terça-feira, 30 de março de 2010

Dia Mundial e Ano Internacional da Juventude

 

 

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KY - Dia Mundial & Ano Internacional da Juventude

 

Sendo que hoje, dia 30 de março, é o Dia Mundial da Juventude, e tendo em vista a importância das questões ligadas a essa fase da vida, a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu 2010 o Ano Internacional da Juventude, a ter início oficialmente em 12 de agosto. “Diálogo e Compreensão Mútuos" foi o tema escolhido.

Tal fato enseja o exame da situação em que se encontram os jovens, a apresentação e discussão de soluções e propostas, a implementação de políticas específicas para atendimento aos principais desafios, reivindicações, necessidades, interesses e direitos relativos a esse importante e numeroso segmento da população.

A Assembléia Geral da ONU, diante disso, pediu apoio local e internacional para encorajar o diálogo e a compreensão entre gerações e promover os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. O objetivo é estimular os adolescentes à promoção do progresso, com ênfase nas Metas de Desenvolvimento do Milênio pelas Nações Unidas (UN Millennium Development Goal), que incluem a redução de uma série de males sociais até 2015, como a extrema pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, a falta de acesso à educação e aos cuidados com a saúde.

Buscando efetivamente promover a participação da mocidade na sociedade, o Ano Internacional da Juventude faz também apelo aos Governos, à sociedade Civil, aos indivíduos e às diferentes comunidades do mundo, no sentido de apoiarem atividades de âmbito local e internacional, de maneira a sustentarem e darem resposta às ambições deste projeto. Afinal, cumpre, com efeito, à sociedade, à família, aos pais, às escolas, às instituições da esfera pública e privada e, principalmente, ao Estado empreender todos os esforços necessários no sentido de assegurar à população jovem condições amplas e efetivas de desenvolvimento e inclusão social.

No Brasil, a maioria dos jovens sofre com a pobreza e com a falta de qualidade do ensino que os priva de crescerem com todo seu potencial. A faixa etária de 15 a 24 anos constitui ¼ da população ativa e, infelizmente, representa metade do total de desempregados. O mercado de trabalho tem dificuldade de absorver essa mão de obra, exceto quando há qualificação aprimorada.

O País possui hoje uma população de 50 milhões de jovens (entre 15 e 29 anos), o que representa 26% do total de 190 milhões de brasileiros. Conforme um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na faixa etária dos 18 aos 24 anos, apenas 13% têm acesso ao ensino superior e 31% podem ser considerado pobres.

Sem boa escolaridade e um trabalho condigno, os jovens tornam-se particularmente vulneráveis à pobreza. O desafio que enfrentamos, é claro: devemos prestar mais atenção à educação e, em especial, à transição da educação para o emprego.

Na ausência da qualidade do ensino e da modernização da escola, que são fundamentais para diminuir a evasão escolar, como o combater então a falta de qualificação profissional? E o trabalho infantil, a exploração sexual infanto-juvenil e a gravidez precoce, que estão também intimamente ligados ao abandono da escola? Dificílimo dizer.

Hoje, existem programas em diferentes ministérios no Governo Federal e diversas políticas em âmbito estadual e municipal. Percebem-se, no entanto, problemas no sistema em decorrência ainda da falta de maior coordenação e articulação entre as diversas políticas públicas voltadas para a juventude.

Porém, é inegável reconhecer as realizações e avanços importantes nessa área, como a criação, em 2005, da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, que integra, com a Conferência Nacional de Juventude, o conjunto de instrumentos responsáveis pelo controle social das políticas nacionais em favor dos jovens.

 

Impõe-se prestar, nessa oportunidade, também o justificado tributo, com a correspondente manifestação de tristeza, especialmente, em memória dos jovens sacrificados, vitimados, em grande número, pelas drogas e pela crescente violência e criminalidade nas cidades brasileiras. Ao mesmo tempo em que expressamos o sentimento de pesar diante dessa grave realidade, havemos, no entanto, de insistir na esperança em dias melhores.

 

 

Low. Recife, 30 de março de 2010.

 

 

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