segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Outro Endereço



KY - Leitor ProfissionalÉ, amigos, os últimos meses foram madraços. Eu estive distante, esmaecido do blog. Tão afastado, apagado, que devo ter perdido quase todos os poucos leitores que tinha. Neste ano, publiquei pouquíssimos posts, embora alguns até de conteúdo bem amplo. Minha intenção, ao contrário do que pareça, não é deixar o blog largado, mas me organizar para voltar com força em OUTRO ENDEREÇO.

Isto mesmo: pretendo criar um site, futuramente, mas não necessariamente com o mesmo nome deste blog. Se fiz maçada ao não me explicar antes sobre isso, peço desculpas. A verdade é que, apesar de não ser tão ocupado, ando realmente mentalmente cansado, o que tem me afetado sobremaneira em relação a minha produtividade. Por questões de trabalho, questões de estudo, questões mal resolvidas. Venho ultimamente dobando problemas, empurrando–os com a barriga. Dobrando dúvidas, fincando em apoquentações descabidas. Não quero mais isso pra minha vida! Então estou decidido: vou dar um fim, definitivamente, nessas preocupações tolas.

Com relação às postagens deste blog, farei apenas mais uma. No intento de divulgar o novo site, quando me aprouver. No entanto, não se preocupem, os manterei informado dos meus passos por meio de outras mídias sociais, p. ex.:

Eh, a partir de hoje, estou objetivando estudar mais – embora com um começo sendo brando. Mas vou aumentando o ritmo, com o passar dos dias. 

KY - Nerd


Mas não vou mesmo me desarrimar de vocês, queridos, neste blog. Vocês ainda lerão outras das minhas rimas, em época vindoura, como dito, noutro endereço. Tempestivamente rumo, entretanto, espaçando–me de vocês. Despeço-me, nesta temporada, com certeza tanta que os verei. Em 2012 ou 2013, os encontro para dar um forte abraço no meu novo site. Até lá!


PS.: Se você é novato neste blog, aproveite para ler algumas das minhas postagens anteriores! Para tanto, é só clicar no boneco ali de baixo, segurando a arma para direita.

domingo, 27 de março de 2011

Palhaços, mágicos, malabaristas e outras atrações artísticas

 

Respeitável público, hoje é o Dia Nacional do Circo! Não, não irei falar do meu trabalho novamente. ¬¬ Não quero vê-los ir do riso à repugnância, em tão pouco tempo. Pois eu não gosto de trabalhar, se o sentido da palavra for o de trocar horas de vida por dinheiro, ou energia vital (leia-se saúde) por dinheiro. Diz-se que “o trabalho é a melhor e a pior das coisas: a melhor, se for livre; a pior, se for escravo” (Émile-Auguste Chartier, "Alain"). Não sei bem o que é a primeira. Por ter me deixado levar pelas circunstâncias de outrora, por uma mera falta de uma reflexão mais profunda sobre o que eu queria, sou há alguns anos como um robô taylorista. E não irascível. Eis o triste cenário que foi armado, de uma hora para outra, em direção ao mesmo caminho medíocre dos outros. Mas não nos preocupemos com isso, agora. Não devemos dar muita bola.

Haja vista a alegria do ano passado ser de hoje! Lembro-me quando escrevi dois artigos, neste blog, a respeito da comemoração circense. Em ambos, na verdade, versava um pouco sobre o trabalho escolar da minha vizinha Layza, de uns sete aninhos (deve estar fazendo oito, já já). Ela é muito simpática, contente, cativante. Por alguma razão, nesta época, vem me pedir para fazer desenhos a mão sobre a data. Eu não sou bom desenhista, se é que me entendem. Todavia, a despeito disso, sempre faço. E com muito gosto!

Neste ano, por exemplo, Layza me pediu o mesmo desenho do ano anterior. Fiz novamente à mão, na cartolina, o palhacinho e o seu circo. No caso do circo, empolguei-me mais e o editei, também, através do Photoshop. Incrementei a paisagem, outrora vazia. Vocês podem ver o processo de criação resumidamente abaixo:

 

Clique nas figuras, para ampliar…

KY - Circo, desenho de 2010~>KY - Circo, com esboço do céu

~> KY - Circo, com esboço do terreno~>KY - Circo, com paisagem completa

 

Além disso, desse passatempo que é desenhar, mostra-se um tanto engraçado, principalmente para um perfeccionista como eu, quando a gente lê o trabalho, vê os erros de português e, ainda assim, prefere não os corrigir. “Fica mais original”, penso eu. Diria mais honesto e menos intransigente para com uma criança. Em “Cer Criança Cempre” deixei explícito que não sou austero, no próprio título. Ao contrário do que vem acontecendo no órgão em que labuto, eu procuro va-lo-ri-zar os erros. Humberto Gessinger, líder da banda Engenheiros do Hawaii, sabia muito bem a importância desta valorização e, numa canção, disse: “Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual”.

Isso pode parecer estranho ou faceto é verdade, mas não estou sendo cínico, pois errar é bom de fato! Uma criança (e o adulto) quando erra, aprende. E mais: dissemina o aprendizado (se o ambiente for propício, lógico, o que não é o caso de alguns setores de minha Autarquia). Tratar um erro como algo terrível e passível de críticas, causará dois efeitos negativos: comodismo e medo. Coisas que nos “travam”. Quem terá coragem de correr riscos, sabendo que se errar será praticamente linchado?

Daí porque vejo com bons olhos as imperfeições alheias. Não exijo de ninguém a perfeição! Isso é o cúmulo de quem comina. O culminar do acme da loucura, é reclamar o impossível. O dever da perfeição é o maior empecilho à criatividade e à inovação, diz Luiz Carlos Cabrera, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Porquanto o homem é imperfeito e, por isso, maravilhosamente humano. Errou? “Faça de novo”, Cabrera simplifica. “Um erro deve ser corrigido, e não punido”, apõe o filósofo Mario Sergio Cortella.

Claro que estamos falando dos erros que representam uma falha, algo que não foi feito com dolo ou má-fé. Falamos do erro comum que todos podem cometer, mas que somente poucos admitem. Pior ainda é o profissional mentiroso e tartufo que acredita que a melhor atitude é esconder o erro ou não falar dele. O erro é para ser discutido, analisado e, aí sim, corrigido.

Correção melhor, cogente, seria a substituição do trabalho entediante, cansativo - que a gente pode entregar às máquinas – pelo ócio criativo, defendido por Domenico de Masi, conceito no qual as atividades de trabalho, estudo e jogos devem se confundir nas atividades diárias do sujeito. Entretanto, um pensamento comum em empresas comuns, que não seguem essa linha, é outro: o que funcionou até agora, não precisa ser mexido! Esse é um dos maiores erros de gestão, uma vez que vai exatamente contra a inovação. Afinal, como enfatiza o próprio De Masi, “o controle não serve para nada, senão para inibir a criatividade”. Urge, destarte, uma revisão das regras que dominam a produção intelectual.

O elemento lúdico do ócio criativo, aliás, eu destaco como a forma de evitar a mecanização das tarefas, dando-lhes "alma". Rememorando-me, daí, os afazeres do palhaço e, em parte, a minha escrita através de alguns blogs - mesmo que amadora - nos quais descobri a única atividade que exerço sem a mínima sensação de peso, ou fardo. É algo intrinsecamente natural. Para mim, uma diversão como a procedente de um jogo. Parece até que estou clamando, nesta última frase, por tal forma de trabalho: digno, de lazer, o que vem a ser um virtuoso meio de supervivência sem excluir imperiosamente o entretenimento. E se equivoca, pois, quem trata o referido ócio e a inação como entes iguais.

O tipo de ócio, enfim, que Domenico De Masi pontua é diferente do que a palavra inspira - muita sombra, água fresca e nenhuma ocupação para o resto da vida. Sob este ponto de vista diverso, o ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça. O ócio criativo que o autor acastela, por sua vez, tem outro significado: está associado à criatividade, à liberdade e à arte. Note-se aí um grande distanciamento.

KY - Thúlio Jardim, O Palhaço OscilaAh, e o circo onde fica nessa história? Dentro ou fora de um ócio criativo!? É possível ser empregado do picadeiro sem aliar trabalho, aprendizagem e o sorriso superveniente do lazer??? Infelizmente, pro nosso pesar, creio que é possível sim. Particularmente porque me sinto às vezes o palhaço do oscilômetro - “o oscila” - ou parente do palhaço do circo sem futuro. Este, o personagem do Cordel do Fogo Encantado, já dizia: “Pai, me ensina a ser palhaço.” Pai, me ensina a sorrir à noite, um sorriso que se mostre pr’essa gente. Nesse mundo que é triste, debaixo dessa lona rasgada, desculpa ter ignorado o circo, pai, me empresta esse sorriso. Esse mundo está doente, o palhaço mal responde. O circo está pegando fogo. “E essa tragédia que é viver, e essa tragédia. Tanto amor que fere e cansa”. Nem tudo traz brio, apronto-me a assoalhar.

Porém em que momento parei e citei que seria fácil para todo mundo se tornar palhaço? Que não amolga em nós, também, pensar na possibilidade de que há palhaços pálidos, de semblante abatido, mas não pela maquiagem? Meu caro, para ser um verdadeiro palhaço de circo é preciso muito treino e estudo. Existe, inclusive, um nome específico para quem quer se instruir na carreira: palhaçaria. Sapatos grandes, nariz vermelho e roupas coloridas não bastam. Assim, não espere que se vestindo de forma engraçada e fazendo caretas esteja a se equivaler a tal figura.

Ademais, não só de humor picante vive o anfiteatro. Nos espetáculos, há um aspecto bem triste: o dos animais. As imagens deles, dóceis e felizes, como é apresentada pelos proprietários do circo, não condiz com os detalhes horríveis vivenciados, por todas as espécies, até a morte. Muitos, além de passarem fome, ficam confinados em espaços minúsculos. Seu treinamento é baseado no medo, na tortura e na anulação dos seus próprios instintos, ou seja, um tratamento alarmante e inaceitável. O elefante artista e o urso que anda de bicicleta, a platéia admira. Sem saber que neles nem sempre se abriga a sorte, a alegria.


"Felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir. " (Voltaire)


Apesar de tudo isso, não abafo minha facécia. Sigo firmemente a frase de Voltaire e não escondo a face para um gracejo. Tenho esse jeito sabido de não me apresentar como estou, desenxabido e estanguido, para não acender dores em quem está quieto ou, no instante, folgazão. Se fizesse isso prestaria um desserviço à humanidade. Causaria, escusadamente, ansiedades.

Melhor lembrar-me do que enseja a alacridade. E na data presente fazer tributo ao histórico palhaço Abelardo Pinto. Mais conhecido pelo apelido Piolin, dado por artistas espanhóis, numa referência a um tipo de barbante, em virtude do homem ser magro, de pernas compridas e muito flexível (além de palhaço, era ginasta e equilibrista). Para ter ciência da importância do Piolin para o circo no Brasil, é ideal entender que, durante muitos anos, nosso país comemorou o dia 15 de março como o Dia do Circo, seguindo o calendário internacional. Contudo, para prestar uma merecida homenagem ao nosso grande palhaço, a data foi alterada para coincidir com o aniversário dele, sendo oficializado o dia 27 de março como “Dia Nacional do Circo".

E para terminarmos este artigo com chave de ouro, não podia esquecer de citar os números de mágica, acrobacia e malabarismo indispensáveis para dar o ar da fantasia e encantamento maior ao “show”. Há ginastas e equilibristas que, tal como os palhaços, levam regozijo ao público através de suas apresentações artísticas, algumas, diga-se, muito arriscadas. Mas, meu camarada, quem não gosta do suspense do circo?! Quem não se lembra do atirador de facas? E do contorcionismo da mulher borracha e de outros personagens de força, agilidade e flexibilidade??? O circo é indiscutível arte!

E é pelo exposto acima que não me parece coincidência celebrar, no nosso Dia do Circo, o Dia Internacional do Teatro - data da inauguração do Teatro das Nações em Paris. Teatro e circo: grandes eventos em que as pessoas se reúnem para se divertir com palhaços, mágicos, malabaristas e outras atrações artísticas.

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 27 de março de 2011.

 


 

Links de referência:

Leituras recomendadas:

domingo, 13 de março de 2011

Professional Fight




“Um dos maiores prazeres da vida consiste em fazer o que os outros lhe dizem que você não pode.” (Walter Bagehot)

 

Um dos maiores prazeres da vida consiste em fazer o que os outros lhe dizem que você não pode, ou o que está errado. Não entendam-me mal, pois eu pactuo de uma frase do Chris, aquele mesmo, interpretado por Tyler James Williams no seriado “Todo Mundo Odeia O Chris”, frase a qual diz: “Se as pessoas repetem muitas vezes que você está errado, você pode até esquecer que está certo”.

Além disso, eu sou como o Eric Fernandes, “sou prepotente, não dependo de outros para me questionar e posso afirmar tudo com a convicção de que estou errado, sempre”. E tem mais, em estando eu errado, o que é que tem errar? Sigmund Freud falava que de erro em erro é que se descobre a verdade inteira. Talvez, por isso, eu tenha permanecido tanto tempo errando…

Por fim, Billy Joel, cantor, compositor e pianista norte-americano, também vem falar: “Minha teoria é a de que nossos erros são as únicas coisas originais que fazemos”.

Sabe, as pessoas têm medo de errar. Agora eu, tenho medo de ter de ser sempre o correto. E isto é desumano! Insuportável, pois errar não é só humano, como necessário. O desenvolvimento e a aprendizagem ocorrem muito mais através da análise de nossos erros do que pelo louvor de nossos acertos. É preciso ter a coragem de errar! Muitos se acham perfeitos porque nunca cometeram erros. A verdade é que nunca viveram. Eles têm medo das mudanças, nunca correm riscos. Eu, que as coisas nunca mudem, fiquem nisso. Por isso, no Round 6, da luta abaixo, decidi não mais lutar. Fui procurar, no Órgão público no qual trabalho, um novo lugar, uma nova chefia… Estou mudando de setor.

Perceba, não importa se eu não sou o que a ex-chefe quer, não é culpa minha a projeção dela. E viver de acordo com as expectativas dos outros, é suicídio. Convenhamos.

 

KY - Positivo e Negativo

  DETRAN THÚLIO
Round 1 1 0
Round 2 1 0
Round 3 1 0
Round 4 1 0
Round 5 1 0
Round 6*

 

* No Round 6, o “0” (zero) desistiu de lutar…

Obs.: Cada Round representa 1 (um) ano de trabalho dedicado, esforçado e responsável, realizado por mim.



ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES ‒ A sócia-diretora da JCastro Consultoria, Júlia Castro, acredita que ninguém consegue tapar o brilho do outro por muito tempo. Júlia diz:


“Esse funcionário que não é valorizado nem ressaltado pelo gestor, (…), deve tentar criar outros canais de relacionamento dentro da empresa. Alguém vai olhar para ele e saber o pontencial que tem e que é capaz de dar uma colaboração importante para corporação.”

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Solidão Concubina

 

KY - Poça de Sangue



SOLIDÃO CONCUBINA
Low, escrito em 17/02/2011.



Dor profunda
ronda
Com aduncas unhas,
junca e fere
A minha cútis
Que treme!
Diante cortes
tão fundos…

O sangue vem
à tona,
Efundi, se aninha!
Me toma em fúria,
pojantemente,
a vermelhidão
que se acrescenta…

Não se doma,
além dimana…
do chão do recinto.
Sinto tu, tanto 
Oh, dama!!!
Lembro bem, noutrora,
suas escuras regras
da cona.

Unguento acentua-se, 
do tipo São Fiacre, 
É acre, não aguento
mefítico cheiro purulento.
Em relento luarento, adentro
um coma diuturno
taciturno e tácito…

A dor pujante
obscura
Já não pulula  
nem se apresenta.
O olhar oculto
da cura, nesta hora,
evadido-se tinha
faz muito tempo.

Só me lacera,
e não combina:
Saber-me só, 
pelo termo do tormento.
Deixado principalmente
por mim mesmo,
Laçado feito amante
do adeus da morte.

A, presentemente,
solidão concubina
jamais verga,
Inclusive, nunca finda
sua companhia.
Que se fecunda,
invadindo cada dia,
na saudade e no luto
de outrem que luta
durante ôntica agonia.

Em verdade, tentar se manter vivo é dificíl
Pra qualquer, depois da caótica tocante ida.


Referência: Poema “Minhas minhas”, de Luiz Carlos Leme Franco(*).



(*) Professor desde 1966 e médico desde 1973, poeta com trabalhos publicados em Inglês, Espanhol, Chinês e Francês, além do Português, nos E. U. A., Paris e Brasil (três livros próprios, várias antologias e poesias avulsas em jornais e revistas em vários estados). É verbete em livro do M. E. C. e pertence a mais de quarenta academias de letras no Brasil, Inglaterra e Itália. Foi fundador e editor da revistas “ Poesia & Cia.” premiada nacionalmente e “Unindo o Brasil pela Trova”, bem como fundador da academia de letras de Londrina (PR) e de várias casas do poeta, ex-presidente para o Paraná da academia Municipais de Letras, da caravelas, da casa do poeta de Londrina, da casa literária lampião de gás (SP). Julgou em muitos concursos literários e escreveu muitos prefácios e apresentações de poetas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Sonho Insano

 

KY - Adormecido

Tudo que havia sepultado, das desgraças que passei, hoje já não guardo, doravante nem saberei. Foi-se a época das tristezas, do trabalho todo dia. Todavia erra quem pensa que se finda minha agonia.

A contrafação, a violência, a feridade e aliteracia. Incrível como se firmam em nossas firmas feito ciência da tradição, feito paradigmas que se legam e alagam cérebros – igual a reminiscências! Disso tenho consciência. Eu sei que estou na discência disso, avizinhando-me da omnisciência: sei quase tudo que os chefes idolatram, sei do gosto da obediência, sei qu’eles amam e precisam, na empáfia costumeira, adorar a sua própria autoridade, de nos manter cativos e treinados nossos pensamentos para serem outros - os de outros - numa domesticada dependência.

Uma minudência no que se estende, e ainda assim ninguém entende. Como incidi este incêncio? Por que ninguém apaga os dirigentes que se silenciam, permitindo toda forma de insídias? Por que não os trocam, nem os emendam? Por que não há quem nos ampare? Por que nos deixam à própria sorte, em detrimento à felicidade? Por quanto tempo imperante ficará o sofrimento???

Então, as lutas vem e vão, em vão? Porquanto por mais que lutemos não se muda a situação! Nem o gosto nem a forma. Nem nada. Não existem excídios para o que está imbuído na alma, de um Órgão, do coração de uma empresa. Substâncias grudentas, muco, gosma nojenta. Abominável desídia! Postergação, eliciar das delícias de um subordinado qualquer.

E os superiores dos nossos superiores hierárquicos jazem, já entregues ao sono, inabaláveis! Num quadro dependurado e sujo, intruso, surgindo diante de um muro ou em cima de um pedestal. Como seres sentados, pintados e infungíveis, no trono dos surdos. Fugindo de todos, do estrujo do ódio da gente.

Enquanto isso, vós, e eu principalmente, nadamos na fossa. Na foz das fezes, contaminando as tezes nossas. Sem voz, em tese, por mais que se tente vociferar. Ninguém consegue alcançar a necessária sanha! O estrume é muito e asfixia, qualquer pessoa. Adentra-se nas entranhas, e pulula. A sobrevivência? Eis o sonho insano.

O cosso, afinal, nunca conheci. Conosco, as flores murcharam, perante tantos misantropos. E o colosso pesadelo, e o sombrio poço, e as lágrimas dos animais mochos! Sem chifres, despidos, sem defesas, fracos, sem posses, arruinados, sem norte, pendentes, sem poder, dependentes, no cheiro pobre da morte mais triste: a que nasce pela obra mefistofélica do ser sacramentado para nos servir de exemplo, o ser Líder. Aquele que não deveria nos impor medo, mas nos medrar e fortalecer. Não nos mostrar nossos defeitos, sem antes alvitrar nossas qualidades. Não usar o aviltamento, no lugar dos ensinamentos. Olhar com respeito para ser respeitado! Assoalhar sua dedicação, sua educação, para vir a nossa ideação de que temos com quem contar.

Liderança é para ensinar como lidar com os erros, os imprevistos e, confessadamente, a inexperiência. Deixando claro que esta última não significa incompetência.

 

Thúlio Jardim. Recife, 03 de fevereiro de 2011.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem Dilemas, entre a Ciência e a Religião.

 

— "Para cada ação, uma reação contrária na mesma intensidade. Ou você prefere dar a outra face?!", Low.

— "Até hoje, inveterada e certeira, a primazia do homem sempre foi a primeira.", Thúlio Jardim.

— "…". Thúlio e Low, cerces, seguem em silêncio…

 

KY - No Mesmo Caminho

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As Leis em Falência

 

Este artigo é conexo com o anterior. Ajudar-lhe-á a entender melhor qual era o contexto que havia em a “Triste Lida”.

As leis em falência

KY - Lei Manipulável

Permanecer preso a um setor de trabalho, por mais “sensato” que possa parecer, é, quase sempre (senão, todos as vezes), um obstáculo ao crescimento, um subterfúgio da mudança, piegas pielas dos embriagados por ilusões. É a fuga do conhecimento de um novel, e é esta: igual lugar-comum. Onde não se assenta o desenvolvimento do conhecimento, que acabará estancado pela engrenagem feita de estacas no ponto exato da dor do arrependimento. Taí uma das razões do “onde”, em vez do “aonde”: a falta do avanço!

Como se estivéssemos moldando as circunstâncias exteriores a nosso desfavor, sem mover sequer um dedo. Sem nenhum medo. Entrando numa espécie de limbo emocional, ao buscarmos manter condições que não mais toam. Não é à toa que, rigorosamente, pagamos um preço incômodo pela nossa comodidade: o estorno do arranjo mental. Quantos irão adoecer ou já adoeceram?! Quantos não ficam transtornados e, apesar disso, continuam… cometendo o mesmo vício do fazer estação na alienação. De adotar nos braços um vaso de noite, vomitando-o com suas dores e lamúrias da amargura, que ecoam.

Deixamos de abrir espaço, pois, para que oportunidades diversas floresçam depois. Usamos fixamente uma armadura! Mesmo sabendo ser inútil a ostentação desta nesta nossa luta. Haja vista que o sol queima, queira ou não queira, queima. Ele usurpa às células da nossa pele por meio de uma fogueira, nesse caso figurado, advinda da Lei da Condução Térmica. Não há barreira para este temedouro alourado.

Entretanto, insistimos! Quase como uns condenados. Batendo com a cabeça na parede, atacando nossa mente com perguntas sem resposta, permanecendo… A diferença é que não impetramos a liberdade, desse jeito. E seguimos repetindo os erros, ausentes.

Abrindo e tapando buracos, administrando dor e confusão em pequenas doses semanais, na lide deletéria. A deletrear palavras como “desertando”, na maior tardança. A dançar no gelo, próximo ao báratro, resvalando em desacertos como os da “culpa”. Culpando a si mesmo, por não querer mudar de lado. Achando que o distinto possa ser mais feio ou perigoso, nunca “mais perfeito”. Como somos medrosos e lerdos! Quando fartos, agimos fátuos, como num surto. Tão-logo esse sentimento de raiva passa, a gente volta o pé para velha casa, por pura cobardia, e puro absurdo! Nutrimos os fardos, como num processo obsessivo-compulsivo. Ficamos dentro da prisão sob a condição da esperança fútil, de poder – um dia… ­– mudar algo imutável: Que os chefes comem do mesmo cocho!

Que os chefes comem do mesmo cocho é o que muitos aí, entre nós, andam dizendo… e com tamanha fidúcia. Só não sabendo que quem coxeia mais é quem se faz de cocho, e os alimenta. Somos ingênuos a ponto de acreditar que poderemos resgatar algo de bom, ao fazer isso, neles. Sonhar que o gerenciador do nosso local de trabalho poderia reparar danos causados … eita, ledo engano! Porque mesmo trazendo a pessoa de volta ao nosso convívio, no ganha-pão, parece que não notamos a bomba permanente ali, tiquetaqueando, esperando uma oscilação qualquer para nos fazer explodir. Novamente.

O problema, que essa minha lógica deixou escapar, é o fato de que tudo, invariavelmente, muda. Tudo. E o relógio às vezes falha. E a gente, tristemente, se acomoda nas garras da injustiça, em sua iteração, em seu tornar a vir. A gente não explode, como deveria; e se o faz, é explosão branda, na hora mais errada do dia. Nós deixamos tudo por isso.

Por isso, os superiores hierárquicos nos subjugam, nos exasperam, nos conspurcam e nos enterram no ajoujamento. Sem condoerem-se de seus subalternos, eles sobem em cima mesmo! E não perdem o tempo e o feitio, em seu suntuoso alojamento. Enquanto a gente que colha suor e sintomas psicossomáticos brotados do enjaulamento. Já que aqueles, ao invés de simplesmente nos permitir nascer com qualidades que encantem olhos outros, infelizmente nos dão o pior nascimento possível. Alheios ao nosso “traque”, seguem surdos, em seus esconsos e descanso esplêndidos.

Eu e você ficamos apagados, desistimos do mundo, esquecemos de observar a beleza primordial das coisas ao nosso redor. Revestimo-nos de defeitos, estagnamos voluntariamente diante de belas oportunidades. Apenas para sofrermos mais à frente ao ver nosso campo de ação cada vez mais reduzido. Geralmente porque nosso corpo, a qualidade das nossas relações ou nosso brilho natural decaiu. Perdemos a capacidade de ficar fascinados!

O que efetivamente muda, é isso: nossa forma de ver o mundo e as pessoas. Que a liberdade dada pelos líderes restringia-se àquilo que os agradava, multiplicando-se o adágio. Que os recursos humanos consecutivamente se ocultavam. Mais impassíveis, impossível! Menos plácidos, dificílimo! As leis em falência, então com cordéis e engoços, eram distorcidas e manipuladas. O nome delas, devendo ser diverso: o de falácias. Porquanto o objetivo, o mais notório: favorecer e inocentar os mais poderosos.

Afinal, o que vale é o peso das pessoas, sua “importância”, suas prerrogativas. O conjunto de direitos de um superior, em relação aos dos seus subordinados, nunca foi dímero. A balança sempre incorreu para o primeiro citado, o que manda no caso. Num total descaso, que virou regra e não veneta. Lei da rolha. Ação veemente de controle, abuso e violação de nossa mente. Invasão, colonização, pelo assenhoreamento. O que provoca, sonoramente, o meu maior enojamento. Lamentoso, lastimoso!

Sabe, senhores e senhoras, eu desabafo: têm momentos em que a corda arrebenta, pelo reteso, devido a tensão ser maior do que a gente é capaz de sustentar. E quando a fasquia do salto – meta da chefia – é muito alta, inalcançável, a vara se quebra. Em mil pedaços! Eu ainda não engoli, por exemplo, o meu fracasso nas notas da Avaliação de Desempenho em Estágio Probatório que recebi (e recorri), no mês retrasado. Eclodindo o desprezo não só por quem me avaliou, como também pelo Recursos Humanos, por ressaltar a evidente falta de treinamento dos servidores de cargos elevados.

Minha única dúvida, agora, é se as pessoas que vão ler o meu Recurso [que talvez exponha em outro artigo] têm condições de interpretá-lo!!! (Considerando a falta de siso de nossos dirigentes). Talvez fosse mais apropriado um texto não insólito: cheio de erros de semântica, de concordância, de gramática, como os que a gente encontra nos ofícios, e despachos exarados pelos nossos ilustres gestores. ¬¬

E o meu único medo é outro: jazer no mesmo setor. Afinal, já dizia o Sócrates, "não está ocioso apenas aquele que não faz nada, mas também aquele que poderia fazer algo melhor."

 

Thúlio Jardim. Recife, 17 de janeiro de 2011.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Triste Lida

Tenham em mãos um dicionário. O texto abaixo é curto, mas rebuscado. A razão, o sentido dele, explicarei em artigo vindouro.

 

KY - Tembé

Baixinho e mirrado,

quando ainda longe do incólume, de ser ouvido e respeitado, lançou a voz a ralhar a rata. O céu ventígeno, em gravura gris, cuspindo pingos e rajadas, balançando ráfias rapinava folhas de décadas atrás…

Volto, fulminíferos, os olhos àquela casa, tão flagelada por divisões e vendilhões, mas que nunca me vendam ou me raptam as indagações. Inculcar inculpado “inconspícuo”: meu objetivo. Incutir culpados “incontáveis” e incontentáveis, eu incontido. Venho contando tontos! Tendo dificuldades de conciliar o sono e exorcizar tantos fantasmas sem-cerimônias.

Mas separar aos poucos o joio do trigo tenho aprendido, como tédio. Até uso o ventilabro. Sendo tido valedio e venusto o meu venial.

“Continua pecando pecadinhos veniais, já que os pecados mortais já não têm ocasião nem energia” (Raquel de Queiroz, 100 crônicas escolhidas, p. 111)

Quanto aos dúbios com os quais convive na lida, estes sempre vêm com valedor astuto, recurso desumano. Dissonante lei própria: valhacouto que me desconsola, por ser por mim desconhecida; de mim, desconexa; Assim, em suma, uma descomponenda.

E, eu, vivo na tenda da contenda de um tembé. Tenso, sem estar às tenças ou às vistas de algum ser filantropo. Enquanto ausculto o coração aos saltos e sopros, aos gritos de tenalgia, saindo pela boca e voando… em direção ao aucúpio avassalante.

Triste lida, perante lira delirante.
De mim, Senhor Teantropo, tende piedade!!!

KY - Tende Piedade

Thúlio Jardim.
Floresta-PE, 1° de janeiro de 2011. Sábado.

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