sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Como, Quando e Onde Nasceu o KY?!

 

Como?      Quando?      Onde?    


Assistam ao vídeo…

 

Hoje é o meu aniversário. A idade pesa, os números pesam, então eu penso: "Nossa! Fiz 25 anos, meu Deus, e nem tive tempo pra raciocinar nisto direito…". Mas não me sinto assim tão velho, a bem da verdade, e acaba que esse dia agora me parece legal, tem festa (mentira!), tem gente te parabenizando, tem presentes (mentira!), mensagens até no Orkut, Facebook e outros tantos. Contudo, eu fico voando em meio a isso tudo. É difícil explicar... Primeiro, que eu não sinto tanto o tempo passar e ainda acho que os relógios pararam de rodar bem lá atrás. Quando toco neste assunto, fico ainda mais ansioso, entretanto, não mais que com o meu futuro – que parece, a cada dia, mais curto.

E se depois começo a contar a vida em anos, empiora. Tenho a sensação de que ela é muito mais breve, timbro a morte, e confesso entretanto que lá no fundo tenho a convicção de que vão descobrir algo que faça "o tempo parar" e que não vamos mais envelhecer, nem apitar o final tão cedo…

Há quantas sextas-feiras você vai a festas de crianças, festas de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 anos? Quantas vezes você já cantou "Parabéns a Você"? Alguma vez já perdeu todo o sentido pra você? Por que "Parabéns a Você"? Por que, em toda festa, o tradicional "Parabéns a Você" é seguido, quase que infalivelmente, pelo "Bolo e Guaraná" da Xuxa? Tradição…? Desde quando a Xuxa é uma tradição…? Quantas vezes nós (desculpa te incluir, “não quero” falar mal de você…) já saímos de festas de aniversário falando mal de pessoas, reclamando da vida mais uma vez, tendo a sensação de “dever cumprido”. Nossas festas de aniversário são um dever a ser cumprido? O que é mais importante nessa vida, realmente? É você amar seu sobrinho, seu filho, sua mãe, seus tios, seus amigos sem ter que comparecer às festas de aniversário, ou comparecer a estas festas, necessariamente? Se escolheu a última alternativa, então, vive de protocolo! É o que você está me dizendo.

Sinceramente, para mim, isto é desprezível. Me importa saber por que razão, quando nasci, era tão lindo e charmoso (todo bebê é, não?!) e, na sazão daquela hora, porque justo a mim me coube ser eu? E o choro que veio ao nascer, por que veio e também agora? Estava tão bem… Bem, só consigo lembrar mesmo de Shakespeare, quando disse: “Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes”. E concordo com ele! Mas continuo sem a resposta da primeira interrogativa, que é a mais importante. E aproveito para, “colocadamente”, chamar tua atenção numa outra: – “Por que afinal nascemos AQUI, neste mundo de imundícies?”.

O que você pensaria de uma pessoa que tentasse usar um chapéu de palha como panela? Ou uma garrafa como martelo? Ou que vivesse toda a vida sem saber para que fim ela se destinava? Caso você ainda seja egoísta, não acreditará em nada que eu responda, e continuará do seu lado da barca – aparentemente mais limpa e bonita. Talvez até seja mesmo, mais limpa e bonita do que AQUI. Isto para disfarçar a realidade logo abaixo dos teus olhos, das profundezas obscuras e nunca visitadas por ti. Merecia uma única tapa daquelas bem dadas pela senhora verdade! Em vez de continuar se tapeando sobremaneira. Como eu acho humilhante apanhar de uma mulher, deixa então que eu faço isto por ti, digo por ela, pela verdade!…

Enquanto não orientarmos nossa vida em direção ao fim para o qual ela foi criada, seremos como aquele chapéu em cima do fogo, ou como a garrafa usada como martelo. Destruiremo-nos a nós mesmos, sem encontrar satisfação nem realização.

Em artigos anteriores, eu cuidei em dar uma tônica de conformismo diante à tristeza ou à velhice, mas no que concerne a elas serem inevitáveis neste universo! Ao tratar delas, contraditoriamente, eu até me alegrava e vinha que sou jovem e ainda tenho muito a viver… Porque, afinal de contas, se não fossem elas… o homem não tinha escapado das mazelas advindas da inação. E são as lembranças que nos fazem pensar como melhor agir adiante. Tiram-nos parte do peso da ansiedade e das lambanças que vem da dor vivenciada ou da idade. O homem é muito frágil e esta fragilidade seria um prato cheio, se o homem não soubesse adiantar-se. Proteger-se e aos seus rebentos.  Mas, por isso, cabe mais uns de tantos outros questionamentos que farei ainda neste Blog: Por que somos tão frágeis?  Por que precisamos nascer tão imaturos?  Por que não estamos adaptados à sobrevivência logo ao nascermos, por exemplo?

Parando para observar um recém-nascido (aliás, estou tornando-me um especialista nessa arte), constatamos que a criança ao nascer exibe uma fragilidade sem precedentes.  Necessita de inúmeros cuidados maternos que foram aprendidos ao longo da trajetória do homem desde o seu aparecimento até hoje.  Exibe reflexos típicos da idade e mal consegue equilibrar o olhar que parece perdido no tempo.  Sua estrutura óssea apresenta-se sem nenhuma resistência, com o crânio não totalmente fechado e o pescoço sem manter a postura típica.  Não teria a menor chance de sobreviver se não fosse a proteção dos pais; se não fosse a bondade dos pais em fornecer-lhe o alimento essencial para a continuidade da vida. Aproveito para manifestar, assim, os meus agradecimentos a estas figuras que são inigualáveis…

Alguns fisiologistas, entretanto, interpretam este excesso de cuidados como um exemplo de imaturidade.  Caso os bebês humanos pudessem passar mais tempo em processo de amadurecimento, seria provável que não precisassem de tantos cuidados. Assim como acontece com outros espécies animais, na natureza. Os predadores, a modelo, já treinam as primeiras caçadas, arriscando-se, inclusive, em aventuras solitárias!

Os evolucionistas, por sua vez, comumente rejeitam quaisquer explicações que de alguma forma lembrem que os criacionistas existem e, contudo, diante destes fatos até eles são obrigados a reforçar um pensamento na crença em Deus.  Não seria possível existir tantos fatores que se completam participarem eqüitativamente desta fantástica aventura da vida, sem Ele.

Enfim, tudo aqui que estou a falar quer fazer você entender, de maneira séria, a questão existencial nº 1: “Por que nascemos?”. E também de jeito mais ou menos engraçado, mais ou menos desleixado, mais ou menos relevante, fixar bastante a imagem do que vem/virá a ser o “Kara Ystúpido”, que ainda está engatinhando, mas tem suas mãos dispostas a engatilhar e disparar veracidades, mesmo aquelas que tragam tristezas… àqueles que são intolerantes a quaisquer “dorzinhas”.

Ninguém sabe que porcaria está fazendo no universo, neste planeta em que nem teve o direito de escolher se queria mesmo estar aqui, ou ser um daqueles microorganismos que vivem em Marte. Dúvidas assolam a humanidade desde os primórdios, desde que vivíamos em cavernas. Mas não se preocupe, vou responder a todas elas, de acordo com a sabedoria milenar que herdei do grande mestre Pai Mei, que me orientou na minha jornada pelas montanhas da Patagônia. Fique ligado(a) no Blog, essas e outras questões altamente perturbadoras serão respondidas, como disse, e então você poderá caminhar para a luz. Por que amamos e sonhamos? Por que vivemos e morremos? O que há do outro lado? E por que pagamos tantos impostos?! [Esta última veio com exclamação pois é a mais injusta e difícil de responder. Suponho que terei um grande trabalho…]

A primeira questão: por que nascemos?
Preliminarmente, acredito que esta é uma pergunta que deve ser respondida pelos seus pais. Assim, se você não sabe essa, é porque não tinha um bom diálogo com eles, e como essa possibilidade existe, vou fazer o favor de lhe explicar. Ou melhor, não… é constrangedor, vou passar o link direto de onde achei o conteúdo destes dois últimos e “ácidos” parágrafos: Diamante Bruto ­– auto-ajuda grátis. Aí você encontrará uma das melhores respostas à questão, pelo menos na visão do Pai Mei. A minha é um pouco mais discreta e circunspecta, eu acho. Para diante, nas próximas postagens, iremos a ela. Já escrevi muito aqui, se não parar… o texto ficará enfadonho demais para ser lido.

 

Agora vou ir direto ao ponto, e te dizer como, quando e onde surgiu o “Kara Ystúpido”!

COMO: De uma vivência própria que é difícil explanar somente por palavras e compreender. De uma pruria que eu senti em um momento em que estava nascendo de novo, literalmente. Amiúde, senti angústias durante boa parte da minha história, e lá, naquele lugar, elas eram bem maiores! Foi quando percebi, de maneira apaixonante, que eu não estava definitivamente sozinho. Havia alguma coisa comigo, e não posso explicar quem ou o quê, nem como chegou ali. Mas havia

QUANDO: Apareceu a idéia logo após esta sensação. Não sei ao certo se era noite ou dia. Sei o mês, que era o mesmo do meu nascimento - fevereiro. Não havia um relógio por perto e minha visão não estava boa, naquele dia. Sei apenas que via um rio através da janela, esta que aparentava ter um vidro fumê (talvez apenas fosse noite…) e, depois, quando sai de lá, soube que se tratava do Capibaribe, aqui no Recife. O ano era 2008, porém só inaugurei este blog apenas agora - em 2010 - em parte porque foram necessários muitos meses para eu me recuperar por “completo”

ONDE: A cidade é a capital de Pernambuco, vocês já sabem. Falta detalhar melhor o local: era o último andar de uma ala de um Hospital. A ala destinada a pacientes críticos… Fora uma semana em que eu não estava dormindo de modo algum. E se estava, não percebia. E se percebesse, deduziria logo que se tratava de sonos leves – do estágio 1 - com múltiplos despertares por minuto. Sedativos e analgésicos certamente me impediam de ter um sono verdadeiro, assevero.

Quando melhorei fisicamente, psicologicamente ainda acreditava que nunca mais seria feliz. Nunca mesmo! Por sorte, subestimei o poder de superação que há em cada ser humano, diante das vicissitudes da vida. Hoje, ainda digiro o fato, por isso falo pouco dele. Não há momento certo para falar disso abertamente, não há o momento mais ou menos apropriado para expor este caso particular. Mas haverá “o MEU momento”, que não precisa demorar… porém será num tema porvindouro.

Este meu Blog surgiu de uma dor inesperada (sim, existem aquelas “esperadas”!). E veio para se tornar um ansiolítico e um paliativo para o que me causa sofrimento. Não procuro nele a panacéia para todos os meus males; Mas, pelo menos, lenifica uma parte destes, estou convicto. O “K” e o “Y” foram escolhidos adrede. Substituíram o “C” e o “E” de “Cara Estúpido”, para denotar estrangeirismo. Como sou um tanto patriota, acho o estrangeirismo (o anglicismo, precipuamente) uma forma de trazer ironia ao conteúdo aqui transcrito. Lembra-me a canção “Retrato de Um Playboy”, de Gabriel O Pensador. Extremamente irônica e ardilosa, que fala de um rapaz xacoco.

É difícil tornar simples o que vem a ser este Blog, que traduz o implexo. Explicar delimita, e eu não quero. É pertinente, “mais”, falar que KY é o nome de uma invenção da Johnson & Johnson – também conhecida como K-Y ® – que serve para “esquentar” a relação amorosa [risos…]. Não poderia faltar esta na relação [sem trocadilhos], não é!?

Perceba que, além disso, existe um duplo-sentido na palavra “Kara Ystúpido”, quando escrita na barra de endereços. Ao fazer a junção <karaystupido.blogspot.com>, temos um novo significado para mencionar. Fazendo nova separação “silábica”, temos as palavras “Karay” e “Stúpido” no lugar. De acordo com o que me disse um amigo e ex-colega de trabalho, isto seria o mesmo que “Pau Grande”. Eu apenas ri na hora, não havia pensando em tal adjetivo…

Muitas outras razões me fizeram escolher este título, como a originalidade e o fato de “Ystúpido” lembrar “Estampido”. Todavia, é melhor (e mais sensato!) parar a ladainha, já havia prometido, e muita gente não tem paciência para ler um folheto tão grande como este está ficando. Falarei mais outro dia.

Por fim, fiquem com um vídeo (abaixo) que “RESUME” bem como nasceu este Blog. Assistam-no até o final, por favor, é importantíssimo! Um belo curta francês sobre um homem que tinha fobia de atravessar portas: http://bit.ly/9EsD8s. Se preferir, visite o site oficial da animação, que é o http://www.getout-lefilm.com/extrait.html.

 

O Kara Ystúpido, quando do seu nascimento…

 

 

PS Caros leitores, aproveitem e partilhem comigo a data de seus aniversários! Lembrando que, neste caso, o plural está perfeito. Haja vista que vocês também podem, como eu, ter mais de uma data para comemorar o nascimento, mais de um motivo de se intitular uma Fênix. Quem sabe já sofreu (ou quase) algum acidente? Tentaram te matar? Assaltaram-lhe com arma de fogo em punho? “Não importa”, escrevam…

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