sábado, 13 de março de 2010

Sem Receios

 

Fechando com chave de ouro a minha homenagem para com as mulheres, eis que escrevo esta 5ª postagem, de uma forma um tanto calorosa. Não preciso dizer nada, imaginem apenas aquela situação narrada em prosa no artigo “Semana da Mulher”, sendo agora escrita em versos. E a mulata daquela cena [Não que eu tivesse, naquela ocasião, mencionado a cor da sua pele. Mas a imagem acusava isso…] sendo vista, em diante, como uma belíssima galega (loira):

 

 KY - Sem Receios


SEM RECEIOS
Por Thúlio Jardim, em 20/01/2009.


Minhas mãos acariciam teus seios,
teu ventre, tuas anca e coxas,
tuas nádegas…

E beijo tua nuca, teus cabelos áureos,
teus ombros frágeis e essa sua barriga
tão magra…

E teus lábios, agora vejo,
ofertados aos meus…
tão famintos dos seus…

Nossas línguas se entrecruzam…
Minhas mãos trêmulas são dadas as suas…
tão seguras…

Seus pêlos, como plumagem revoltada de andorinha,
quando vou passando os dedos, demonstra
que o carinho se faz bem recebido.
E continuo com minhas carícias…

Te olho nos olhos, te murmuro
palavras no ouvido. Que arrepio!
Você não se contém e quer mais…

O meu perfume forte se mistura
com o seu cheiro delicado,
numa combinação perfeita,
que inebria, embriaga!

E você (é) tão linda…
com uma maquiagem no rosto
lilás.

E, aos poucos, nos desfazemos
de nossas peças de roupa,
bem devagar…

Nossos corpos unidos neste enlace,
nesta hora, nós ofegantes,
respiramos sensualidade…
que eu mais atento chego
a escutar seu coração palpitante…

E depois, é quando olho
estes seus pés lindos, minha virgem!
E me quedo ali feliz e calado.
Tocando-os suavemente…
suavemente…

Vejo, confiável, que seus olhos brilham,
nesta ocasião, a estalar como as faíscas
que ressaltam da madeira a arder ou como
o sal que se deita no lume.

Que visão, oh meu Deus!
Não me acostumo!

Entre sussurros de amor,
aproveito e ajeito na testa
a sua melena. Minha pequena!
Quanto cuidado! Quanto amor!

Com desvelo e sem malícias,
nos entregamos por completo
um ao outro, abraçados,
sem receios…

Que coisa amena! Mas quanto ardor!
Que queimo!

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