010).

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