quarta-feira, 31 de março de 2010

Cer Criança Cempre

 

Qual criança não escreve “um pouquinho” errado? Que ser já adulto não comete os seus grandes deslizes? Tendo em mente o primeiro grupo, eu não consigo exibir um olhar apático quando estou de frente a um trabalho de criança. Não tem como não me encantar, é certo como o quanto é primoroso o resultado. Sim, é! Exceto quando a criança faz de má vontade, pois tudo feito desse jeito não sai legal. Sabendo-se, no geral, que este não é o caso, haja vista que as crianças costumam gostar de se ocupar - muito da ocupação para elas é passatempo – é difícil não se atrair por estas criaturas criativas.

Não importando a ortografia, semelhante o que aconteceu na “Pesquiza Sobre O Circo”, feita pela filha da vizinha aqui do meu apartamento, a gente olha a dedicação delas e o entusiasmo sem vaidade, e não os desacertos. Afinal, elas se deixam impregnar de uma alegria irreal, parecem transmiti-la tão bem e tanto, que também erraria se tentasse mensurar o efeito que isto causa em nós, humanos ufanos.

Não é por acaso que gostei de ajudar aquela garotinha em sua pesquisa sobre o Dia do Circo. Lembro, e rio quando lembro, o que ela escreveu: “Agente gosta de bricar de circo das bricadeiras fazer palhasada, agente, adorar, imitar os bichus, como é bom. É dimais! (…) Agente pular, bricar, bater aumas”. Eu demorei para perceber que o final era “bate palmas”, acho que não fui o único. Enfim…

Gostaria de expor uma de minhas poesias, que tem eu no centro, mas como supedâneo a busca da eterna juventude [aproveitando a deixa do dia de ontem e de que 2010 foi elegido o Ano Internacional da Juventude…].

Obviamente, existem vários tipos de idade: a aparente, a psicológica, a biológica, a cronológica, a emocional, a espiritual; só para citar alguns exemplos. No entanto, não entrarei no detalhamento disso, pois o link acima já faz boa parte do serviço. Irei agora, como disse, apenas exibir uma poesia de cunho muito pessoal. E espero que vocês namorem a leitura:

 

KY - Duas Crianças

O Imo Cultivo da Eviterna Criança
Thúlio Jardim. 09/03/2009



Existe dentro de mim uma coletânea
De poesias sorumbáticas
Que decantam nostalgia
Da puerícia, saudades

Vive interiormente nesta criatura uma criança
Um ser miúdo que ver no sorriso a coisa básica
Para um indivíduo seguir na vida com esperança
De forma que a desesperação quase jamais me bulirá

Dentro cá de este ser há um universo de contentamento
Que em miúro nunca se desfigurará
Pois derrocar alegria deste pessoa hílare de sentimento
É o mesmo que tentar as palavras que transitam pelos pensamentos esvaziar

Ah! E ser o infante é colar o nariz na vidraça e espionar, distante, o dia lá fora
É adorar o blecaute para sair na rua com lanternas de latas improvisadas na mão
É ser um petiz correndo feliz debaixo da chuva e em poças de lama dar um mergulhão
Ser criança é tudo que não deveríamos deixar de ser, pois não

E eram tão morosas as tardes que se despiam do sol
Todo dia vinha uma dor aguda atingir o peito nesta hora
Uma melancolia que chegava sem hora para ir embora
E permanecia comigo, até a hora de eu ir para cama

Jogado, então, triste no canto
No caixote de brinquedos da minha infância
Vasculho por algo que me traga uma exultação
Um joguete que, seguramente, prendesse a minha atenção

Mas nada me fazia encontrar o que tanto almejava
A alegria parecia estar num porão escuro
Trancada, amordaçada e amarrada
Não dando sinais de vida havia alguns anos

O sorriso lucífero há muito tempo perdido, da mocidade
De um enervado garoto sem seiva para derribar a porta
Que entre a alacridade e a angústia o aparta
O umbral a ser galgado para se encontrar a tal felicidade

Também pudera… se tornará um adulto
Aquela perene saudade da meninice agora tem
Deitara num esquife a criança que fora
Mas anseia acorda-lá para um ancião caduco deixar de ser

Mundo afora agora segue em meio a uma aspiração
De ser, mesmo crescido, da jovialidade o titular
Ter um espírito juvenil, embora já não tendo aquela desafetação
Tão inerentes à alma de uma legítima criança

Por isso abriga, no lado interior, este moço
Um jovem, que dormindo, sonha com muita pujança
Ser sujeito alegre em ter se tornado um marmanjo
Bastando, pra isso, o imo cultivo da eviterna criança.


terça-feira, 30 de março de 2010

Dia Mundial e Ano Internacional da Juventude

 

 

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KY - Dia Mundial & Ano Internacional da Juventude

 

Sendo que hoje, dia 30 de março, é o Dia Mundial da Juventude, e tendo em vista a importância das questões ligadas a essa fase da vida, a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu 2010 o Ano Internacional da Juventude, a ter início oficialmente em 12 de agosto. “Diálogo e Compreensão Mútuos" foi o tema escolhido.

Tal fato enseja o exame da situação em que se encontram os jovens, a apresentação e discussão de soluções e propostas, a implementação de políticas específicas para atendimento aos principais desafios, reivindicações, necessidades, interesses e direitos relativos a esse importante e numeroso segmento da população.

A Assembléia Geral da ONU, diante disso, pediu apoio local e internacional para encorajar o diálogo e a compreensão entre gerações e promover os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. O objetivo é estimular os adolescentes à promoção do progresso, com ênfase nas Metas de Desenvolvimento do Milênio pelas Nações Unidas (UN Millennium Development Goal), que incluem a redução de uma série de males sociais até 2015, como a extrema pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, a falta de acesso à educação e aos cuidados com a saúde.

Buscando efetivamente promover a participação da mocidade na sociedade, o Ano Internacional da Juventude faz também apelo aos Governos, à sociedade Civil, aos indivíduos e às diferentes comunidades do mundo, no sentido de apoiarem atividades de âmbito local e internacional, de maneira a sustentarem e darem resposta às ambições deste projeto. Afinal, cumpre, com efeito, à sociedade, à família, aos pais, às escolas, às instituições da esfera pública e privada e, principalmente, ao Estado empreender todos os esforços necessários no sentido de assegurar à população jovem condições amplas e efetivas de desenvolvimento e inclusão social.

No Brasil, a maioria dos jovens sofre com a pobreza e com a falta de qualidade do ensino que os priva de crescerem com todo seu potencial. A faixa etária de 15 a 24 anos constitui ¼ da população ativa e, infelizmente, representa metade do total de desempregados. O mercado de trabalho tem dificuldade de absorver essa mão de obra, exceto quando há qualificação aprimorada.

O País possui hoje uma população de 50 milhões de jovens (entre 15 e 29 anos), o que representa 26% do total de 190 milhões de brasileiros. Conforme um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na faixa etária dos 18 aos 24 anos, apenas 13% têm acesso ao ensino superior e 31% podem ser considerado pobres.

Sem boa escolaridade e um trabalho condigno, os jovens tornam-se particularmente vulneráveis à pobreza. O desafio que enfrentamos, é claro: devemos prestar mais atenção à educação e, em especial, à transição da educação para o emprego.

Na ausência da qualidade do ensino e da modernização da escola, que são fundamentais para diminuir a evasão escolar, como o combater então a falta de qualificação profissional? E o trabalho infantil, a exploração sexual infanto-juvenil e a gravidez precoce, que estão também intimamente ligados ao abandono da escola? Dificílimo dizer.

Hoje, existem programas em diferentes ministérios no Governo Federal e diversas políticas em âmbito estadual e municipal. Percebem-se, no entanto, problemas no sistema em decorrência ainda da falta de maior coordenação e articulação entre as diversas políticas públicas voltadas para a juventude.

Porém, é inegável reconhecer as realizações e avanços importantes nessa área, como a criação, em 2005, da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, que integra, com a Conferência Nacional de Juventude, o conjunto de instrumentos responsáveis pelo controle social das políticas nacionais em favor dos jovens.

 

Impõe-se prestar, nessa oportunidade, também o justificado tributo, com a correspondente manifestação de tristeza, especialmente, em memória dos jovens sacrificados, vitimados, em grande número, pelas drogas e pela crescente violência e criminalidade nas cidades brasileiras. Ao mesmo tempo em que expressamos o sentimento de pesar diante dessa grave realidade, havemos, no entanto, de insistir na esperança em dias melhores.

 

 

Low. Recife, 30 de março de 2010.

 

 

sexta-feira, 26 de março de 2010

Labor Extraordinário

 

KY - Circo

Em tempo, digo-lhes: esse é um Blog de crônicas enfadonhas, intermináveis e mal formatadas. Poesias em sua maioria tristes, sensuais ou sarcásticas. Se você procura leitura fast-food, dirija-se à próxima cabine, por favor.

A legislação trabalhista vigente estabelece que a duração normal do trabalho, salvo os casos especiais, é de oito horas diárias (artigo 58 da CLT) e quarenta e quatro semanais (inciso XIII do artigo 7º da Constituição), no máximo.

Todavia, poderá a jornada diária de trabalho dos empregados maiores ser acrescida de horas suplementares (CLT art. 59), em número não excedente a duas, para efeito de serviço extraordinário, mediante acordo individual, acordo coletivo, convenção coletiva ou sentença normativa. Este sistema permite dar maior elasticidade à aplicação do princípio da duração semanal, por ajuste de compensação (art. 59, § 2º, da CLT), que se refere, apenas, à ampliação da jornada em um ou mais dias da semana para diminuir ou eliminar o trabalho de outro dia, mais comumente no sábado. Em outras palavras: o excesso de uns dias é “galardoado” com a respectiva diminuição em outro dentro do ciclo semanal. Salientando-se, ainda, que, tratando-se de institutos distintos – Hora Extra / Acordo de compensação - entre si, a presença de um deles não implica a anulabilidade do outro. Além do mais, não deixa de ser vantajosa também a remuneração advinda das horas suplementares, haja vista que equivale à da hora normal de trabalho acrescida de, no mínimo, 50%. Se o trabalho for efetuado aos domingos e feriados, ressalte-se, o citado adicional corresponderá a 100%.

Os percentuais transcritos no exórdio, contudo, podem ser elevados por vontade do empregador, acordo entre as partes ou instrumentos normativos. Aponha-se, entretanto, que é vedada ao menor a prática de hora extra, salvo em condição excepcional de empregador - por motivo de força maior e desde que o trabalho seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento.

Como dito, no entanto e excepcionalmente (CLT art. 61), caso ocorra necessidade imperiosa, são susceptíveis de prolongamento, além do limite legalmente permitido ou convencionado, o valor das horas extras diárias (grosso modo, horas extras suplementares). Daí porque é inadmissível que o limite de 2h00/dia seja “o superior”, isto quando o empregador evidenciar situação de força maior, serviço inadiável ou prejuízos iminentes para a sua corporação. Mas a referida exceção não é exposta de forma tão clara na lei, uma das razões pela qual deva ser utilizada com muita cautela, e o fato que lhe deu causa necessariamente importa em um registro, que deverá ser mantido para evitar assim eventual multa por parte da fiscalização. Ademais, precisa-se comunicar, dentro de 10 (dez) dias [48 (quarenta e oito) horas no caso de empregados menores…], à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. E ao menor é vedada a prática de hora extra, salvo em condição excepcional de empregador.

Dado este exposto inicial, admite-se, assim, uma jornada máxima legal, mediante o jogo das compensações em tempo e não em sobre-salário por horas extraordinárias. Admite-se, outrossim, derrogações ao princípio da limitação da jornada, que são de dois tipos: a) derrogações permanentes ou exclusões de certas pessoas, cujo trabalho é essencialmente descontínuo, de espera ou de custódia (vigias, gerentes, trabalhos externos etc.), seja porque não exija um grande esforço na execução, seja porque o agente deve ter certa autonomia de ação, seja porque não possa ser controlado eficientemente; b) derrogações temporárias, podendo estas compreender todo o pessoal adulto da empresa. O trabalho extraordinário exigido para fazer face ao aumento da produção, no interesse do empregador, é a mais importante derrogação ao princípio da limitação da duração diária do trabalho. A permissão está subordinada, porém: 1) a um máximo de duas horas excedentes por dia; 2) ao pagamento de horas extras; 3) à celebração de acordo ou convenção coletiva.

A prova da prestação do trabalho extraordinário há de decorrer de documento escrito, o acordo individual ou coletivo, ou, na falta deste, por qualquer meio de prova permitido em Direito, mas sempre a cargo do empregado que alega o fato extraordinário e constitutivo de direito. Negado o labor extraordinário, o onus probandi é do autor, pois. Tudo em conformidade com a inteligência do art. 818 da CLT, implicando que a prova deve ser feita pela parte que alega o fato constitutivo do seu direito.

Enfim, em Direito do trabalho, hora extra consiste no tempo laborado além da jornada diária estabelecida pela legislação, ou pelo contrato de trabalho. No Brasil, o direito a este adicional está previsto nos arts. 7o., XVI, da Constituição Federal de 1988 e 59 da CLT.

 

CONCLUSÂO - As horas extras, também chamadas de extraordinárias ou suplementares, não são uma questão difícil para o operador de Direito do Trabalho experiente, mas podem gerar uma grande confusão se, no momento de serem pedidas na reclamação ou de serem deferidas na sentença, forem desconsiderados vários de seus aspectos relevantes, que servirão de parâmetros para uma adequada liquidação da sentença ou do acórdão. Em síntese, estes aspectos são os seguintes: a) o limite da jornada (além da 8ª hora diária e além da 44ª hora semanal, por exemplo); b) o período de prestação das horas extras (por todo o pacto laboral, por exemplo); c) a base de cálculo e o divisor (salário mensal e divisor 220, por exemplo); d) o adicional de hora extra (50% conforme a Constituição Federal, por exemplo); e) a prova dos horários de trabalho (conforme controles de ponto, por exemplo); f) os intervalos (de 1 hora conforme art. 71, "caput, da CLT, por exemplo); g) o "banco de horas"; h) os "minutos residuais" (Súmula 366 do TST); i) o fechamento do ponto (no dia 20 de cada mês, por exemplo); j) a hora noturna reduzida; l) a integração do adicional noturno (Orientação Jurisprudencial 97 da SDI-1/TST); m) a dedução e a proporcionalidade (elementos de interação entre horas extras e domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória); n) os reflexos; e o) a compensação das horas extras pagas.

Ref.: BUENO, Rodrigo Ribeiro. Horas extras: aspectos relevantes para pedir ou para deferir este direito trabalhista . Jus Navigandi, Teresina, ano 12, n. 1785, 21 maio 2008. Disponível em: < http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11288 >. Acesso em: 26 mar. 2010.

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 26 de março de 2010.

 

 

 

Mas vêm algumas perguntas, ainda em aberto:

Para que diabos serviu aquele desenho [na verdade, foto de um desenho] do circo logo no início desta postagem? Ou vocês não ficaram intrigados e confabulando!?

Para que escrevi isto tudo, sabendo-se que o assunto era, na prática, outro? Muito embora, na teoria, eu possa até demonstrar que há ligeira relação entre a imagem e o conteúdo daqui. Sim, há! Pequena (talvez, mentirosa), mas há! É o que tentarei explicar suavemente. Aguardem, pois dessa vez será rápido… Mas, em tempo, também lhes digo: esse é um Blog de crônicas enfadonhas, intermináveis e mal formatadas. Poesias em sua maioria tristes, sensuais ou sarcásticas. Se você procura leitura fast-food, dirija-se à próxima cabine, por favor.

O circo o qual mostrei representa o labor extraordinário, de certa maneira. Não no sentido até agora explanado, apenas no sentido de estupendo! Pois não foi algo pago com dinheiro, mas sim com um grande sorriso e um olhar de espanto. Fora o que recebi por este meu trabalho. Porquanto tenha sido realizado por minhas próprias mãos para a pesquisa da filha da vizinha -  a garotinha Laiza, atualmente na 2ª série – sobre o Dia do Circo, a ocorrer neste sábado, 27 de março.

Ela me veio com um livro quase que sem folhas, de tão enxovalhado. Antes mesmo deu o ver, ela dizia exaltada: ─ “Thúlio, faz um ‘círculo’ para mim!?” Eu sem entender direito, acenava logo com um sim. Pensava que era algo extremamente ridículo de ser feito, bastando-me apenas um compasso. Não era bem esse tipo de círculo que ela queria: “Não, Thúlio, é o de palhaça…”.

KY - Pesquiza, CircoKY - Palhaça

Para acabar e melhorar o panorama, eis que acresci, naquela cartola esverdeada, levemente suja de gordura e intitulada “PESQUIZA SOBRE O CIRCO” (com “z” mesmo!), uma “palhaça”, como ela mesma se referia ao outro desenho encontrado no seu esboço-de-livro [risos]. Terminou em pouco tempo; este segundo cartum foi por decalque (ensinei-a como se faz, acho que ela gostou muito!), não saiu lá grande coisa para mim, mas para ela…

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Links úteis:


Cálculo Exato - Valor de Horas-Extras - Estima o valor devido por horas-extras trabalhadas e não pagas a um empregado.

UOL - Dicas de emprego - Como calcular o valor de sua hora extra - De maneira bem clara, veja como calcular o valor de sua hora extra.

Poupa Clique - Dúvidas trabalhistas: salários e horas extras - Dúvidas trabalhistas: salários e horas extras. Clique nos links e terá as respostas...

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Que É A Tristeza?

 

 

KY - ''O Grande Homem'' (Big Man, 2000) -  Ron Mueck

 

“O cotovelo apoiado na perna, a coluna curva, o rosto pálido e inclinado, caído sobre a mão. O corpo parece tenso e pesado, e o olhar, perdido no infinito. Olhe para o senhor da imagem acima e você terá a impressão de fazer parte de um mundo em que o dia tem 50 horas e até o Sol faz seu percurso em um ritmo mais lento que de costume. Uma sensação? Frio. Um sabor? Amargo. Cor? Preta. Desejo? A inércia completa.

O senhor acima é apenas um dos últimos representantes de uma tradição de mais de 2 500 anos. Trata-se de uma escultura do artista australiano Ron Mueck, sem título, mas conhecida como ‘Grande Homem’ graças aos seus mais de 2 metros de altura. Assim como ele, inúmeras pinturas, esculturas e personagens da literatura ilustraram a mesma atitude cabisbaixa perante a vida. Hoje em dia, basta um exame rápido para diagnosticar pessoas como depressivas. Mas se estivéssemos na Grécia antiga falaríamos de melancolia e, na Europa medieval, de acédia. […]”

─ Trecho de uma das matérias da Superinteressante de março de 2006: No Canto da Vida.

 

 

O Que É A Tristeza?


O que é a tristeza
Senão uma transa sem desejo
A falta de alguém pra se dar um beijo
E um aperto que dói no peito

O que é a tristeza
A não ser um pé na fogueira
A pancada dada por um porrete de madeira
E a companhia de alguma pessoa que perto não se queira

O que é a tristeza
Salvo aquela saudade do ser amado que o olho pranteia
A depressão que vem quase toda segunda-feira
E a falta de lenha para uma lareira

O que é a tristeza
Sem mencionar um sabão sem bolhas
Uma árvore despida de suas folhas
E um presente de aniversário que não se desembrulha

O que é a tristeza
Senão uma bomba que antes do tempo estoura na mão
O contratempo que provoca aquele atrasão
E um imã sem nenhum poder de atração

O que é a tristeza
Exceto amar sem ser amado
O poeta sem estar inspirado
E o namoro mal acabado

O que é a tristeza
Afora o segredo mal guardado
O rei que perdeu seu reinado
E a lei que não dá resultado

O que é a tristeza
Sem contar o bebê muito chorão
Pisar sem sentir chão
E sofrer uma desilusão

O que é a tristeza
Além de uma chuva sem trovão
Do carro sem sua direção
E de um desastre de avião

O que é a tristeza
Fora a carência de dinheiro
Não se sentir de bem com o espelho
E o câncer que consome o enfermo

O que é a tristeza
Ressalvada a fase de aborrecência dos jovens
A crise da bolsa de nova york
E ter sido pego por um golpe


O que é a tristeza
A não ser um inocente na prisão
A demência de um cidadão
E a mordida de um cão

O que é a tristeza
Sem falar do naufrágio de uma nau
Da rua vazia depois do carnaval
E da destruição advinda de um temporal

O que é a tristeza
Além de se sentir muito down
De olhar a mão estendida dando tchau
E do bote que faz sofrer de uma cobra coral

O que é a tristeza
Senão a agonia do infarto agudo do miocárdio
A angústia de ter um dos ossos quebrado
E a dor que vem de um parto

O que é a tristeza
Sem lembrar um aquário sem peixinhos
Um imenso mar sem ter golfinhos
E um pássaro que se perdeu do ninho

O que é a tristeza
Só pode ser uma forma ruim de ver o mundo
A noite com seu macambúzio manto
E um arco-íris preto e branco

O que é a tristeza
No planeta, a grande quantidade de famintos
Não se ter nenhum filho
E ser sozinho

O que é a tristeza
Minha cara, é o tapa na cara
Não poder ter uma mulher na qual se tara
E a devastação das matas

O que é a tristeza
De maneira extrema, é a morte e seu pesar
Dama ingrata que a humanidade deseja extirpar
E que só sabe saudades nos causar

O que é a tristeza?
Repito, é o luto diante da morte
É o escuro mundo das trevas
É o oposto da alegria.


__X__


Por Thúlio Jardim;
em 11/02/2009.

sábado, 20 de março de 2010

Brisa

 

Há exatos dez dias era o aniversário do meu irmão mais velho. Porém, tenham ciência de que eu só o parabenizei depois de decorrida uma semana. Até havia me lembrado do fato que merecia ser festejado a brigadeiros e bolo com velinha, no mesmo dia do tal… mas meu velho chegara tarde naquela ocasião, e eu nem me dei conta que já era outro dia, tampouco notei que tinha esquecido completamente de cumprimentá-lo.

Então, é isso: só anteontem dei os meus parabéns. Quer dizer, os dele… ao mesmo passo em que me desculpava pela demora. “Isso não importa. É besteira.”, disse o meu irmão mais velho sabiamente. Eu concordei: “Também acho!!!”

Depois do aperto, nos despedimos e eu voltei ao computador para terminar o meu café [sim, isto mesmo: eu tenho hábito de tomar à noite…]. Neste momento, rememorei que em 2007 tinha feito uma poesia, embasada naquele que havia aniversariado fazia uma semana, o qual se encontrava a ler o jornal de quarta-feira, enquanto a quinta se encetava. Ele estava no quarto…

Sendo assim, a seguir exponho “Brisa”, a poesia transcrita tendo meu mano como referência. Posteriormente criei um vídeo dela, um tanto mais longa, pretendendo que ela fosse alusão a minha pessoa. Espero que gostem de ambas as versões [veja o vídeo]:

 

KY - Brisa e Vela

 

BRISA
Thúlio Jardim, 09/09/2007


Eu sou calmo
Ah… eu sou calmo
Calmo eu sou
Como uma brisa…
Há tempos não mudo
Continuo neste clima
Não sou mar agitado
Sou calmo
Calmo como uma brisa…
Mas não sou desligado
Sou apenas calmo
Fique ligado
Eu apenas sou uma pessoa ligada
Em ser calmo
Calmo eu sou como uma brisa…
Mas não se iluda
Qualquer tempo muda
E este marasmo pode dar espaço
A um tornado
Posso me ter tornado bem agitado
Em certos momentos de brigas
Mas as intrigas são sempre passageiras
De um trem bala que chega rápido
Ao seu destino retorna
E eu volto a ser calmo
Calmo eu volto a ser como uma brisa…




P.S. 1 – Reparem no movimento das “reticências”. Não lembra alguma coisa?


P.S. 2 - Apesar do meu “exemplo”, devo dizer:

“É necessário que vocês entendam que é extremamente necessário parabenizar aqueles que vocês amam. Seja pessoalmente ou por carta. Se for escrita à mão, o que sugere atenção por parte de quem envia, melhor ainda. Desde que a letra seja, digamos, legivel… é claro! Mas não precisa ser bonita.

Ah, o parabéns, meu caro! O tom deve ser alegre e a informalidade vai depender do cargo ou função do destinatário. Primeiro se menciona o motivo dos parabéns e, depois, o quanto a pessoa merece o que lhe aconteceu (talvez o quanto não merece… se for um acontecimento ruim).

Sem exageros, por favor. Mas abuse sempre da sinceridade!”

;p



P.S. 3 - Ao amigo PEIXOTO, que faz aniversário hoje, dou os meus parabéns! Quero lembrar que ele foi muito importante numa fase extremamente difícil para mim, ajudou-me bastante, deu-me conforto e auxílio (não sei se merecidos). Realmente, não tenho como externar o quanto estou agradecido por tudo! Também quero falar que desejo parabéns ao meu TIO ZITO, ele aniversaria nesta mesma data.

terça-feira, 16 de março de 2010

Imagina para que te quero…

 


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KY - Quando os opostos se atraem

 

Tílulo dado ao desenho:
Quando os opostos se atraem…”

domingo, 14 de março de 2010

Vagina, para que te quero?

 

KY - Vagina-Flor

 

Há quem faça até poesia [inclusive, yo] e contemple de forma bastante familiar este CANAL ENFADONHO. Igualmente, para as suas circunvizinhanças “obscuras” e lisérgicas, são feitas músicas inspiradoras. Não que seja tedioso, difícil, ou provoque-me nojo ou cegueira falar desse assunto. Pelo contrário, eu arguto admiro e exponhá-lo-ei! Por elas, fico estupefacto (neste contexto, chega a ser eufemismo de boquiaberto) e jamais tenho ojeriza. Afinal, não sou nada misógino! Pois vejo a subtileza da vagina que me embaraça tanto, mas me deixa ser presa… tão docilmente.

E que as mulheres são insidiosas, nós homens nenhum pouco inocentes – sabemos disso. Aprendemos a priori. Para ser franco, percebemos facilmente ao redor se uma mulher casada está preparada para nos infligir um bote, e se este foi grilheta e, de maneira contingente, se proveio da falta de atenção do seu parceiro. Analisamos a fundo! Para o caso de querermos nos tornar o seu novo provedor de prazer… Fazendo-nos ser a procela de um incêndio, enquanto ela se encarregaria de trazer o nosso gazebo e acender a cancela.


KY - Cucú “11% das brasileiras já ciscaram em outras freguesias. É mole? Bem…” (¹)


“Fizemo-nos ser traídos por algum motivo?”, é o questionamento dos atraiçoados quando tudo acontece. Mas também… quem nunca traiu? Ou pensou um dia? Por vileza, travessura… não importa o nome, todos, homens ou mulheres, correm sérios riscos de ser surpreendidos. Neste caso, tanto sofrendo pela traição, como sendo apanhados em flagrante delito. No entanto, não é uma generalização nem uma confissão minha de adultério. Tampouco sou matrimoniado. Além do mais, sempre me pergunto se isso procede, se é assim mesmo. Não tenho título de perito na arte do amor e, muito menos, da safadeza. Esteja claro!

Só que quanto mais me atento aos detalhes e perfeccionismos das fêmeas - até mesmo o da felonia -, mais me encanta a grande preocupação que as mulheres têm em relação às suas vaginas. Elas se preocupam com o formato, com o tamanho, com a aparência, com o cheiro, com a profundidade. Exatamente como nós fazemos com nossos instrumentos de guerra, desejando que estes revólveres sempre fiquem em ponto-de-bala, quando estimulados. “Entre e fique à vontade”, é o que precisamos ouvir, literalmente! Só não devemos ficar à vontade demais, para não acabar antes do tempo [risos].

Nos deixamos a mercê do deleite, totalmente esperançosos pela atitude antropofágica da vulva. Tem quem diga que esta seja a própria tampa da boceta de Pandora. Só que, no caso nosso, de seres másculos interessados em abri-la, o que viria dela seriam somente coisas boas! Totalmente o oposto da mitológica historieta.

Enfim, digamos que “as mulheres são tinhosas, um pouco egocêntricas e querem as coisas exatamente como querem as coisas – simples assim”. Não fui eu quem disse, mas uma mulher mesmo! A Carol Toledo, que escreve mensalmente para a Revista MEN’S HEALTH - coluna Pergunte à vizinha, na edição do corrente mês.

Os homens, contudo, muitas vezes não entendem esse jeito “simples” e não sabem como agir diante delas ou como satisfazer as suas vontades “ocultas” ou abstrusas. Não é nadinha fácil! Não saber quando devemos ser agressivos e diretos, e quando precisamos procrastinar nossa ânsia, sendo mais inermes e dotados de sensibilidade, realmente provoca o nosso nervosismo. O pior é que ser direto e agressivo não significa invasivo, e ser dotado de sensibilidade e inerme não torna uma relação amorosa diuturna. São muitos os obstáculos e a oscilação (²) da mulher é constante (não é trocadilho)! E aí paira a dúvida:

Vagina, para que te quero?

 

Low. Recife, 14 de março de 2010.



__________
(¹) Trecho extraído de “Ela vai te TRAIR?” - reportagem da Revista MEN’S HEALTH de março, por Sofia Solves e Jon Axeworthy.

(²) O FATOR DOS ÓVULOS – Antes considerado a razão da loucura esporádica feminina, o ciclo menstrual pode também ser responsável pela pulada de cerca de mulheres. De acordo com o Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana (EUA), as oscilações mensais de sua parceira desencadeiam um instinto evolutivo que aumenta o desejo, com foco em parceiros sexuais de curto prazo. A pesquisa descobriu que as mulheres estavam mais a perigo entre o décimo e o 18º dia do ciclo, quando os níveis de estradiol, o hormônio do sexo, estavam mais altos. “O estradiol prepara a mulher para o ato sexual e a torna mais atraente ao homem”, explica a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro. “Mas a mulher considera vários outros fatores antes de tomar a decisão e, se ela tiver um parceiro, provavelmente ele será escolhido para o sexo.” Portanto, use esse excesso de libido a seu favor e seduza-a.


 

 

sábado, 13 de março de 2010

Sem Receios

 

Fechando com chave de ouro a minha homenagem para com as mulheres, eis que escrevo esta 5ª postagem, de uma forma um tanto calorosa. Não preciso dizer nada, imaginem apenas aquela situação narrada em prosa no artigo “Semana da Mulher”, sendo agora escrita em versos. E a mulata daquela cena [Não que eu tivesse, naquela ocasião, mencionado a cor da sua pele. Mas a imagem acusava isso…] sendo vista, em diante, como uma belíssima galega (loira):

 

 KY - Sem Receios


SEM RECEIOS
Por Thúlio Jardim, em 20/01/2009.


Minhas mãos acariciam teus seios,
teu ventre, tuas anca e coxas,
tuas nádegas…

E beijo tua nuca, teus cabelos áureos,
teus ombros frágeis e essa sua barriga
tão magra…

E teus lábios, agora vejo,
ofertados aos meus…
tão famintos dos seus…

Nossas línguas se entrecruzam…
Minhas mãos trêmulas são dadas as suas…
tão seguras…

Seus pêlos, como plumagem revoltada de andorinha,
quando vou passando os dedos, demonstra
que o carinho se faz bem recebido.
E continuo com minhas carícias…

Te olho nos olhos, te murmuro
palavras no ouvido. Que arrepio!
Você não se contém e quer mais…

O meu perfume forte se mistura
com o seu cheiro delicado,
numa combinação perfeita,
que inebria, embriaga!

E você (é) tão linda…
com uma maquiagem no rosto
lilás.

E, aos poucos, nos desfazemos
de nossas peças de roupa,
bem devagar…

Nossos corpos unidos neste enlace,
nesta hora, nós ofegantes,
respiramos sensualidade…
que eu mais atento chego
a escutar seu coração palpitante…

E depois, é quando olho
estes seus pés lindos, minha virgem!
E me quedo ali feliz e calado.
Tocando-os suavemente…
suavemente…

Vejo, confiável, que seus olhos brilham,
nesta ocasião, a estalar como as faíscas
que ressaltam da madeira a arder ou como
o sal que se deita no lume.

Que visão, oh meu Deus!
Não me acostumo!

Entre sussurros de amor,
aproveito e ajeito na testa
a sua melena. Minha pequena!
Quanto cuidado! Quanto amor!

Com desvelo e sem malícias,
nos entregamos por completo
um ao outro, abraçados,
sem receios…

Que coisa amena! Mas quanto ardor!
Que queimo!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Incesto

 

KY - Minha Amante Ela é minha mãe biológica e faz aniversário hoje, 12 de março de 2010. Apesar disso, só vim a conhecê-la no ano de 2000, quando comecei a freqüentar aulas pelo ensino médio (na época, ainda chamado de 2º grau). A irmã dela - que é minha amante [imagem ao lado] - também apaga suas velinhas nesta data, sendo dois anos mais velha que aquela, e tendo sido apresentada a mim num carnaval durante o mesmo ano de 2000. Falo aqui de um incesto, que não repreendo nenhum pouco, e espero que vocês compreendam e respeitem este meu caso, já que é duradouro…

Na verdade, isto que vos falei é a forma deu manter aqui a promessa que fiz de, nesta semana inteira, homenagear “apenas” as mulheres, estendendo a data referente ao Dia Internacional da Mulher e instituindo a semana da mulher! Não sei se vocês notaram, mas estas duas mulheres acima referidas não são comuns, isto é, não são de carne e osso. São de terra e concreto, ladeiras e prédios. Como? Não entenderam?! Então, também não sabem o que é uma prosopopéia? Não estão percebendo, ainda, que aqui estou a discorrer das cidades-irmãs pernambucanas Recife (a minha cidade natal) e Olinda (o meu amor)??? Neste dia, por convenção, a primeira completa 473 anos; a segunda, 475.

Nas duas cidades a data será lembrada com uma série de eventos: shows, atividades esportivas, desfiles de escolas de samba e clubes carnavalescos, corte de bolo e o tradicional “Parabéns para você”. Muita gente, porém, acha estranho como duas cidades independentes façam aniversário no mesmo dia, com exatos dois anos de diferença. Como é possível?

Segundo o historiador Leonardo Dantas Silva, a data de 12 de março é uma convenção, baseada no mais antigo documento histórico que menciona a existência de Recife e Olinda. Não se sabe o tempo da fundação de Olinda, dest’arte; sabe-se que o povoado prosperou tanto, que em 1537 já estava elevado à categoria de vila. Em 12 de março de 1537, Duarte Coelho enviou ao rei de Portugal, D.João III, o Foral - carta de doação que descrevia todos os lugares e benfeitorias existentes na Vila de Olinda. Nas praias, a vila foi fortificada para a defesa e do alto das colinas se expandiu em direção ao mar, ao porto e ao interior onde ficavam os engenhos de açúcar.

A questão da fundação do Recife, aleatoriamente atrelada à fundação de Olinda por força do chamado foral do donatário Duarte Coelho, datado de 12 de março de 1537 como dito, comprova que a História está cheia de equívocos e distorções, “carapetões” na linguagem de Oliveira Lima, adredemente “plantados” para confundir a realidade histórica.

O fato de ser mencionada no referido documento “a ribeira do mar dos arrecifes dos navios”, a restinga de terra à beira-mar naturalmente adequada para servir de porto seguro à navegação entre a capitania e a metrópole, nada tem a ver com a fundação do Recife propriamente dita. Trata-se, é claro, de simples menção de um relevo do solo como tantos outros existentes à época da fundação de Olinda que, segundo pesquisadores, deu-se dois anos antes, em 1535.

Como os historiadores são unânimes em considerar que Olinda nasceu antes, decidiu-se, por consenso, atribuir a Olinda a mesma data de aniversário, com dois anos de antecedência. A verdade é que as duas cidades já existiam antes dos respectivos aniversários.

Ah…
E morar em duas cidades litorâneas como estas, de belezas naturais e contrastes sociais marcantes, é bastante encantador. Têm praias abundantes, cultura em ebulição, povo cordial e história, muita história! As duas aniversariantes do dia são repletas de atrativos realmente, muitas paisagens coloridas e muitos sabores que mexem com a mente de turistas e dos moradores também.

OLINDA foi no passado a principal cidade de Pernambuco, ainda no período das capitanias  hereditárias, perdendo este status para Recife. Hoje, apesar de ter perdido o brilho econômico, Olinda é famosa mundialmente pelo seu carnaval, por suas ladeiras históricas, casarões e igrejas. Não é a toa que a cidade foi declarada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Vale-se ressaltar que os blocos carnavalescos originaram-se dos presépios, pastoris e ranchos de reis e tinham o intuito de dar oportunidade às mulheres de participarem do carnaval de rua.

O sentimento por Olinda é revelado de muitas formas, é inconfundível. "Na verdade, a imagem da cidade é inspiração para todo tipo de artista, desde o escultor, o pintor, o artista plástico de modo geral", afirma o artesão Ademir Sá. “Com certeza, Olinda está no coração”.

Do coração direto para um pedaço da casca de madeira de cajá, no qual é retratado o mar, o farol, o colorido do casario, o homem da meia-noite que interrompe a paz das igrejas seculares. A turista Elisângela Vieira não deixou a lembrança passar. “Eu vou levar pra casa, para o lugar tão longe onde moro, no Rio Grande do Sul”, conta. “Em um pedacinho de madeira, fica uma lembrança para a vida inteira de tudo o que a gente viu aqui”, acrescenta.

A paixão pela cidade costuma ser assim: imediata, à primeira vista. Mas o amor é diferente. Surge devagar, com a convivência. Talhado pela paciência de quem aprende a descobrir o outro, como o artista plástico Manu de Olinda. “Eu que nasci e fui criado em Olinda já conheço todos os pontos da cidade, então é fácil memorizar e fazer peças retratando”, diz.

Peças que traduzem a alegria, a riqueza, a religiosidade e o colorido de um lugar que parece uma obra de arte - impossível resistir. “Não tenho pretensão de sair da minha cidade, gosto demais, cada dia me inspiro mais aqui”, garante o artista plástico Lula de Andrade. E faz o desejo: “Feliz aniversário, Olinda!”.

RECIFE, por sua vez, é atualmente a principal cidade do estado de Pernambuco. A “Veneza Brasileira, Cidade Maurícia, Capital do Nordeste” conta com sua pujança baseada especialmente em serviços, tal que oferece ampla variedade de shoppings, universidades e prédios históricos, com destaque para o bairro do Recife Antigo. É uma cidade de grande concentração populacional, onde predominam bairros e comunidades populares. É um local referência no nordeste em diversos setores como saúde, comércio e tecnologia da informação.

Recife mexe com a imaginação dos visitantes e, principalmente, de quem mora aqui. Gente que consegue apreciar todo o sabor da capital pernambucana. A urbe tem gosto de quê…? De camarão? Do caldinho, dos bares e das rodas de amigos? A cor, o cheiro, tomando conta dos mercados de São José, de Casa Amarela e da Madalena? Os coqueiros, o sol, o mar, as praias do recife! As padarias onde o dia começa para milhares de recifenses.

O gosto doce das celebrações e datas importantes. O Recife do Galo da Madrugada, dos festejos juninos, do ciclo natalino, das ruas lotadas durante as festas da padroeira e do Morro da Conceição, do aniversário de 473 anos. E aniversário traz gosto de bolo. Não qualquer um, porque também não pode ser achado em qualquer lugar: o bolo de rolo. “Ele é tradicional em Pernambuco e com certeza vai representar muito bem o aniversário do Recife”, garante a balconista Chimenes da Silveira.


Clique para ampliar
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Apesar dos problemas inerentes a quaisquer cidades grandes, Recife e Olinda possuem um charme característico de cidades históricas. “O presente que não esquece o passado”, as tradições e as raízes culturais lembram isso. E, neste 12 de março, nem preciso dizer que a minha saudação especial, de coração e com muito prazer, vai para estas duas coisinhas lindas!

 

Thúlio Jardim. Recife, 12 de Março de 2010.

 

 

 


Para saber mais:

Hora do Brasil: Aniversário do Recife e Olinda 
UOL, JC: História do Recife e Hino da Cidade (2007) 
UOL, JC: História de Olinda e Hino da Cidade (2007)



Vídeos legais:

Homenagem da Globo aos 472 anos de Recife (2009)
(Voltei, Recife. Com Vítor Araújo, no piano)

Homenagem da Globo aos 474 anos de Olinda (2009)
(Hino do Helefante. Com Vinícius Sarmento, no violão)



Poesia:

 Salto 15 Vermelho: Recife e Olinda - Uma para a outra e as duas para o mundo! | Por Diva Lali. Jornalista, nascida no Recife, enamorada por Olinda e apaixonada por toda a história que envolve a cultura do povo nordestino.



Programação para hoje:

A programação começou logo cedo e se estenderá até a madrugada, com os shows de diversos artistas, no palco armado em frente à Prefeitura de Olina e no Marco zero (Recife Antigo). Clique aqui e confira a programação.

Veja  mais à respeito: 

quinta-feira, 11 de março de 2010

Doido de Amor

 

Este é o 3º artigo em homenagem à

Semana da Mulher,

quando me desvio um pouco do foco deste blog, expondo poesias com temas voltados em mulheres ou baseadas em questões de amor ou de apego por elas, prosas poéticas ou textos afins. É um desvio irrisório e, dependendo do uso das palavras, bastante merecido! É o que eu tento… nem sempre acerto… Mas não desisto.

Vamos lá, então:

 

KY - Doido de Amor 

(*) DOIDO DE AMOR
Thúlio Jardim, 07/09/2007.

Eu sou doido
Doido eu…
Não deixo de ser
As mulheres me encantam
Me fazem de bobo
Eu fico louco
E não é pouco
Sou muito louco
Louco não deixo de ser
Atiro pra tudo que é canto
Canto qualquer uma que vejo passar
Mas a minha mira é muito ruim
Todos os tiros se perdem no ar
Meu Deus, por que me abandonastes?!
Isto foi tiro pela culatra
Meu Pai, meu coração não agüenta mais
Acho que vou é morrer
Não vai, oh meu Pai,
Não me deixe
Tanto sofrer…
Meu Pai, pelo amor de deus,
Deixe para mim só amor
Eu já não agüento, pois,
Tanta dor…
Me traz, por favor, alguém
Que me complete
Não me traz alguém que
Me trate como chiclete
Que me mastiga e me cuspa
Me pisa ou me chuta
Me traz alguém…
Que me trate bem
Que não me maltrate
Que me tire deste martírio
Que me dê um trato
Que me faça um agrado
Que seja louca, uma mulher…
Muito louca, totalmente louca
Toda doida, completamente doida

Maluca por mim!

_________________________________________

(*) Faço dedicatória deste poema ao meu amigo Geraldo.

 

Aproveitem e escutem essa música a seguir. Ela combina, mas nem tanto…, com o que escrevi até aqui:


Notem que, quando o vídeo está nos seus 3:26, aparece a palavra “GOTHIKA”. Parece mensagem subliminar, mas esta é uma propaganda bastante direta do Filme de terror/mistério de mesmo nome. Cuja sinopse e trailer vocês podem ver aqui. A versão em espanhol do trailer é boa e também muito bem-vinda, eu recomendo!

 

KY - Olhos Azuis

quarta-feira, 10 de março de 2010

Semana da Mulher

 

Dando prosseguimento ao artigo anterior, sobre o Dia Internacional da Mulher, eis que resolvo instituir a

Semana da Mulher.

Estendendo a celebração, mesmo embora saiba que o tema “não bate” muito com o que se dispõe a tratar este blog. No entanto, a fuga é pequena e compreensível. Já pensou se, além da distância da minha amada, eu tivesse uma atitude indiferente neste momento? Seria um rato ou covarde. E as penas que poderiam advir por conta disso? Incalculáveis! Se fosse contigo, sabendo-se disso, o que iria fazer? Enumerando-se, ainda, que um dos castigos provavelmente seria a abstinência do sexo ou, quem sabe, o risco da apatia (ou de uma tapa bem dado) justo daquela que é a mulher de sua vida!? [Que pode ser mais de uma, usei o singular por convenção. Pois eu mesmo tenho duas: a já referida e a minha querida mamãe]

Pelo que eu disse, mesmo que em litotes, e por outros muitos motivos mais fortes, além da minha admiração pessoal pela figura feminina, reservei a esta semana uma atenção especial a elas! Principalmente, com poesias ou prosas poéticas. Vou começar com uma feita ontem, e intitulada “Um Ser pro Outro”. Amanhã ou depois, até finalmente o próximo domingo, será terminada tal homenagem. Não que eu não quisesse continuar, mas porque não há razão de acrescentar o que já evidencio tanto.

 KY - Semana da Mulher

Um Ser pro Outro.
Thúlio Jardim, 09.03.2010



À minha amada,


woman, mujer, femme, donna, frau, mulher. Não importa o idioma, não importa o país. Em qualquer lugar do mundo, mulher, você é sinônimo de amor puro e leveza. Canção suave, fé, força e coragem. Tal que me protege e ainda faz melodia que me abate. Por isso, eu te amo tanto, sabia!?… e quanto amor!!! Que maior não há outra certeza. Que ultrapassa noites e dias. Você é a interminável belezura! Foi, no meu coração, tão certeira. Eu digo isso, apesar da minha normal curteza. Tu és MINHA!!! Ah, me aguarde… És toda alegria que eu continha e não conhecia… tamanho alarde! Até me sentia inseguro, pois você para mim parece muito, e eu não sei se tenho direito.

Mulher cortês que eu cortejo, não sei se mereço… mas quero curti-la. Deixar de lado minha cordura, se você me ensina. Conheço que tens muito apuro, coisinha linda! Então, eu clausulo isto, você assina… para sair comigo desta clausura - oficina do diabo - não combina contigo, menina pura! Assim como o claustro é exagero. Aprôo praí, esqueço da praia e da zona. Lambo teus pés, feito um anjo caído ao chão. Para que não ales, como aivão. Eu quero você próxima, para ser teu guardião. Cobrir-lhe de proteção, com apelo pro colchão das minhas asas - pêlos de Velocino.

Mulher nada açordinha, tira-me a acedia. Vem com velocidade, açodar-me de tesão o coração. Dá-me o cabeço na sua fortaleza, para o começo da minha firmeza, e serei rochedo lançado nas vagas da lassidão… sem nenhum tédio, sem sacrilégio. Mas te assédio, sou sequioso. Desejo-lhe das mãos aos mento, palato, beiços e pescoço… Aí que gostoso! Careço demais deixar de ser tímido, lançar no ar esta dor que me abaúla e me tira a paz. Faz tempo demais… Que, inclusive, a quem está perto, amofina. Desgraça-me a mim, e para os outros são as maiores disgras.

Desconheço alguém mais feliz do que o contíguo a ti, sorriso num instante se faz estonteante… enquanto te fita. Mesmo parecendo ditério, esta falta de retorno. Alguém com mais ardor ou amor mais do que eu, que para conter se precisa de uma jaula; se há, é ignoto de todos! Ou está para nascer. O fato é que o meu sentimento é maior, que o futuro, que o tempo que foi tanto, esperando-te, confiante. Fora maior que tudo, confinado a sete chaves, sitas no peito, cito pro mundo! Não há coiso agora neste mundo, que tendo igual sentimento confiado a alguém, que não se sabia sequer a quem, quando te viu… foi mais ditoso. Suspirou fundo, transpirou rios… Depois se decidiu, na manha, num simples ‘psiu!’… se fez ser visto. E, ainda, nem era o amanhecer.

Foi coisa pouca, mas suficiente para a paixão profunda. Exatamente quando o findo absurdo da solidão fez-me verter lágrimas de encanto, ao ver o ser completo se formando: debaixo d’água, era ela e eu… retirando ao mesmo passo, passo a passo, as peças de roupa. Não era reflexo meu, era mergulho no diáfano, não era ilusão, era um banho de alegria neste buzico lesão. Pois estava bobo, na claridão dos meus olhos, em meio àquela escuridão. No momento em que se impôs a maior contradição, ao se exterminar uma das propriedades da matéria, na mais elevada coesão! Logo empós ver você e eu, eu e você… nós dois a dois, nós dois a sóis… ao léu sob os lençóis da lua mais alba… na cacunda do oceano, de ondas ufanas e iracundas… provando sal antes do sol, sentindo um do outro o albafar do fanatismo e, depois, da voz repleta de brandura. Voltados exclusivamente um ser pro outro, já sem lufa-lufa… fomos os fãs da afabilidade - tão vultosa luz. Justo quando, nus… tornamo-nos ‘NÓS’!”

 

Thúlio Jardim. 2º artigo, Semana da Mulher.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Dia Internacional da Pessoa

 

Um filme sem SEXO. Feito para o Dia Internacional da Mulher, desejando que ele fosse para o

Dia Internacional da Pessoa

 

O restante do artigo será apresentado num momento oportuno…

 

Clique na imagem para “ler” o anúncio do vídeo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Melhor Oração É A Colaboração.

 

Hoje, o

Dia Mundial da Oração KY - Dia Mundial da Oração

se fez presente. Não uso “faz”, porque não é todo dia 05 de março em que ele ocorre. Mas a cada ano, a primeira sexta-feira do referido e corrente mês… pelo menos, em mais de 170 países. Assim, infere-se claramente que seja impossível de acontecer em data posterior ao dia 07 de março. Sempre se dando em data igual ou antes um pouco.

A proposta é que, sem discriminação de religião, cristãos e cristãs do mundo inteiro possam afirmar a própria fé e compartilhar suas experiências. Esse movimento foi iniciado por mulheres em 1887 e, desde esse tempo, reúne cristãs de diferentes raças, culturas e tradições religiosas de todo mundo, para orarem em conjunto e compartilharem esperanças e temores, alegrias e tristezas.

Pelo que constatei ainda, o Dia da Oração (não o Dia Mundial da Oração!) deste ano de 2010 fora realizado em 02 de março, conforme mostra o site Arte-Educação. Isto gerou dúvidas em mim. Afinal, qual é a data correta ou oficial? Para fins “didáticos”, deduzi que ambas são aceitas, a diferença reside no fato desta daqui ser reservada ao Dia “Nacional” da Oração. Todavia, não tenho certeza. E não posso confirmar, porque não quero fazer como o Deputado João Pedro, e me equivocar justo ao discorrer de datas importantes: leia Dia da Bíblia? Dia da Oração? Dia do Pastor?…

A oração é um ato do interior do homem, onde este agradece a Deus pelas coisas boas de sua vida, pedi orientação sobre seus problemas e trata daquilo que almeja. Orar é uma forma que o homem encontra em buscar a força divina e este ato é de fundamental importância para uma vida cristã, pois a pessoa que ora é a mais beneficiada pela força de sua própria oração. Orar é uma maneira especial que os fiéis têm de conversar com Deus, não importando qual seja a crença de cada um.

Segundo Ed René Kivitz:

“Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração. […]”

Ele ainda apõe, com sabedoria:

“O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). […]”

Esta experiência de oração, de acordo com René, é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar "é legítimo pedir isso a Deus?" ou "será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?". Simplesmente orar.

A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele.

Por isso que existem tantas pessoas em grupos de oração ou vigílias, atualmente, a fim de pedir pela saúde de alguém, pedir proteção, buscando por melhores condições de vida, emprego, cura interior, paz, fazendo correntes e muito mais. Contudo, segundo os ensinamentos religiosos, não devemos apenas exorar, mas reconhecer tudo de mais simples que Deus nos dá, que são de muita importância para nossa existência, como o ar, o céu, o mar [que, na verdade, não são tão simples!]… a natureza como um todo, pois é ela que nos abriga e fornece nosso lar, que traz bem-estar a saúde e os alimentos para saciar a fome. Carecemos, igualmente, de agradecer pelo trabalho, uma das bênçãos mais respeitável, e que dignifica o homem.

Se fôssemos fazer uma análise fria do que nos cerca, iríamos perceber que temos muito mais coisas boas que dificuldades, e assim estaríamos em débito com Ele e obrigatoriamente deveríamos ser gratos. Afinal, temos ou não uma família, amigos e a oportunidade do lazer? Lembremo-nos, entretanto, que apesar de parecerem coisas corriqueiras na vida de todos, há muitos que por vários motivos não as têm! Dito isso, abra um sorriso, não por concordar com esta “desarmonia”, mas por notar ser abençoado bem além do merecido.

E a melhor oração é a colaboração. Rogar é preciso, silenciar o coração como não? Mas onde fica a ação? Rezar, rezar, rezar mais… e fazer menos? Restar em vez de ajudar com empolgação? Sobrestar sem antes ter estendido a mão!? Optar pela ablação do abraço e pela falta de uma verdadeira oblação?

O maior fruto da oração, pois, não é o atendimento da súplica ou do pedido, e sim a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações, mas também pelas suas ações, pela forma com que ela colabora na sociedade. As orações são ricas, elas revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz. É premente rezar de um jeito eficaz - contínuo e confiante. É indispensável para que todo o povo cresça, assim, sem interrupções e com fidúcia. Para que se estabeleça, além disso, escuta atenta e o prudente discernimento, a generosa e pronta adesão ao projeto divino. A vontade do Pai!

Então, fica o convite para que, num lugar de retiro sereno e inspirados pelo dia de hoje, nós contemplemos a paisagem derredor e silenciemos por alguns instantes, para podermos fazer uma oração ou louvor. E para que esqueçamos a dor, porém nunca o mais importante: a colaboração! Experimente isso, de todo o coração.

 

Low. Recife, sexta-feira, 05 de março de 2010.

 

 

Colabore e dê sua opinião!



Interessante → Dia Nacional da Oração [nos Estados Unidos]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quem Ele É?


Ele pode nos salvar a vida, mas também pode nos roubá-la ou limitá-la. Muitas vezes nos afasta de perigos reais, mas também nos faz tremer, chorar e recuar diante de grandes oportunidades. Impõe-nos renúncias e privações em vários aspectos de nossa existência. Atinge a todos nós, mas em diferentes graus. Para muitos - na proporção de um para dez - ele representa um verdadeiro handicap e rouba algo precioso: a liberdade. Quem ele é?

KY - Interrogação de Sangue

…O Medo.

 
 
 
 

FONTE: ANDRÉ, Christophe (*). PSICOLOGIA DO MEDO. Sub-Titulo: Como lidar com temores, fobias, angústias e pânicos. 304 páginas. 2ª Edição, 2008 (OBS.: o link remete à 1ª edição, de 2007). Petrópolis: Vozes.
● Buscar preços oficiais no site: http://www.editoravozes.com.br/

 

__________
(*) Christophe André é médico psiquiatra no Hospital Sainte-Anne, em Paris. Tornou-se uma referência na França e no exterior no tratamento de angústias, fobias e pânicos através de terapias cognitivas e comportamentais. É autor de diversas obras de sucesso à respeito dos medos.

 


Uma lista completa dos medos (de A a Z), você encontrará em inglês, no link http://www.phobiaguide.com/. É recomendada, então, a leitura do texto traduzido.

► Aproveite e assista ao vídeo criado por mim: Sobre O Tempo e Os Medos. [Amplie-o, para fazer uma leitura adequada!]

 

Ah… e a música que tá rolando neste post, é de IUPI. Ela versa sobre o MEDO DA PERDA. Entretanto, a personagem da “cena”, num terrível medo de perder o objeto de amor ou desejo definitivamente, acaba “preferindo” não se declarar… e, ironicamente, isto não deixa de ser uma forma de “perda”.  :(

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